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Antahkarana e a Viagem Astral

 

No sânscrito, este termo significa CAUSA INTERNA.

É a conexão entre as diversas partes do Ser Setenário que somos. A Teosofia antiga fala de três fios condutores que se enlaçam nestes sete veículos, trocando suas energias e princípios.

 

Mas vamos também nos ocupar do Antahkarana mais elementar, aquele fio da vida ou cordão de prata que está em cena todo o tempo de nossa existência, principalmente nas horas do sono.

 

Símbolo de Antahkarana

 

Este símbolo, que parece uma suástica dentro de um cubo em perspectiva, com três braços, é um símbolo tibetano antigo, chamado de Antahkarana, e parece ilustrar aquelas três conexões mencionadas dentro de um mesmo sistema de operações integradas, produzindo um vórtice resultante de equilíbrio.

 

É tido, em linhas muito gerais (e superficiais) como um símbolo aplicado a meditações e curas.

 

Mas este poderoso símbolo fala muito mais, e exige maior exploração.
Ele se comporta como uma suástica rotativa de 3 braços a girar no sentido horário, o que se alinha com a definição “causa interna”.

 

 

Modelos de Suástica no mundo antigo

 

Aliás, a Suástica é um símbolo de origens desconhecidas, presente não só no antigo Tibete, mas praticamente em todo o mundo antigo, como uma assinatura divina dos ancestrais extraterrestres da humanidade, segredos da Cruz muito antes de Jesus Cristo.

 

Suástica budista, símbolo divino do Buda

 

Neste símbolo, temos a imagem representativa de três centros de energia integrados, atuando no corpo físico, estes três núcleos de poder:

 

1. O centro do Pai, que fica no cérebro, encapsulado pela Glândula Pineal, a raiz do sétimo chakra, coronário (a corôa de luz, a aura dos Santos, o Halo dos Anjos, etc).

 

2. o centro do Filho, que fica no coração, a raiz do chakra Anahata: saber que a pulsação cardíaca tem nutrição direta procedente do Núcleo do Pai, e este é o primeiro FIO DA VIDA estabelecido em nós: a ligação direta entre o cérebro e o coração, que já começa no ventre materno.

 

3. o centro do Espírito Santo, que fica no osso coccígeo, a raiz do chakra fundamental, Muladhara, assento da energia vital concentrada chamada Kundalini, a base de tudo, a raiz da nossa árvore da vida.

 

A Santíssima Trindade teosófica e seus pontos de contato no corpo físico

 

Então, Antahkarana completa aqui seus ligamentos, porque do núcleo do Pai, no cérebro, se estende outro fio, conectado ao cóccix, e da mesma forma, do núcleo do Filho, outro fio partilha energias com o osso do cóccix.

 

Estes são os três núcleos da energia em nós, energia psíquica, energia pulsante, energia vital, e seus três fios de conexão, definindo a base triangular da nossa existência, que se organizará, em seguida, pelo padrão setenário (o arranjo numeral do esqueleto, da organização, da hierarquia, enfim, da definição final das criações do Sagrado Três – o Heptagrama)

 

Veja sobre o Heptagrama:

 

O Todo-Poderoso Heptagrama

 

Observando o símbolo tibetano do Antahkarana, ele é um cubo em perspectiva, ou um hexágono. E o Hexágono é a grande matriz da Geometria Sagrada, por exemplo, ligado aos amplos conceitos da Estrela Macrocósmica e do famoso Cubo de Metatron.

 

O Cubo de Metatron, matriz da Geometria Sagrada do Universo

 

O Cubo simboliza o elemento terra e o corpo físico, ou a materialização finalizada daquele triângulo de forças espirituais integradas, cérebro, coração e cóccix, ou psiquismo, emocional e instintivo, as três causas originais (x, y, z) da nossa existência condensadas num corpo físico perfeito, à imagem e semelhança do Espírito donde estes três núcleos emanaram antes mesmo da nossa concepção no ventre materno.

Porém, além destes fundamentos da nossa existência material, devemos tratar sobre o CORDÃO DE PRATA, também chamado Antahkarana, fio da vida, ou causa interna detectada, em relação ao corpo astral, que se liga ao corpo físico através de um cordão prateado conectado no umbigo, onde fica o Chakra Manipura.

