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Cientista explica como a Meditação transforma o cérebro

Que a meditação traz uma paz e harmonia, é algo indubitável, e só quem experimenta pode dizer. Porém a ciência está dando alguns passos, na chamada ‘Ponte entre a Ciência e Espiritualidade, confirmando algo que antes era desacreditado por muitos, por não ser palpável.

Profile of woman with eyes closed, in group

Sara Lazar, neurocientista do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, foi uma das primeiras cientistas a aceitar as subjetivas reinvindicações a respeito dos benefícios da meditação e atenção plena e a testa-los com o uso de tomógrafos computadorizados, conforme nos conta o site Washington Post.

O que ela encontrou a surpreendeu. A meditação pode, literalmente, mudar seu cérebro.

“Eu e uma amiga estávamos treinando para a maratona de Boston. Tive algumas lesões por esforço e procurei um fisioterapeuta, que me disse para parar de correr e apenas fazer alongamentos. Então comecei a praticar ioga como forma de fisioterapia. Percebi que era muito poderoso, que eu tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como funcionava”, explica Sara Lazar.

Happiness and Its Causes conference Day 2 - 2010 ©Brendan Read

Dr. Sara Lazar na conferência ‘Felicidade e sua Causa’.

Sara complementa: A professora de ioga usou de vários argumentos, dizendo que a ioga iria aumentar a compaixão e abrir o coração. E eu pensei: “ok, ok, ok, estou aqui para alongar”. Mas comecei a perceber que eu estava mais calma. Estava mais apta a lidar com situações mais difíceis. Estava mais compassiva e com o coração mais aberto, e capaz de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros.

Pensei, talvez fosse apenas uma resposta do efeito placebo. Mas então fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência, e vi evidências de que a meditação havia sido associada à diminuição do estresse, da depressão, ansiedade, dor e insônia, e ao aumento da qualidade de vida.

A essa altura, estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então simplesmente resolvi mudar e comecei a fazer essa pesquisa como um pós- doutorado.

Já está provado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – se torna mais difícil entender as coisas e se lembrar das coisas. Mas nessa região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que pessoas de 25 anos.

Então a primeira pergunta foi, bem, talvez as pessoas com mais massa cinzenta no estudo já tivessem mais massa cinzenta antes de terem começado a meditar. Então fizemos um segundo estudo, no qual a mudança foi comprovada.

Sara Lazar, diz que os estudos começam a mostrar mudanças em nossos cérebros após oito semanas de meditação. O estudo contou com participantes que tiveram a média de 27 minutos de meditação por dia, é obtiveram ótimos resultados também na concentração e diminuição do estresse.

meditação montanha - To no Cosmos“Atenção plena é similar a um exercício. É uma forma de exercício mental, na realidade. E assim como o exercício melhora a saúde, nos ajuda a administrar melhor o estresse  e promove longevidade, a meditação se propõe a partilhar alguns desses mesmos benefícios.”

Ela ainda explica que tem aderido a prática da meditação por 20 anos, e que teve uma influência profunda em sua vida, como no auxílio de pensar mais claramente.

“Parece sim ser benéfico para a maioria das pessoas. A coisa mais importante, se você for tentar fazer, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é complexo. Você precisa entender o que está acontecendo na sua mente. Um bom professor não tem preço.”

Nesse caso, a doutora Sara Lazar, se refere à meditação-yoga, praticada em conjunto com exercícios, porém sabemos que todos podem praticar a meditação no aconchego de seu quarto, ou até mesmo durante várias atividades.

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