Buscando a Verdade

A verdadeira ciência e a verdadeira religião buscam a mesma coisa: a Verdade!

E buscam em estradas opostas, mas complementares.
Porque a ciência, sondando o universo, procura catalogar seus fenômenos em busca de leis reguladoras, aplicando essas leis para melhoramento da consciência do homem e vida em sociedade, combustível de toda e qualquer evolução.

De sua parte, a religião, olhando para dentro, procura por aqueles potenciais internos da mente e alma humana que, despertando, obtenha graus e graus de autoconhecimento que, gradualmente, reintegrem o homem no Cosmo, ajustado ao seu papel natural dentro do Universo, constatando todas aquelas mesmas leis com sua percepção lúcida que a ciência detectou em testes e experimentos e confirmou em matemáticas.

Assim sendo, não são ciência e religião que brigam entre si sobre o mundo.

Ciência e Religião nunca brigaram.

Quem briga entre si são cientistas e religiosos ainda alheios aos reais propósitos de uma e outra.

Cientistas e religiosos que ainda não assimilaram a fundo e verdadeiramente a proposta real de seus ofícios.

Isso faz toda a diferença.

O que briga entre si não é a ciência e a religião, mas sim o ceticismo contra o fanatismo. 

Einstein tinha certa aversão à institucionalização da religião, e fugia do dogma imposto e da crença condicionadora. Era um pensador livre e gostava de descobrir “Deus” em seus pensamentos, e sentia-se mais perto dele num laboratório ou contemplando estrelas do que sentado num monótono sermão de missa dominical. Um grande exemplo para mim, sem dúvida. Das maiores asas que se abriram sobre este mundo, com certeza. Um filósofo nato, um gênio teísta, um ser humano preocupado com o mundo, totalmente desligado de materialismos, dinheiros e títulos, apesar “dele mesmo”, como dizia.

Nele não havia esnobismo, mas inteligência. Não havia interesse pelo Nobel, mas ideal de investigação. Não havia cobiça pelo título de gênio, e sim, desejo pelo conhecimento. O resto lhe foi pura consequência, e com mérito e louvor.

Deus nele era VERDADE, e isso era o que ele buscava com todo amor e paixão do seu inteligente espírito.

DA mesma forma, assim eu encontro melhor a Deus: a Verdade que eu necessito mais que o ar que respiro. A verdade é o respiro da minha alma.

Não vejo outra definição de religião (nem os teosofistas).

As religiões se fundirão ás ciências, e voltaremos à luz original, plena, absoluta, sem dogmas em conflito, sem debates teológicos em busca da melhor concepção do universo, sem erros doutrinários a serem corrigidos, quer no Catolicismo, quer no Protestantismo, no Espiritismo, enfim, em tudo.

Deus é termo sem gênero de masculino e feminino, e incorpora a Mãe Sagrada ao lado do Pai eterno, afinal, a Escritura diz: e ELOHIM (Deus) fez Adão a sua imagem e semelhança, MACHO E FÊMEA os criou.

Então, Deus é as duas coisas. Porque excluir a Sagrada Mãe, presente em todas as teogonias até o Protestantismo excluí-la do Seio do Andrógino Ente?

Até porque a GRANDE MÃE ou ETERNO FEMININO, a contraparte Mulher de Deus é, na Cabala, a fonte de toda ciência e sabedoria…

No final de tudo, os “Ismos” darão lugar a NOUS, Consciência perfeita em comunhão com a Luz maior, verdade que todos buscam.

Mas poucos encarnam. Como Jesus encarnou.

Espírito na carne, verdade na mente, poder na palavra e amor no coração.

É só isso que nos falta.

Falar ou tentar falar sobre a Verdade, todos nós falamos ou tentamos falar.
Mas encarnar a Verdade e ser conforme a Verdade, isso é o que realmente nos liberta.
A partir de nós mesmos.
A Verdade nos liberta de nós mesmos ao nos reconstruir interna e externamente de forma verdadeira, que o Universo então reconhece e aceita como parte sua, eterna, indestrutível.
Isso é religião, nada mais, nada além.
JP em 28.08.2019
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