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O Universo é o Corpo Físico de Deus

O Universo é a roupa do espírito.

Isso é uma verdade inquestionável. E o mais interessante é perceber a interação dos espíritos numa mesma cadeia. Cada átomo tem seu espírito, e a Terra tem seu espírito. Nosso espírito mantém nosso corpo vivo, ou melhor, coeso, e depois que nosso espírito abandona o corpo, as células de desintegram e os átomos/moléculas continuam vivos em seus ciclos, porque seus espíritos seguem com eles em sua marcha. E a Terra? Não fosse o grande espírito da Terra a dar vida a todos os seres, nosso corpo teria vida sozinho, só custeado pelo nosso espírito? E se fosse assim, não precisariamos respirar nem comer, nosso espírito forneceria tudo ao corpo. Mas Deus, sábio, não quis assim: preferiu criar uma espécie de vida interligada, onde todas as vidas se dependem para ter VIDA.

Vida são vidas. Sabedoria são consciências. A carne, depois que morre, se transforma, e as suas partículas seguem com sua vida para outras edificações. Todas nutridas pela mesma vida da Terra. E mesmo se a Terra explodisse, as partículas residuais formariam outro mundo na evolução cósmica. Não podemos fixar a vida nem a consciência. Isso sim é começar a compreender a dinâmica Onipotente, Onipresente e Onisciente de Deus nos aspectos mais elementares da vida e da consciência.

O Deja Vu ou sincronicidades representam pequenos furos daquele Véu de Ilusão que a nossa consciência consegue acessar, em momentos sincronísticos.

Agora, imagine só aqueles mestres que conseguiram rasgar o véu por completo e se deixaram absorver na Realidade de forma integral? Aquilo que se chamava de COMUNHÃO com o TODO, a gerar um êxtase contínuo na alma?

Com toda razão, chamavam esse estado de felicidade ou paraíso inesgotável.

É por isso que os sábios antigos procuravam despertar mais além dos cinco sentidos, para então captar níveis mais realistas do Universo, aqueles invisíveis aos cinco sentidos, ao invés de pegar o referencial dos cinco sentidos para tentar construir uma concepção limitada e mesmo equivocada do universo em função de dados limitados dos cinco sentidos.

Antes de tentar explicar o Universo dessa forma, que tal se o homem se propusesse a explorar mais a fundo o seu campo de consciência para, com ele, melhorar a visão do Universo?

Que estamos fazendo?
Tentando curar a nossa miopia ou adaptando a realidade a ela?

NA Grande Realidade, todas as coisas se encontram unificadas, não há conceitos de separatividade, fragmentação ou limitação. O Universo se revela como sempre foi, um Princípio original de Consciência Infinita, Onisciente.

Mas a cultura moderna está engrossando aquele véu de ilusões. E nem mais aqueles pequenos furos estão restando para muitos.

Como é difícil romper os limites e voar nas esferas transcendentes sem pensar, sem raciocinar, sem conceituar, sem julgar… mas apenas… SER.

Como é complicado falar de coisas simples quando raciocinamos, e como se torna simples a visão sobre as coisas complicadas quando voltamos a ver as coisas com os olhos de uma criança, esta que, por não ter ainda o órgão do raciocínio formado, ainda pode ver além do Véu sem muito esforço, na linguagem da sua imaginação fértil, aquela que conversa com Anjos e escuta o sorriso das estrelas…

Tirem todos estes doutores da Nasa e coloquem crianças, porque as visões dos meninos seguramente estarão mais perto da realidade, e os sonhos das meninas terão muito mais consistência.

Apenas SER, sem qualquer preocupação dos juízos do mundo lá fora, sem medo dos rótulos e parâmetros da sociedade, sem querer parecer uma coisa e sentir outra, só porque a cultura condena os nossos sentimentos infantis por julgá-los ridículos…

SER UM, ao invés de ser DOIS, ou ser muitos. Ser UM, ser criança, ser inocente, ser o que se é, ao invés de tentar ser uma coisa por fora, escondendo outra por dentro.

Já começamos fragmentados em nossa própria personalidade,como poderemos almejar a consciência do Universo UM se somos muitos dentro de nós, dentro de nossa mente que não cessa a tagarelice?

