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Astrologia do Brasil

O famoso quadro Independência ou Morte de Pedro Américo traz uma referência pálida e distante referente à decisão de Dom Pedro Primeiro que lançou a base da independência do Brasil, nascendo ali como nação independente (de Portugal) no dia 7 de setembro de 1822.

(Do ponto de vista numerológico, temos dois números fundamentais de identidade:
Dia 7, número 7
E a soma 7+9+1+8+2+2 = 29, soma 11, soma 2)

Os dados que permitiriam montar o mapa do país não são absolutos, tanto para o Brasil-colônia quanto para o Brasil como nação soberana. Na carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei de Portugal, há indicações apenas de um horário aproximado do descobrimento.

O mesmo se dá com a independência. Temos o dia, mês, ano e local exatos, mas há dúvidas sobre o horário, que seria entre 16h08m e 16h58m. Pelas análises até hoje, o ascendente em Aquário é o mais acertado.

Eu acredito mais na linha do ascendente em Aquário com o signo de Virgem, o que parece já estar codificado de maneira intencional no lema da nossa bandeira:

Ordem e Progresso
(Ordem é a palavra de Virgem, e Progresso, de Aquário).

Aquário é relacionado ao que está por vir (futuro), à contestação das hierarquias, à fraternidade, aos amigos, ao espírito revolucionário, a uma visão alternativa da realidade, ao progresso tecnológico, etc.

Grandes inventores nasceram aqui, como Alberto Santos Dumont, um dos protagonistas da era da aviação.

Então, este mapa é compatível com o fato de o Brasil ter sido chamado durante décadas de o país do futuro e de termos a imagem de um povo muito aberto e descontraído e também, e principalmente, por causa de suas reservas naturais e seu grande potencial econômico natural, para os quais muitos olhos do mundo estão voltados.

Mas, num sentido negativo, tendência às anarquias e ao avanço de ideologias populistas.

Curioso também é o fato de a casa 10 do Brasil, que é associada aos governantes, estar em Escorpião e de ser atribuída a Dom Pedro a frase Independência ou Morte, já que essas palavras são associadas a esses signos, respectivamente.

Escorpião é um signo muito individual e gosta de estar no controle. Ser controlado para ele é realmente algo impensável.

Urano, que é o regente do ascendente, está em conjunção com Netuno, indicando nossa predisposição ao sincretismo religioso com certo grau de liberdade e a convivência relativamente pacífica de muitos cultos e manifestações de fé.

Fala também de visões espirituais avançadas e um solo fértil para o Esoterismo e os assuntos uranianos em seu povo.

Porém, na casa 11, reforça o valor de Urano, regente natural desta casa, tornando o povo amigo e aberto a todo tipo de contato com estrangeiros, além de gerar forte idealismo e ideologias populares em seu meio.

A casa XI é muito ligada a filantropia e assistencialismo, e isso marca muito o povo brasileiro, altamente solidário quando, por exemplo, catástrofes atingem certas regiões do país, havendo rápida mobilização no sentido de auxílio material para as vítimas.

Somos vistos como um povo simpático e alegre e nossas relações internacionais são bastante cordiais, o que é acentuado por Vênus, o planeta da harmonia, em Leão que intercepta a casa 7, área relacionada aos relacionamentos em geral.

Mas Vênus de fato ocupa a casa 6, a casa do trabalho, o que pode explicar o grande talento dos brasileiros para artesanato em geral.

Independentemente de qual seja o ascendente, o signo do Brasil é Virgem e tem grande significado simbólico o fato de que em nossa bandeira esteja escrito Ordem e Progresso, atributos deste signos.

O signo de Virgem só evolui mediante o seu trabalho organizado, metódico e com eficiência.

Se o Ascendente está em Aquário, a casa 2 (dinheiro, economia) está em Peixes, um signo sujeito a todo tipo de fantasia, ilusão e imperícia econômica, já que é um signo de forte ressonância espiritual em fraca vibração material.

Podem haver perdas por causa de investimentos equivocados, baseados mais em ilusões do que em promessa de ganho real.

