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O Fenômeno VIDA

Plâncton vivendo na estação orbital ISS?
Muitas ocorrências acidentais na natureza podem ser daquele grupo de “acidentes” que nos conduzem a grandes descobertas, como foi com o caso da penicilina.

Pensando por um outro ângulo, quando se fala em material genético e panspermia, tendemos a pensar de modo fragmentário, isso é, desconsiderando o berço ou matriz daquele material, que pode vir a se tornar uma semente de vida em potencial noutros mundos.

Se temos, no final das contas, uma Vida coletiva funcionando em cada indivíduo, e a própria constituição celular dos organismos nos faz crer que sim, então, por alguma estranha ressonância de psiquismo vital, esse material sempre se fará ligado a matriz original donde saiu. Assim sendo, supondo um material genético de origem humana caindo num planeta qualquer, ainda que este abrigue condições similares de vida, pode ser que tal material não vingue, não se desenvolva.

De alguma forma, este plâncton descoberto na ISS estava conectado ao plâncton do nosso planeta, recebendo comando mental, como se ainda estivesse vivendo na colônia marinha que o originou. Isso também funcionaria com material genético, se concebemos que a vida psíquica antecede a vida orgânica propriamente dita, há por trás dessa panspermia toda uma implicação nesse sentido a ser considerada: porque é certo que o DNA, o plâncton e qualquer ser vivo que imigre para outros mundos irá carregar consigo a herança genética que o aparelhou á vida em seu próprio mundo e ambiente, de tal forma que não é questão simples imaginar um punhado de DNA ou plâncton caindo num mundo estranho e simplesmente se desenvolvendo.

Talvez isso só funcione com moléculas simples, ou aminoácidos, o tijolo fundamental para a vida que ainda não apareceu ali, mas que precisa evoluir a partir deste novo mundo que tomou por novo berço. Formações orgânicas inteiras talvez não sobrevivam muito tempo longe de seus habitats naturais. Que dirá seres vivos completos? Que dirá humanos? Porque nossa constituição genética e todo o organismo é leitura para manifestar vida em seu habitat de origem, não pode haver separação entre uma coisa e outra, entre semente e chão que a faz germinar e as outras condições ambientais que a fazem se tornar planta.

Para explicar melhor este pensamento, cito aquele famoso exemplo, dos macacos do Japão.

Um único macaco que aprendeu a lavar as suas batatas antes de comer bastou para comunicar mentalmente o novo hábito adquirido a todos os macacos da espécie, não só os próximos como os mais distantes, o que não poderia ser explicado por simples imitação: mas somente por uma espécie de mente coletiva dos macacos atuando sobre todos os indivíduos em separado.

Dessa forma, quando falamos num fragmento de material genético, temos que lembrar que ele ainda carrega uma memória ou um psiquismo do corpo original, e mais, da natureza ou biosfera que abrigou sua manifestação vital. E por estar subordinados a essas memórias, é que talvez esse material precise recorrer a alguma espécie de ativação psíquica para desenvolver vida em novos campos, estranhos à sua origem.


Uma espécie de ressonância vital-psíquica envolvendo matrizes genéticas, e que seria fundamental ao processo da manifestação da vida em outros espaços compatíveis.

Algo que tem seu equivalente no mundo da Física, que é o entrelaçamento quântico, ligando partículas afastadas por propriedades análogas, sem que saiba ainda qual é o fio de conexão entre ambas.

Quem sabe, um mesmo fio psíquico existente também no mundo quântico, o que reforça cada vez mais o espírito como denominador comum de tudo, e que dá base a todas as teorias da Física e da Biologia.

Combinando criação e evolução, temos a resposta mais completa. O ato criativo produz a espécie, matriz, elemento que seja, e a evolução é a ferramenta para adaptar essa espécie, matriz ou elemento ao ambiente, ao espaço maior que ele mesmo, e isso estaria encadeando todas as coisas. A criação constrói a Roda, mas é a Evolução que a faz girar no tempo.