Essa mesma tagarelice que é tão difícil de calar, já que são muitos falando, querendo roubar aquele primeiro estado de silêncio que assumimos no ventre de nossa mãe, num profundo sonho que ainda vislumbrava estrelas, a meio caminho do mundo material e do universo da alma.

“Somente se tornando como uma destas Crianças, podereis entrar no Reino dos Céus…”
“Mestre, como é o caso de eu nascer outra vez? Acaso terei que ingressar de novo no ventre de minha mãe?
A menos que volte a nascer da água e do Espírito, não podereis entrar no Reino dos céus”…

Nascer outra vez, tornar a SER. Ser humano, Ser infantil, Ser verdadeiro. Ser UM, somente UM.

Que UM? Aquilo que se é de verdade, sem roupas, sem julgamentos, sem rótulos, sem personalidades fabricadas para viver em sociedade, sem conceitos para se debater a mesa, mas que não preenchem a fome da alma… sem máscaras, sem condicionamentos, sem tendências de cultura, moda ou etiqueta.

Apenas SER o que se é lá dentro e ainda se ignora…

Esta é a jornada de uma alma em busca do que ela realmente é, e quantos véus, e camadas de personalidade, de pensamentos, de conceitos, ela não terá que atravessar em seu voo para buscar o que ela realmente é.

Nosce Te Ipsum! Conhece-te a ti mesmo!

Como fazer isso? Todos os mestres que rasgaram o véu das ilusões nos deixaram o mapa, mas a cultura moderna deseja assassinar a criança que ainda habita no santuário, para colocar no lugar dele um adulto consumista e programado para viver dentro do sistema, do dia que nasce ao dia que morre.

Todos nós enxergamos claramente isso, mas nos faltam forças para lutar, nos falta a luz para seguir.

Em quem confiar? Onde buscar?

Confie no SER DENTRO DE TI. Ele é Deus te chamando.

Busque em TEU CORAÇÃO. Nele está Deus te dando vida e entendimento.

Isso é religião. Isso é fé. Isso é comunhão. Isso é viver em estado de amor e graça. Isso é iluminação, isso é destruir o egoísmo para fazer brilhar o altruísmo. Isso é Deus. Isso é o Universo real. Isso é a Verdade. Voe para longe, voe para onde ninguém pode voar, voe e conquiste aquele alto mirante donde poderás ver toda a tua vida, e contemplar todo o teu mistério, e com o teu mistério, e com tua luz, verás todo o resto. Verás o Reino do Pai dentro de ti…

Por que estamos deixando isso sempre para depois, sendo que isso, tudo isso, é o que mais importa agora?

É o que realmente, e sempre importou?

Por que?

Quem já meditou nessa maravilhosa passagem bíblica, sobre a busca de Elias por Deus?

“E ele lhe disse: Sai para fora e põe-te neste monte perante a face do Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento, um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto; e, depois do terremoto, um fogo; porém o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, uma voz mansa e delicada.” (1Reis 19.11-12)

Representa claramente que o Espírito da Grande Realidade falou ao coração de Elias não nas manifestações da natureza (fogo, vento, terremoto), e sim, dentro da caverna, que era seu coração, seu recolhimento interior profundo, sua própria consciência num estado totalmente não-sensorial, mas de profunda contemplação além da própria observação sensorial, a qual se associa toda lógica racional.

Este estado de consciência é praticamente impossível nos dias de hoje, por causa da direção que a cultura tomou, reforçando os sentidos e multiplicando as ilusões holográficas e simuladas diante deles.

Quem pode ouvir a voz interior sussurrando a Verdade com tanto barulho lá fora? E será que todo esse barulho já não é com tal intenção?

A ciência até pode explicar o COMO.

Mas só a fé tem a resposta para o PORQUE!

E enquanto a ciência fala, e fala, e discursa suas leis na explicação de como as coisas são e funcionam, a fé assegura que, quando o PORQUE das coisas for descoberto, então a mente mergulha num silêncio, porque a alma encontrou o que tanto procurava. Justamente naquele dia em que, finalmente, ela conseguiu se calar por inteiro.

Só assim pôde ouvir a Voz da Verdade dentro dela, e ao redor.

JP em 14.05.2019

 

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