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PRANA, a fonte da juventude

 

 

Prana (em sânscrito: sopro de vida) é, segundo os Upanishad, antigas escrituras indianas, a energia vital universal que permeia o cosmo, absorvida pelos seres vivos através do ar que respiram.
O segundo dos corpos energéticos ou Koshas.

Na filosofia vedanta, Prana é a noção da força de sustentação dos seres vivos, a energia vital, originando a noção chinesa do Ki.
Prana é um conceito central na Ayurveda e Yoga, onde acredita-se fluir através de uma rede de finos canais sutis chamados nadis. Prana foi exposta no Upanishads permeando todas as formas de vida, mas não é em si o Atman, espírito individual.

No filosofia hindu de Caxemira Shaivism, o prana é considerado como um aspecto da Shakti (energia básica).

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Conceitos doutrinários a parte, PRANA é, simplesmente, a VIDA INALADA.

O Universo vive e respira Prana. Prana permeia todo o Universo, e no caso dos seres vivos, seu envelope principal é o ar respirável.

Mas, genericamente, tudo tem Prana, glóbulos invisíveis de energia. Algo bastante paralelo com o conceito do Éter dos antigos, o Akasha, a substância primordial por trás de toda matéria, átomos de energia vital que explodiram junto com o Big Bang e comunicam vida e consciência espiritual a todos os componentes e departamentos da matéria, atribuindo assim vida e consciência a tudo o que foi criado, planetas, partículas e elementos, em padrões tais que manifestam sua própria peculiaridade, em comparação ao padrão de vida e consciência dos seres vivos conhecidos.

Assim, genericamente falando, Prana, ou corpúsculos de energia, existem nos quatro elementos, nos quatro estados da matéria, o prana terrestre, o prana líquido, o prana gasoso e o prana luminoso. Reunidos, esses corpúsculos de vida e energia se somam no conhecido Éter, quinto elemento, Akasha, etc, um somatório de faíscas de vida e energia saídos de um elemento primordial, se especificando na matéria em todas as suas formas e departamentos.

A sub-divisão da entidade VIDA em departamentos cada vez menores é uma realidade palpável a partir da nossa própria estrutura física corporal: nossas células, todas elas, bilhões e bilhões delas, são unidades vivas com muitas funções independentes!

A contraparte etérica do nosso corpo físico, ou corpo vital, pode ser definida como correntes ou fluxo de Prana em constante circulação, e quanto melhor este Prana vital circule, procedendo das quatro fontes alimentares externas aos quatro elementos relacionadas (alimentos sólidos, água, respiração e energia térmica, luminosa) maior será a nossa saúde por efeito.

Todas as técnicas milenares têm por objetivo fazer esse Prana vital fluir e circular maximamente pelos nossos órgãos e células, desobstruindo todos os bloqueios que se relacionam a doenças específicas, quando a típica palidez etérica dos doentes se converte na brilhante aura de energia a pulsar no corpo sadio.

Mas vamos abordar o Prana do elemento Ar.

Muitos conhecimentos de povos antigos sempre associaram o Ar ou alento ao Espírito que dá vida e consciência ao homem, como se fossem termos sinônimos.

O fato é que respirar de forma comum e corrente não nos faz exatamente viver, mas somente sobreviver.

Para viver, com qualidade factual de vida, temos que saber respirar, e essas escolas antigas ensinavam não somente que o PRANA é a fonte mais abundante e imediata de energia a nossa volta, mas ensinavam também várias técnicas que ajudavam a extrair o PRANA DO AR e demais elementos.

O Pranayama é a técnica mais conhecida, ensinando como polarizar equilibradamente a respiração, já que uma das narinas está sempre mais bloqueada do que a outra, alternando posições com o passar das horas.

O Pranayama estimula a respiração igualitária com as duas narinas, outro argumento que se relaciona com a composição total de poder do caduceu de Mercúrio dentro de nós, chave de todas as alquimias e transmutações da matéria em energia e consciência.

