
O drama da humanidade começou diante da árvore controversa da ciência do bem e do mal e da ingestão de frutos (ou experiências) proibidas ao gênero humano, especialmente os da classe ANJO, para a qual era terminantemente proibido o contato sexual com humanos, levando muitos à uma espetacular queda dos céus (isto é, dos elevados planos de consciência onde se moviam com liberdade e poder).
Mas no final do ciclo da humanidade, as almas chamadas outra vez à perdida imortalidade retornarão à sombra protetora da árvore da vida, que as nutria antes da queda e da experiência com DAAT, a ciência do bem e do mal.
É o que atesta o profeta Zacarias:
“Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará o seu próximo para debaixo da videira e para debaixo da figueira.”
Zacarias 3:10
Um enigmático retorno ao ponto de partida, porque temos neste versículo a ilustração das duas árvores.
A árvore da ciência relacionada à videira e os frutos que dão origem ao vinho. O mesmo vinho que embriaga e que se converte no sangue do salvador.
Curiosa dualidade que podemos associar à árvore da ciência e seus dois frutos, o bom e o mau. O fruto bom é toda experiência lícita, que ilumina a consciência, mas o fruto mau é todo exagero que conduz ao vício e à morte.
Enquanto isso, a figueira era considerada, na antiga Israel, um símbolo da árvore da vida.
Uma árvore sagrada também no Oriente, debaixo da qual Buda alcançou sua iluminação libertadora.
O grande mistério (ou não, tudo depende de como interpretamos as Escrituras) é que essa imagem de dois seres semelhantes diante da árvore da vida como guardiões não é exclusividade bíblica, mas antes dela, aparece em diversos cilindros e tábuas sumerianas.
E do outro lado do mundo, também está em toda parte da cultura maia, em especial, nos templos de Palenque, quando vemos dois guardiões em pé diante dela.

Como os dois querubins que a protegem, segundo o Gênesis:
“E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.”
Gênesis 3:24
Sutil analogia com os querubins guardiões da Arca e, igualmente, do Templo de Salomão.

A boa notícia está no Apocalipse 22, quando a árvore da vida é reencontrada pelos seres humanos merecedores, e a árvore da ciência deixa de ser vista: porque todas as experiências do bem e do mal já forneceram a consciência perfeita que a humanidade, que começou inocente no Éden, precisará para estar lá, em status imortal e perfeito, à imagem e semelhança de Deus.
“No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.”
Apocalipse 22:2
Depois de um grande ciclo de experiências no bem e no mal, a humanidade está madura para julgamento, quando será pesada e avaliada na Balança cósmica.
O que der peso de joio, será eliminado. O que der peso de trigo, este será replantado no jardim dos imortais.
E comerá dos frutos da vida eterna.
ADONAI
JP em 26.06.2023