E o tempo não teria outro sentido senão o de imprimir movimento à Roda, ou em outras palavras, imprimir evolução à tudo o que foi criado.

O exemplo dos macacos (lavando batatas, quebrando cocos) é chamado de Ressonância Mórfica, e creio ser o fundamento para se compreender como a vida surge e se espalha: de modo algum me parece certo separar o ser vivo do seu ambiente natural, porque a ressonância mórfica prova que são partes dum mesmo conjunto vivo.

Mas está provado que a vida é um desdobramento da atividade psíquica, e a atividade psíquica facilmente estabelece redes de conexão.

Só falta a ciência provar que a atividade psíquica é um desdobramento do espírito. Então, nesse dia, abrirá a última porta!

*Se até considerando o mesmo planeta, certas espécies de animais e plantas não sobrevivem se mudados os habitats, que dirá de mudança de planeta?

Creio que a vida não se propaga de forma tão simples assim, creio que, dentro da panspermia, apenas moléculas orgânicas básicas possam evoluir em planetas distintos e gerar formas vivas com o tempo e o trabalho da inteligência invisível.

A Vida é o fenômeno mais raro e mais delicado do Universo, e para se manifestar em qualquer lugar que seja, deveremos construir uma equação de tantos fatores envolvidos que supera a própria equação de Drake para estimar possíveis mundos habitados.

Não se trata simplesmente de pegar material genético de um mundo e atirar em outro.

É muito mais do que isso. A vida é o alvo final do Universo material.

E sua equação comporta muito mais que sete fatores, começando no espírito e terminando no ser vivo autônomo.

Se eu pudesse escrever a equação da vida, com parâmetros válidos para todo o Universo, com certeza ela seria baseada em duas variáveis progressivas, x-y. relacionadas ao belo mistério do atrativo amor executado em todas as paridades cósmicas que, começando do ponto de Kandinsky ou mônada pitagórica, articularia seu raio no abraço entre próton e elétron e, saltando, entre cátion e ânion e, saltando, entre os filamentos de DNA e depois, os gametas sexuais e, saltando, entre os gêneros sexuais dos seres vivos e, saltando, entre o homem e a mulher, e depois, o Sol e a Lua, e as estrelas binárias, e as galáxias em fusão… e, quem sabe, em universos gêmeos, até onde a vista não alcança mas o poder do amor afiança!

A vida física é só um argumento para a evolução real, da alma, da consciência.

O alvo é a consciência, a evolução orgânica é só uma escada. Não é o alvo do Universo, mas o meio para se alcançá-lo.

É o não julgar a essência e propósito reais do Universo pelo jogo das aparências materiais que permite que vislumbremos as verdadeiras articulações invisíveis por trás de todo esse complexo emaranhado de formas que se coagulam e se dissolvem no oceano primordial do caos.

Será como olhar reflexos num espelho, e não a imagem real.

O mistério da Vida não é conclusivo a partir deste jogo de aparências materiais. Na verdade, a Vida é o produto final entre o impulso vital da alma e a resistência da matéria densa.

E a evolução é a resultante do movimento no tempo.

A Lei do Universo é o sacrifício. Matéria se transforma em energia, e energia em matéria, e as almas vestidas em corpos sentem a demanda do processo, e o processo de transmigração de almas é sacrificado. Mas é o único meio de se adquirir consciência. Contudo, o que conta o sacrifício de poucas e breves existências físicas em nome da emancipação da consciência transformada e livre na eternidade do Absoluto real por trás de todo o universo efêmero?

Nós sempre julgamos a vida pelas aparências e não pela essência. Nós sempre julgamos a luz pelos rastros de sombra que ela deixa, e não pela assinatura de propósito divino que ela deposita em cada passo do universo em marcha. E por isso, lançamos ao ar inúmeras concepções equivocadas sobre todas as coisas.

JP em 19.05.2019

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