 

Chakra Manipura, imagem de um vaso de energias concentradas

 

Trata-se de um chakra importantíssimo, porque a região do umbigo, chamada de Plexo Solar, é porta de entrada para as energias vitais ambiente que nutrem nosso corpo vital. É o chakra das emoções, é o nosso radar de ambientes, e é através desse segundo estômago (estômago de energias vitais ambiente) que nutrimos nosso corpo vital, que é a base energética e assento de energias do nosso corpo físico, e faz a ponte entre o corpo físico e o corpo astral, trocando vitalidade entre ambos.

 

 

 

A radiografia deste chakra especial revela os tons amarelo-dourados em suas 10 pétalas vibrantes, como um girassol pleno de energia luminosa. Seu Bija Mantra (mantra semente) é RAM, um mantra poderoso, de vibração solar craniana. Manipura significa: a Cidade das Jóias.

Sua nota musical é a nota MI (E), o quinto harmõnico de Dó, e baseado na proporção 5/4 (existente na Pirâmide de Kéfren, a Pirâmide harmônica do Egito).

 

 

Na Viagem Astral, esse chakra envia mais energia que o normal, energizando o corpo astral para experiências em níveis superiores da consciência, muito além da esfera do sono comum e dos sonhos comuns, relatados no Limbo, no astral inferior.

 

Inclusive o FAMOSO TÚNEL DE LUZ que muitos viajantes astrais cruzam na decolagem, e que coincide com os relatos de pessoas em Experiências de Quase-Morte (EQM), nada mais é do que a visualização astral das energias nervosas que, circulando dentro do túnel da coluna vertebral, projetam o corpo astral pela porta do chakra coronário, no topo da cabeça, sendo este chakra a abertura de luz propriamente dita na visão daquele famoso túnel…

 

 

Mas para que qualquer prática espiritualista seja realizada com êxito, é preciso compreender os percursos fundamentais da energia dentro do corpo, desde a raiz instintiva até a projeção mais refinada nos chakras da cabeça.

 

Tudo começa na raiz. O Cóccix, o Kundalini, o núcleo de energias relacionadas aos instintos, e é claro que a refinação destas energias diz respeito ao controle dos instintos, de todo impulso de ira, gula, preguiça e luxúria, que tornam o corpo vital pesado demais, denso demais, com energias contaminadas e cheio de coágulos vitais que impedem a boa circulação vital-nervosa pelo corpo e cérebro.

 

Kundalini, ascensão de energia vital-nervosa ao longo da coluna a partir da raiz do sistema nervoso, localizada no osso coccígeo

 

A respiração controlada é a principal ferramenta que temos para sublimar as energias nervosas do cóccix, induzindo-as a ascender até o cérebro, mas o discípulo tem que ter em conta o auto-controle, porque se ele cair nas armadilhas do instinto animal, em atos de ira, de gula, de preguiça e, principalmente, luxúria, ficaremos com energias densas estagnadas em nosso corpo vital, e naquele dia não poderemos praticar nada de forma eficiente.

 

Lembrando que o chakra fundamental vibra numa flor de quatro pétalas vermelhas intensas, o que é uma suástica elementar do nosso sistema de energias internas! E cada pétala equivale a um instinto refinado, controlado, transmutado.

 

Chakra Muladhara

 

Quando realizamos práticas respiratórias e mântricas, combinadas à concentração, fazemos com que a concentrada energia vital da raiz (cóccix) ascenda, via coluna vertebral, até o cérebro, irrigando-o a partir do ponto do entrecenho, meio da testa, relacionado ao chakra Ajna (ligado por sua vez à glândula da Hipófise).

 

Entrecenho, o ponto de irrigação energética do cérebro via energias sublimadas da Coluna vertebral desde a raiz.

 

A partir deste ponto, é que as energias nervosas advindas da base irrigarão todo o cérebro, potencializando-o para as práticas, acelerando também a vibração dos chakras da cabeça, Ajna e Sahasrara, que trabalham coordenadamente.

