Uma tábua cosmológica inca revelando Nêmesis?

No Templo de Coricancha, coração da capital inca de Cuzco, foram encontrados artefatos intrigantes, e entre eles, uma tábua dourada que mostra a cosmologia inca da criação do Universo, e entre os objetos ali registrados, um objeto (e outras situações) que parece fazer referência ao segundo Sol, Nêmesis, popularmente chamado de NIBIRU por causa da influência das teorias infundadas de Zecharia Sitchin sobre o imaginário da massa humana.

“Coricancha, Qorikancha, Korikancha ou Qurikancha (em quéchua, Quri Kancha, “recinto de ouro” ou “templo dourado”, originalmente Inti Kancha, “templo do sol”), em Cuzco no Peru, é uma obra da arquitetura Inca e um dos mais importantes complexos arqueológicos sagrados daquele povo.

Feito de pedras polidas e encaixes harmoniosos, Coricancha foi construído pelo imperador inca Pachacuti (em espanhol Pachacútec), assim como muitas outras edificações de seu mandato, por motivo de um vitória acometida contra os chankas por volta de 1438.

Destaca-se no complexo o Templo de Qorikancha ou Templo do Sol. Era um local sagrado de rituais e oferendas ao deus Sol, cultuado pelos Incas, nele habitava o sumo sacerdote (Willaq Umu) e só tinham autorização de ingressar o Inca (imperador), os sacerdotes e as virgens do sol. Suas paredes eram cobertas por folhas (lâminas) de ouro sólido e o adjacente foi preenchido com estátuas douradas. O Templo do Sol era também um observatório onde altos sacerdotes monitoravam atividades celestes.
Além do Templo do Sol, havia outros espaços de adoração como o Templo da Lua, o Templo de Vênus e as Estrelas, o Templo Illapa ou Chuki Illapa (significa o mesmo que raios, relâmpagos e trovões), o Templo K’uychi (ou arco-íris) entre outros espaços.”
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O Templo do Sol era um observatório astronômico combinado com santuário de rituais, isso porque não somente os incas, mas todos os povos antigos, associavam as potências cósmicas aos deuses e espíritos da vida e da morte.
O mesmo conceito em Stonehenge, nas Pirâmides e até nas imponentes catedrais do mundo antigo.

Analisando o painel cósmico

Ele lembra os argumentos da Tábua Esmeralda de Hermes Trismegisto, com os mesmos fundamentos da Criação do Universo e do homem, Sol e Lua foram seus pais, etc.

Na tábua de Coricancha, vemos, no topo, entre o Sol e a Lua, uma constelação em forma de cruz, que pode muito representar o Cruzeiro do Sul, já que os incas eram povos do Hemisfério Sul (Peru) e nas suas cidades, a constelação do Cruzeiro do Sul (CRUX) era uma referência de direção do Hemisfério Austral, na região das estrelas circumpolares próximas do polo sul celeste.

Sol e Lua ao lado do Ovo cósmico, no topo da imagem: isso significa que o homem e o universo partiram do mesmo Ovo da Criação, e a mesma energia e substância que criou os homens, criou o Sol, a Lua e as estrelas.
Estudando os fundamentos da Física, essa afirmação é verdadeira.

Abaixo da Lua, uma estrela destacada, que pode ser Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno, notificada e exaltada por muitos povos em ambas as latitudes da Terra, norte e sul.
E abaixo do Sol, um segundo Sol, menor. E o mistério começa aqui.

Porque, abaixo deste segundo Sol, atrás de uma cortina de estrelas, aparece um astro misterioso com duas ondas por sobre ele indicando aproximação! Como se esse astro fosse representado em movimento contra o fundo das estrelas, chegando na direção dos dois sóis. Ele emerge da direção das Plêiades, e atravessando um feixe de outras estrelas, se direciona junto daqueles dois sóis… isso pode se tornar uma coordenada de localização.

Pode, também, representar o nosso planeta, a Terra, criação final dos deuses, das estrelas e dos dois sois acima, e do lado direito da tábua, a vida animal e vegetal é descrita, e no centro, temos ou a figura de um casal humano ou de visitantes das estrelas.

Abaixo dele, sete pontos agrupados que parecem representar as Plêiades que, como Sirius, eram estrelas conhecidas e particularmente reverenciadas em todos os povos do mundo antigo, de ambas as latitudes.

No centro da tabua, outra vez a representação da constelação CRUX (Cruzeiro do Sul) e lembrando que a cruz era um símbolo particularmente relacionado ao planeta VÊNUS entre os povos pré-colombianos.
E logo abaixo da Cruz, o casal divino. A criação do homem e da mulher, gênesis inca condensado nesta tábua dourada. E à direita, símbolos de animais e plantas, completando o gênesis inca, e embaixo, o milho, planta sagrada daqueles povos, que teria sido trazida pelos deuses, das estrelas…

Na base, um retângulo com 16×7 quadriláteros (112), que pode representar alguma cifra ou coordenada terrestre (ou estelar) importante para os incas.
Alguns sugerem que seja um tipo de altar ritual.

Mesmo que existam outras interpretações diferentes desta, os estudiosos são unânimes em afirmar que se trata de um modelo síntese da Criação do Universo, da Terra, dos seres vivos e dos humanos, como o Gênesis bíblico.
Alguns falam que as duas imagens humanas, na base, representem um visitante extraterrestre se apresentando diante de um ser humano.

Se essas informações foram passadas aos sacerdotes incas pelos venusianos, isso explica porque não somente os incas, mas também os maias, os astecas e inúmeras outras culturas indígenas reverenciam Vênus e os seres brancos de barba, olhos azuis e naves voadoras que de lá vieram, ajudando os homens na sua civilização, e prometendo voltar no final do Ciclo.

E se essa tábua, como o calendário maia, as pedras de Ojuelos e tantos outros artefatos, falam de uma criação humana da parte dos deuses nos primórdios da Terra, esses deuses com certeza sabiam da condição binária do nosso sistema solar. O que explica a simbologia do sol duplo ou sol alado em muitos outros povos.

E se eles prometeram retornar, talvez esse retorno estivesse marcado justamente para o final do ciclo, quando o outro sol aparecesse nos céus do mundo inteiro… algo que parece cada vez mais próximo de ser…

JP em 21.04.2020

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