
O compromisso com o pão e o vinho de Cristo
Segundo os quatro evangelhos, Jesus partilhou pão e vinho na sua última ceia com os doze apóstolos, estabelecendo ali os fundamentos da Igreja.
Além disso, Jesus pede (segundo Lucas) que esse ritual deveria ser realizado posteriormente em sua memória, até o seu planejado retorno e acerto de contas com a Igreja que ele deixou instituida neste ato.
Porém, o que significa comer pão e vinho?
Assistir missas semanais e ingerir a hóstia?
E o vinho, que ficou de fora e só o sacerdote bebe?
Será que é assim que cumpriremos esse pacto com a nova aliança de Jesus Cristo?
Certamente que não.
As regras para a salvação da alma não incluem frequência regular numa determinada igreja e ingestão da hóstia.
Se você quiser ver nisso um complemento, tudo bem, mas não é o alvo.
Tudo a partir do significado do pão e do vinho que Cristo partilhou com os seus apóstolos.
O que significa partilhar o pão e o vinho?
O pão é o alimento da alma, e a oração original do Pai Nosso fala em
“o PÃO SUPERSUBSTANCIAL nosso de cada dia, dai-nos hoje”.
Fala de um pão além do pão físico para o corpo, o que levou Jesus, durante a primeira tentação do deserto, quando teve fome e o Diabo ordenou que convertesse pedras em pães, a declarar:
“Nem só de pão viverá o homem, mas de cada palavra que sai da boca de Deus!”
Isso demonstra que a partilha da Palavra de Deus, a sabedoria bíblica e também, não bíblica, é a primeira forma de se cumprir essa memória do ritual da Última Ceia: partilhar nosso conhecimento com os famintos, os que tem fome e sede de justiça e sabedoria divina.
Não era essa a missão dos apóstolos enviados a mundo logo após a cruz?
Já o vinho é o sangue transformado pelo sacrifício. O sangue que se derrama para forjar uma nova aliança na Terra entre Deus e a humanidade. É o amor de sacrifício que acompanha a missão do pão, da evangelização, porque haverá ódio e perseguição sobre os pregadores, como também houve sobre os apóstolos e demais seguidores de Cristo naquele tempo, transformados nos primeiros mártires da Igreja.
Se o mundo odiou a Cristo, odiará a quem se posicionar cristão, e temos visto isso com muita clareza nesses tempos nefastos.
Aquele que compartilha o pão da palavra da vida eterna com o mundo sofrerá perseguição, e cedo ou tarde será chamado ao sacrifício, cumprindo assim a partilha do vinho, que é sangue transformado em nome do amor incondicional.
Muita gente ingere a hóstia semanalmente nas igrejas mas continua sua vida material e confortável sem ajudar ninguém, apenas dedicado aos seus próprios interesses.
E muita gente não frequenta igreja nem ingere hóstia, mas nesse exato momento, está em frentes missionárias ajudando o semelhante, ensinando e dando os dois pães, o pão físico que alimenta o corpo e o pão supersubstancial que alimenta a alma.
Qual destes dois estará cumprindo o ritual do pão e do vinho em memória de Cristo?
JP em 19.09.2025