Essas técnicas hindus, budistas e orientais têm perfeita relação com a ciência Hermética e o Caduceu de Mercúrio, símbolo este que é uma chave condensada dos poderes secretos da respiração, do som e da palavra, reunidos.

Hermes era o deus da comunicação, da palavra e dos ventos… porque era uma divindade alada.
As asas do caduceu representam o movimento pulmonar da respiração e toda a energia transmutada.

E quando esse Prana total dos quatro elementos transmutados é acumulado no fundo vital do corpo físico, ele se conectará com o Kundalini, energia sagrada na base da espinha, despertando-o e fazendo com que ascenda aos sete pontos de energia (chakras) até conceder a abertura da coroa, halo, porta pineal da percepção divina (Iluminação).

O Prana total em circulação vital se torna o combustível dessa luz de consciência aberta nos chakras superiores ao longo do tempo e da disciplina metódica, além de ser o componente principal da boa saúde, física e mental.

Inalar O2 não é o suficiente.
Para inalar PRANA, tem que extrair Prana do Oxigênio.
Extrair Prana do Oxigênio significa transmutar o Oxigênio.

Oxigênio gasoso não é o Prana puro, é a casca do Prana.
Prana é a essência vital do Oxigênio na fórmula de glóbulos de energia que vitalizam todo o corpo através da porta de entrada da respiração, que precisa de técnicas específicas para que o corpo vital do praticante rompa a casca material do gás e absorva todos os corpúsculos de energia contidos no ar respirável.

Da mesma forma como nosso estômago e intestino fazem com os alimentos, quebrando todas as suas moléculas para absorver as substâncias importantes e descartar todo o resto.

Uma combinação especial entre controle da respiração e frequências induzidas pela laringe (mantras, por exemplo) promoverão a completa transmutação do ar em Prana.
Ou seja, para que o Prana seja absorvido do O2, não basta respirar, tem que transmutar o ar durante a respiração.

Só assim o Oxigênio gasoso bruto deixará de oxidar nosso corpo e mente, o que, segundo os médicos, nos envelhece mais rapidamente, daí a busca por substâncias anti-oxidantes nos alimentos para tentar diminuir os efeitos.
Prana é oxigênio refinado.

Pessoas que trabalham com muita ginástica aeróbica (por exemplo, os corredores), envelhecem mais rapidamente justamente pelo efeito oxidante acelerado do ar não refinado, transmutado, inalado em grandes quantidades por atletas que trabalham intensamente com atividades aeróbicas, que também sobrecarregam o coração.

Esse tipo de exercício usa muito oxigênio para gerar a energia que os músculos necessitam. Nesse processo são liberados os radicais livres, um tipo de resíduo da queima de oxigênio, que agride o DNA das células e aceleram seu envelhecimento.

Já no arco oposto deste exercício da correria e sobrecarga da máquina física que realmente envelhece e até adoece, estão os exercícios da tranquilidade que realmente curam e rejuvenescem, pois quem refina e transmuta O2 em Prana, tem acesso a uma legítima Fonte da Juventude, capaz de curar doenças e até dar aquele toque bonito na aparência, aquele brilho na pele e nos cabelos, aquele vigor nos olhos e nos músculos.

O que explica o vigor, a saúde e até juventude de muitos monges e adeptos das práticas seculares nas suas vidas.

Mas para que isso aconteça, esses métodos e práticas tem que ser observados diariamente numa verdadeira disciplina.

Afinal, se comemos e bebemos, e dormimos todos os dias, e respiramos mal todos os dias… por que não reservar meia ou uma hora diárias para “ingerir” Prana da Atmosfera, a esfera dos Espíritos comunicantes de vida e consciência a todos os seres do respiro dependentes?

Já ouviram falar de mestres que vivem de “luz”, que ingerem literalmente a energia da luz?
Eles ingerem, além do prana gasoso, o prana luminoso, numa espécie de fotossíntese humana…o canal mais elevado de energia, diretamente das fontes do Sol.

Por isso, são chamados “Os Transfigurados pela Luz”, entidades imortais.

JP em 14.11.2019

 

Veja também:

 

 

Atmosfera, a Esfera dos Espíritos

 

 

 

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