Acontece que Plutão também está na casa 2, o que significa que a Economia será sempre um desafio e um tormento para o Brasil, e que, de crises fantásticas, uma renovação é sempre possível, o que associamos com a casa 10 em Escorpião, o signo regido por Plutão.

De morte em morte, a promessa de renascimento da Economia ainda mais poderosa é real, tudo dependendo das inteligências por trás dos mecanismos (porque Plutão expõe a sombra, e ele na casa 2 explica o lado mais sombrio do planeta, marcando a tendência a tanta corrupção por aqui desde os tempos de Portugal).

A casa dos governos e das lideranças no poder é a casa 10, elevada em Escorpião, um signo forte e indicado para controlar finanças, especialmente aquelas que são partilhadas com os outros poderes e sistemas de governo envolvidos.

Mas também notifica, em aspecto negativo, uma tendência a ambição pelo poder e pelo controle (o lado subversivo de Escorpião) através de manobras ocultas e jogos de manipulação, e um poder solavancado pelos escândalos financeiros e as manobras econômicas que preservam esse status de poder (isso de modo geral em todas as instituições e os três poderes constituídos).

A relação mais positiva com o dinheiro, no entanto, significa que a Economia brasileira ainda poderá elevar o nosso país ao status de uma potência mundial, especialmente em relação as nossas reservas naturais.

O Sol transita entre as casas 7 e 8, falando de associações e transformações intensas. Um país que foi guiado por todas as associações posteriores à Independência de Portugal e tantas transformações e reviravoltas mudando a sua face continuamente, o que determina pouca estabilidade política, e quando ela acontece, é sempre por pouco tempo até nova transformação, revolução, crise, etc.

E como o Sol rege Leão, sua influência na 8, em Virgem, se volta para a casa 7, o que determina que um bom governante será aquele mais capacitado ao exercício da boa diplomacia, especialmente no setor da economia e do comércio exterior (casa 7, associações).

Mercúrio na casa 8 fala do poder da comunicação nas questões de economia partilhada, o que liga nossa Economia à Economia global e abre espaço para que inteligentes e competentes economistas atuem nesse sentido, o de fortalecer conexões econômicas e parcerias lucrativas com outras nações, e até dentro de seu próprio território, com empresários e investidores de peso.

A arte de gerir dinheiro de parcerias é destacada, sendo um dos atributos do signo análogo da casa 8, Escorpião, que é muito bom em multiplicar o capital de base em projetos de associação e investimentos compartilhados.

Lua e Júpiter estão na base do mapa, casa 4 em Touro (base estável, conservadora), o que significa um país essencialmente tradicionalista e familiar, com grande força das religiões dando conteúdo a essa base, de modo que nosso povo não lida muito bem com todas as ideologias modernas que atentam contra seus fundamentos familiares, tradições e princípios religiosos estabelecidos de maneira tão forte desde o começo da nação.

Uma forte oposição acontece entre Saturno na 3 e Marte na 9.

A casa 3 é diálogo, comunicação, trocas, contatos, e a casa 9 marca as relações com o Exterior.

Com essa oposição, há uma tendência forte aos problemas envolvendo os contatos exteriores, especialmente em questões diplomáticas envolvidas.

Saturno pontua o aspecto kármico mais forte de um mapa, e na casa III, fala em tendência de precariedade no sistema educacional, além de dificuldade de diálogo e entendimento entre os poderes instituídos, suas instituições e entidades em geral. Falta diálogo, e quando há diálogo, falta entendimento entre as partes.

Marte na casa 9 fala de uma ação enérgica e fortes investidas no campo das relações exteriores como uma das portas para empenhar maior energia e trabalho direcionado com vistas no crescimento interno.

O signo de Marte, que é Áries, ocupa justamente a casa III, aquela casa kármica de Saturno, com o qual faz oposição.

Corrigir esses bloqueios na comunicação, investir mais solidamente na Educação, e abrir mais frentes de contato nas relações exteriores, seriam as primeiras medidas de correção contra essas tendências negativas da nação brasileira desde o parto de Portugal.

Não é de hoje que as coisas estão desse jeito. Nada de culpar apenas governos X e Y, porque são tendências seculares.

Esse mapa e leitura servirão de base para as interpretações relacionadas com as próximas eleições de 2022.

JP em 02.09.2022

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