O Milagre da Evolução como ferramenta da Criação

A Criação e a Evolução podem e coexistem no processo do Universo.

Enormes dinossauros, poderosos primatas existiram na juventude da Terra, nas eras passadas, e foram todas extintas não por crueldade da Mãe-Natureza, mas por uma questão de adaptação e refinamento da vida.

A vida é criada e, depois, refinada, aperfeiçoada.
A Criação é o ponto de partida, e a Evolução, a manutenção e o próprio aperfeiçoamento, dando mais sentido e propósito à vida como um ensaio do espírito na matéria.

A imagem mostra a menor espécie de macaco do mundo, chamado de sagui-pigmeu, encontrado na Amazônia.
Quantos milhares de anos para que a criação dos primatas fosse sendo refinada e sofrendo diferenciações para adaptá-las às diferentes situações e ambientes?

Como os ambientes mudam com o tempo, alterando clima, por exemplo, as espécies não podem permanecer sempre no mesmo padrão biológico, elas sofrem mudanças por adaptação.
Os mistérios do porque deste macaquinho ter sido assim ajeitado a partir dos grandes primatas (e eles ainda existem, como os gorilas e os orangotangos), só podem ser desvendados em seu livro de memórias, o DNA.

Com os seres humanos não é diferente.
Deus criou todas as coisas e dispôs a ferramenta da evolução como fator de aperfeiçoamento contínuo da vida.
E embora exista a involução das espécies (não considerada por Charles Darwin), a tendência do Universo, mesmo caindo em espirais involutivas, sempre seguirá para novas espirais evolutivas, corrigindo toda matéria corrompida e toda vida estagnada ou degenerada.

E no final, a evolução funcionará como força de re-criação ou renovação, tornando o ato da Criação, perfeito, dentro das coordenadas do tempo. Porque quando Deus criou todas as coisas, não encerrou a Sinfonia no Sexto Dia. Mas apenas a começou no Sexto Dia. A Música da Vida continua soando, e toda luz por ela gerada sempre pode brilhar mais forte e clara.

Esse é o grande propósito: dar e aumentar a consciência espiritual de todos os seres criados.

Pense em dois conjuntos: o Bem e o Mal.
O Mal está contido no Bem, mas o Bem impossivelmente estará contido no Mal.
Na maioria das vezes, o que a nossa mente limitada interpreta como MAL, é apenas o retorno da curva da involução para o seu ponto de partida.
Porque, nas estradas do tempo circular, o Mal pode nos ensinar muito mais do que o Bem.
O Bem nos ensina o que devemos fazer. E o Mal, o que devemos evitar.
Ambos são instrutores do tempo.
E o tempo é sempre amigo da Verdade.

Nós, seres humanos, somos como aquele macaquinho nas mãos do Criador, totalmente dependentes de seus comandos no Universo.
Confiar nesses comandos e se guiar pelo Infinito Amor do Criador é sempre uma garantia de correr mais depressa nas estradas do tempo, subindo nas espirais do aperfeiçoamento.

E de ascensão em ascensão, a Luz terá cumprido o seu papel em nós, e lá no final do horizonte do mistério, finalmente seremos declarados à imagem e semelhança do Criador.

Tudo para prosseguir viagem em níveis totalmente impossíveis de serem compreendidos agora pela mente daquele macaquinho, que somos nós… e só nos resta segurarmos com confiança as suas Mãos!

JP em 29.06.2020

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