
A lógica espiritual lei da reencarnação na Bíblia
“27 E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,
28 Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.”
Hebreus 9, 27-28
Essa é a passagem bíblica que os católicos e evangélicos usam para negar a lei da reencarnação.
Mas vamos usar de um pouquinho de lógica espiritual, mais uma vez.
O que acontecerá com todas as almas que vieram ANTES da encarnação de Cristo, e morreram sem ouvir a sua verdade e, portanto, ficando fora da promessa do seu retorno? Se eles morreram e não voltaram mais, como poderão acionar a salvação da Verdade revelada ao mundo DEPOIS de Cristo? Ora, muitos nomes do antigo Testamento dormem no Umbral sem ter testemunhado a encarnação de Deus na Terra, desde Abrão até os grandes reis e profetas bíblicos. Como vão ser resgatados se não foram batizados pela nova Aliança?
Segundo os teólogos, os justos do passado justificam esse resgate de Cristo, que descerá ao Inferno para tomar as almas que a Deus pertencem. Até aqui, faz sentido.
Mas e quem viveu antes de Cristo e morreu em pecado, sem chance de arrependimento, ficará de fora do plano de redenção, uma vez que não terá outra oportunidade de manifestar arrependimento e conversão pela exposição da Verdade encarnada que é Cristo?
Porque não foram justos, e segundo a Lei mosaica, não terão outra chance. Morreram uma vez e serão julgados por suas obras, sem uma segunda chance de conversão em Cristo.
Bem, isso não funciona e nem responde à imagem de Misericórdia infinita de Deus.
Porque se os pecadores de agora, desde Cristo, têm essa chance de redenção, por que os pecadores de antes de Cristo não teriam?
Apenas a lei da reencarnação equilibra essa Balança.
Mas o hermetismo tem uma resposta ainda melhor para o argumento de Hebreus:
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”
A referência de morte aqui é AO CORPO, não à alma. A alma é imortal, e segue reencarnado. Mas o corpo, a existência que esse corpo levou, essa sim é julgada após a morte, renascendo conforme suas ações passadas (Lei do karma, que trabalha coordenadamente com a Lei da reencarnação).
O que morre é o corpo, a matéria, a própria vida levada e todas as suas ações, memórias e experiências. O que continua é a alma na sua jornada infinita por uma espiral que procura sempre pelo caminho da evolução eterna, embora conceda livre-arbítrio para o erro deliberado e a consequente involução espiritual.
E novamente, teólogos têm acumulado erros doutrinários há séculos por sua abordagem literal das passagens bíblicas, como caso clássico do fruto proibido (interpretado como uma maçã o outra fruta qualquer ingerida pelo casal original).
O que morre uma vez é o corpo.
Até o corpo de Jesus morreu uma vez antes de ressuscitar e ascender à vida real.
Mas o espírito é o que permanece viajando nas espirais do Universo-Escola, quando a Terra se torna apenas uma das salas dessa grande e infinita Universidade de aprendizados entre as muitas moradas…
Concluindo,
a fé legítima não deve ser construída sobre interpretações dos outros
mas sobre a consciência direta da Verdade das coisas.
Acreditar ou não acreditar em alguma coisa não definiu ainda se ela é verdadeira ou falsa, mesmo que esse exercício binário de limitada compreensão parta da mente do maior teólogo do mundo.
JP em 07.04.2026






