A causa da queda humana e a retorno à imortalidade

A causa da queda humana e a retorno à imortalidade

Porque morre a criatura humana, se foi criada imortal por Deus?

Essa investigação começa no Gênesis 6:

Quando os homens começaram a multiplicar-se na terra e lhes nasceram filhas,
os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas, e escolheram para si aquelas que lhes agradaram.
Então disse o Senhor:
“Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contenderá com ele para sempre; ele só viverá cento e vinte anos”.
Naqueles dias, havia Nefilins na terra, e também posterior­mente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos.
O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal.”

Essa é uma das partes mais claras e diretas que revelam que a queda da raça humana, antigamente pura e imortal, se deu através da contaminação sexual. Era uma raça sagrada, à semelhança dos anjos, não havia sexualidade e nenhuma função instintiva controlando membros e a mente.
Até que os anjos caídos (esses filhos de Deus que desobedeceram a lei antiga dos Anjos, a proibição ao sexo) caíram na transgressão e geraram os Nefilim, que significa OS CAÍDOS (seres luciféricos encarnados no nosso mundo), e eles foram associados aos Gigantes da antiguidade, estes que eram mais poderosos e se fizeram reis sobre os humanos.

A queda na geração sexual se alinha com o fruto proibido, mas alguns seguidores da letra morta ao pé da letra tem dificuldade nessa compreensão.

Note que o Espírito de Deus declara que, por causa da corrupção carnal da humanidade, aquela mesma que, no passado, motivou o Dilúvio, é o que causa conflito entre o seu espírito e o corpo.

“Por causa da perversidade do homem, meu espírito não contenderá para sempre com ele: ele só viverá 120 anos!”

Ou seja, o homem provou do fruto proibido, e para quem conhece hebraico, sabe que a expressão DAAT (ciência) tem relação com “experimentar, provar” e ao longo dos escritos bíblicos, se tornou sinônimo de “relações sexuais”.

Como a raça de Adão e Eva era uma raça angélica (Anjos encarnados na expressão do veículo físico imortal), a queda no sexo representou conflito entre o espírito e o corpo poluto, e as consequências não tardaram: doenças, envelhecimento e a morte.

A morte se tornou o salário do pecado consumado.

Existem passagens onde Jesus Cristo veta a sexualidade para os homens da classe ANJO:

Jesus respondeu:
“Os filhos desta era casam-se e são dados em casamento,
mas os que forem considerados dignos de tomar parte na era que há de vir e na ressurreição dos mortos não se casarão nem serão dados em casamento,
e não podem mais morrer, pois são como os anjos.

São filhos de Deus, visto que são filhos da ressurreição.
E que os mortos ressuscitam, já Moisés mostrou, no relato da sarça, quando ao Senhor ele chama ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó’.
Ele não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem”.”

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Ele mesmo, Jesus Cristo, deu esse exemplo, nascendo da Virgem Maria fora do ato carnal, ou seja, sem a corrupção “genética” herdada da linhagem de Adão e Eva na corrente das reencarnações.

E sua paternidade veio do Alto, da energia pura do Espírito Santo, que escolheu a semente que fecundaria o ventre de Maria sem a necessidade de contato físico (muitos ligam essa passagem com hibridação alienígena/venusiana, o que não está longe da verdade).

A imortalidade recuperada significa retomar o ponto de partida, lá, onde tudo começou e o primeiro erro foi cometido por causa da tentação da serpente e do fruto delicioso, mas proibido aos seres imortais, da classe Anjo, cuja fonte de vida não era o sexo (geração animal) mas sim os frutos da árvore da vida, os quais nossos pais primordiais ingeriam e viviam para sempre.

Os frutos da Árvore da vida, diferentemente dos frutos da árvore da ciência (sexo) tem relação com a energia divina pura, o verbo, a vibração interna do espírito de forma plena e permanente nos veículos do corpo e da mente, não mais bloqueado e chegando só ao limite de 120 anos por causa dos conflitos entre carne e espírito, instinto e mente lutando pelo controle das energias.