 

Chakra Ajna, centro da testa, no ponto de irrigação nervosa do cérebro.

 

Destaque para o Cerebelo, que, durante a ascensão das correntes nervosas do cóccix, é estimulado, o que se relaciona a viagem astral de uma forma direta, já que o cerebelo é parte do sistema nervoso central relacionada ao movimento, equilíbrio e coordenação motora: ora, a viagem astral envolve habilidade de dirigir um veículo diferente para a consciência que não dorme, mas muda de dimensão. Quando a “sétima órbita da força vital” (o cérebro e adjacências) estiver carregado de energias, o cerebelo, que é a sede do controle e equilíbrio do corpo físico, acionará por igual medida o controle do equilíbrio e movimento do corpo astral.

 

Sistema nervoso periférico

 

O cerebelo fica na base do cérebro, entre os dois hemisférios cerebrais, e se conecta a medula espinhal, e toda a enervação da coluna vertebral, desde o cóccix (plexo sacro).

 

Sistema nervoso central e a importância da ativação do Cerebelo nos exercícios de desdobramento astral

 

Quanto mais energia vital-nervosa ascenda do cóccix, núcleo do instinto (e é preciso controlar os instintos corporais para manter esse núcleo com energia sobrando, o que nos faz compreender toda sobriedade dos monges) mais psiquismo nervoso refinado circulará no cérebro e cerebelo a partir do Ajna, o entrecenho, promovendo não só o caminho para a viagem astral, mas para qualquer prática mentalista de direcionamento paranormal.

 

O cérebro precisa mesmo entrar num naipe de energias diferenciadas para promover o desligamento consciente da alma durante o sono. E é a partir do chakra umbilical que o corpo astral, via cordão de prata, receberá doses excedentes de energia para prepará-lo a esta transição, sabendo que a porta de saída (e entrada) do corpo astral fica na cabeça, no chakra coronário. Quando este chakra gira no sentido anti-horário, o corpo astral sai (quando adormecemos), e quando ele gira no sentido horário, o corpo astral entra (quando então, acordamos).

 

Chakra coronário, Sahasrara, mil pétalas

 

É como imaginar uma flor de luz que fazemos desabrochar no campo da cabeça a partir de sua raiz irrigada lá na base da coluna, raiz que irrigamos com nossas melhores águas circulantes (a energia vital-nervosa que fazemos circular de forma intensificada nos momentos de prática).

 

Fazer esta flor de luz desabrochar no campo da alma a partir da energia vital-instintiva concentrada, controlada e rarificada (sublimada) por meio de jejum, castidade, sobriedade, paciência e oração, não é via fácil.

 

A raiz da dita flor está precisamente no sistema nervoso integrado, central e periférico, porque o sistema nervoso é o ponto de contato intermediário entre o corpo físico e a alma sensível, fonte da vida. E que toda energia vital que você purifica, concentra e refina, se torna água pura viva e circulante que o sistema nervoso assimila e faz brotar na forma de flores luminosas de percepções extra-sensoriais no cérebro. É portanto uma via que exige disciplina marciana, acima de tudo.

 

 

Essa flor de luz é a própria Iluminação que cada um de nós deve construir por meio de um trabalho disciplinar, porque dita flor é o conjunto de novas e ampliadas percepções mentais capazes de expandir a nossa consciência além da crença, via experiência real direta!

 

(***)

 

Aprofundando o conhecimento sobre a Viagem Astral, que pode ser uma ferramenta valiosa de iluminação objetiva e despertar real da consciência em tempos tão tenebrosos de tecnologia e mídias de condicionamento e hipnose coletiva dentro dos interesses do sistema global dominante… é preciso rasgar os véus que nos cobrem, além de nossos cobertores, enquanto dormimos, todas as noites… muitas vezes sequer com lembranças de sonhos bons, quando não, pesadelos…

(***)

 

Até aqui, a avaliação entre o núcleo da cabeça e o núcleo do cóccix.
E o coração? Onde fica?
Bem, o click astral final envolve profundamente o coração.
CONTINUA…

 

Continuação aqui:

 

O Botão de ejeção do corpo astral

 

 

 

JP em 02.05.2019

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