Apocalipse 18 e a Ruína de Babilônia

Atente bem a estes versículos do Apocalipse 18 diante do momento mundial atual:
(Imagem acima: a queda de Babilônia, por Gustav Doré)

E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória.
E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável.
Apocalipse 18:1,2

O Anjo que desce é o Anjo do Julgamento das obras de Babilônia.
Ano 2020, 20 dobrado, arcano 20 dobrado, julgamento em dobro.
O Anjo que desce não desce para salvar Babilônia, mas sim, para aniquilá-la.
Segue:

“E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.
Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.”
Apocalipse 18:4-6

Esses versículos deixam clara a ação julgadora do Anjo da Luz sobre a humanidade moderna, chamada Babilônia no Apocalipse (embora evangélicos dogmáticos acreditem que o Anjo fala somente da Igreja Católica, o que é um erro absurdo)

“Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.”
Apocalipse 18:7,8

Num só dia virão suas pragas… o que cruza bastante com os termos do Evangelho: eu virei como um ladrão no meio da tua noite de sono na displicência e no prazer…

“Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela forte cidade! pois em uma hora veio o seu juízo.
E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém mais compra as suas mercadorias:
Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlata; e toda a madeira odorífera, e todo o vaso de marfim, e todo o vaso de madeira preciosíssima, de bronze e de ferro, e de mármore;
E canela, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas; e cavalos, e carros, e corpos e almas de homens.
E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás.

Os mercadores destas coisas, que dela se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando,
E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.
E todo piloto, e todo o que navega em naus, e todo marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe;
E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?
E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque numa hora foi assolada.

Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.”
Apocalipse 18:10-20

Essas passagens se alinham perfeitamente com as consequências da quarentena prolongada em toda a Terra, com mercadores lamentando por suas perdas, e curtidores da vida ao estilo das cigarras, lamentando por não poderem mais desfrutar seus prazeres idílicos da vida levada só na parte carnal centralizada não no espiritual, mas na busca por prazeres físicos. A Taça de abominações transbordantes de Babilônia (nome que significa CONFUSÃO, CAOS) se refere a isso.

“E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais;
E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.”
Apocalipse 18:22-24

Em seis milênios de história oficial, o povo rude e materialista sempre tratou os enviados de Deus com desdém ou com extrema violência sanguinária, a exemplo de Jesus Cristo.
O que recebemos agora é uma fatura karmica de seis mil anos.
Ruas vazias, desertas e em silêncio, tomadas pelo medo… como nunca se viu antes em todo o planeta.

Por isso, o Anjo julga e aniquila a humanidade:

“E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.”
Apocalipse 18:21

Para quem não sabe, Mó ou pedra de Mó são aquelas pedras circulares engatadas em eixos e puxadas por animais ou escravos para triturar grãos.
O sentido do karma, tempo circular e fim de ciclo com as consequências de todos os eventos acumulados da humanidade.

Sequer temos memória para lembrar tudo o que fizemos ontem… mas a Memória de Deus jamais se esquece de coisa alguma, ainda que passem eternidades.

Deus só esquece de pecados quando há arrependimento e mudança. Caso contrário, a Lei de Causa e Efeito é posta em movimento como a Pedra de Mó.

A Pedra significa fundamento, e o Mar significa dissolução.
Se o Anjo julgou e atirou a pedra no mar, isso significa a dissolução não da Terra, mas da atual civilização e modelo de mundo, para que a Terra se cure da humanidade maligna, e volte a ser ocupada por aqueles poucos homens e mulheres de boa vontade, que tem Deus no coração e não somente nas falácias.

Para reflexão e estudo profundo nas quaresmas forçadas…

JP em 27.03.2020

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