Fenômenos nas Pirâmides – Parte 2

Muitos templos posteriores, herdando a tradição egípcia, que foi importada pelos gregos, e repassada aos romanos e, depois, ao mundo ocidental, conservaram esse estilo de arquitetura, de modo que o templo em si, plantado sobre a terra (em geral, base e estrutura quadrilátera) representava a ponte entre a Terra e os mundos superiores (céu, esfera).

É certo que eles usavam chaves harmônicas na construção de tais “pontes”, e a cada pirâmide cabia uma frequência específica, relacionada a determinado céu ou plano daquela Orbe maior.

A idéia é tão coerente que existe uma pirâmide especial, em Chichen Itzá, México, legado dos antigos maias, que conta com nove andares e 91 degraus em cada escadaria (nas quatro faces). Os nove andares do céu é uma conta praticamente repetida em todas as culturas ancestrais.

O total dos degraus de quatro escadas soma 364 dias, e sobra aí um dia, na contagem do ano, que eles chamavam de Dia Verde, ou tempo fora do tempo, ou tempo de uma outra dimensão, fazendo então relação com o hiperespaço e as idéias de tempo que tende a zero, tempo que não passa, eternidade e tudo mais.

Este DIA VERDE seria o dia central, dia de duração eterna, relacionado ao centro da Pirâmide, furando o Hiperespaço na direção das dimensões ocultas.

Veja como são maravilhosas e complexas estas edificações, repletas de segredos. E a mesma pirâmide é aquela que está alinhada com os dois equinócios em tal ângulo que, àquelas épocas, projeta-se a famosa serpente de sete triângulos de sombra e luz, criando a ilusão de movimento da serpente descendo do céu na Terra, aliás, como sugere a própria mitologia da divindade local, Kukulcan (o mesmo Quetzalcoatl ou serpente alada).


Veja que a ferramenta musical ou harmônica parece inerente à tecnologia secreta da pirâmide, capaz de arrancar dela aquelas ondas de frequência que então entram em contato com as esferas superiores, celestes, para onde o faraó “morto” ou deitado, dormindo, e se projetando em astral segundo o poder daquelas frequências induzidas dentro da pirâmide, era direcionado (isso consta nos textos secretos dos modelos da Iniciação Egípcia).

Outra idéia que nos dá certa segurança para falar em termos de Universo harmônico e dimensões escalonadas em “frequências musicais” criadas pelos planetas em movimento de onda estacionária está na famosa Lei de Titius-Bode.


Ele praticamente acertou a lei de distanciamento dos planetas em relação ao Sol, com erros muito pequenos. Inclusive previu a existência da órbita de Urano antes mesmo dele ser descoberto, porque tal lei foi enunciada em 1772.

Repare na grande precisão entre as órbitas que ele descreveu, baseadas numa equação matemática muito simples, e a distância real das mesmas. Apesar de não estar exata, é o tipo da teoria que tem base para ser verdadeira, apenas precisando ser corrigida, talvez mudando os parâmetros da equação, quem sabe, para valores de segundo ou terceiro grau.

De qualquer forma, essa concepção do Universo nos faz pensar imediatamente na analogia com as órbitas eletrônicas, dispostas segundo uma mesma e simples regularidade matemática, produzindo também ondas estacionárias e frequências.

O universo harmônico é análogo em todas as partes, parece haver um modelo comum em todas estas organizações de sistemas.

E outro que, naquela época, época de Galileu, tentou desvendar o Universo Harmônico de Pitágoras, e a disposição da Música das Esferas, foi Kepler, com o seu belo e famoso Mysterium Cosmographicum, no qual procurou proporcionalizar as órbitas dos planetas ao redor do Sol com base nos cinco sólidos de Platão, herdeiro das ciências de Pitágoras.

A idéia verdadeira aqui é a de que o movimento dos astros produzia música, e isso é correto, se pensarmos em frequências regulares como “sons” propagando-se no tecido do espaço-tempo.

Outro que esbarrou muito nessas concepções cosmológicas harmônicas do Universo foi Galileu, o pai da Física.

E o pai de Galileu, Vincenzo, era um importante músico da sua época, que certamente influenciou as idéias do famoso filho.

Então, veja, temos que explorar todos os ângulos do conhecimento e sem preconceitos por serem antigos ou esotéricos. Porque podemos estar desdenhando o ouro verdadeiro e trocando-o por metais de menor valor, só porque eles tem o rótulo de modernos.

À medida que a gente se aprofunda nisso tudo, mais e mais conhecimentos aparecem, e a compreensão aumenta.

“Aplicar-se a grandes invenções, partindo dos menores começos, não é tarefa para mentes normais. Adivinhar que artes maravilhosas jazem ocultas por detrás das coisas triviais e infantis é uma concepção de talentos super-humanos!”.
Galileu Galilei (1610)

JP em 28.02.2019

 

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