A ressurreição de Cristo significa que ele tem poder para partilhar com a humanidade esse regresso ao ponto de partida, removendo de nosso corpo a natureza instintiva inferior e de nossa mente os pensamentos poluidos que nos fazem cometer pecados em série, todos estes pecados que colocam conflitos de energia entre corpo e espírito, sugando aos poucos a nossa saúde, e nos trazendo doenças, envelhecimento e, por fim, a morte.

Toda estrada da espiritualidade real começa com a castidade.
Ela é aquela pedra fundamental da reedificação do espírito, rejeitada pelos doutores.

“Assim sendo, para vós, os que credes, ela é preciosa, mas para os que não crêem, “a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a principal, a pedra angular”, e, “pedra de tropeço e rocha que causa a queda”
1Pedro 2:8

A humanidade é carnalmente fraca e moralmente impura.

E nas relações entre corpo e espírito, não poderá jamais assumir uma espiritualidade consciente, madura e forte se não voltar a pedra de tropeço, firmá-la bem nos ângulos do templo corpo e retomar a edificação sobre uma base renovada.
A base da pureza.

Caso contrário, continuará tropeçando e caindo na mesma fraqueza de sempre, a fraqueza carnal, aquela que fez Adão e Eva perderem a comunhão com o Criador, atirando muitos anjos no abismo do fracasso.

Grande, portanto, é o presente que Cristo ressurrecto nos oferece.
A chance de retornar ao estado ANJO.
E voltar para casa, lá, nas muitas moradas, muito acima e além desta Terra de sofrimentos em sucessivas reencarnações que sempre repetem a mesma queda de sempre.

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E os doutores espirituais, que deveriam ensinar isso ao mundo, não ensinam, porque caídos eles também estão, e também foram envenenados por aquele fruto da serpente tentadora…

E o pior, muitos destes doutores da espiritualidade moderna ensinam justamente o contrário, que a ingestão do fruto da serpente é o que dá a vida eterna… mentindo como mentiu a serpente reptiliana, demônios infiltrados em muitas seitas por ai.

Os Anjos são Filhos da PALAVRA, do Verbo.
Porque o que nasce da carne é carne, o que nasce do Espírito é Espírito.

Porque eles, os filhos de Deus, não nasceram do sangue.
nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus (o Verbo).

Assim compreendeu BUDA quando abandonou a esposa, e se retirou para o deserto, para meditar até encontrar a sua nota primordial de ressonância espiritual interna, com a qual despertou o Kundalini, ativou os chakras e abriu sua mente para a Iluminação do Nirvana.

Assim também fizeram Pedro e os apóstolos, abandonando esposas e famílias para seguir o Mestre e, mais tarde, receberem o Batismo de fogo do Espírito Santo.

Os ensinamentos impuros se multiplicam em nosso tempo…

Mas Jesus ponderou-lhes: “Nem todos conseguem aceitar essa palavra; somente aqueles a quem tal capacidade é dada. Pois há alguns eunucos que nasceram assim do ventre de suas mães; outros foram privados de seus órgãos reprodutores pelos homens; e há outros ainda que a si mesmos se fizeram celibatários, por causa do Reino dos céus. Quem for capaz de aceitar esse conceito, que o receba”.
Jesus abençoa as crianças.
(Mateus 19: 11-12)

Os que não aceitam essa linha de conduta dirão que, aqui, a Bíblia foi alterada.
Porém, essa mesma conduta se encontra arraigada em muitas escolas espiritualistas do passado, por exemplo, no velho Tibet.

Fica fácil negar ou justificar uma parte qualquer da Bíblia que confronte nossas ideologias.
Mas Jesus deixou evidente que nem todos aceitarão ou suportariam esse mandamento.
E que então, se casassem para procriar, na conformidade da Lei.

Não se pode servir a dois senhores na mesma casa (corpo)
Ao desejo e a pureza.

Poucos conseguem esmagar a serpente tentadora aos pés… a maioria continua sendo ferida por ela no calcanhar, envenenada pelo mesmo “veneno primordial”.

Por isso se diz que os filhos da Mulher, a geração de Maria a partir de Cristo, e os filhos da Mulher vitoriosa do Apocalipse 12, serão fortes em espírito para esmagarem todo desejo aos pés e alcançar a verdadeira espiritualidade do segundo renascimento.

E isso é justamente os que distinguirá os filhos da Luz dos filhos da escuridão em nosso tempo.

JP em 25.03.2021

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