Um enigma do tempo

Um enigma do tempo

Sabemos que as luzes que vemos das estrelas distantes do céu comportam eventos do passado distante daquela estrela, por causa da velocidade-limite da luz viajando em enormes distâncias.

Se vemos por exemplo, a estrela Sirius numa noite clara, que fica a cerca de 8 anos-luz de distância da Terra, estaremos na verdade vendo Sirius a oito anos atrás, não a Sirius presente.
Assim, o enigma é este:

Se tudo o que vemos perto de nós são as cenas do nosso presente, e se tudo o que vemos numa distância muito afastada de nós são cenas do passado daqueles pontos distantes… e se o perto nos dá o presente e o longe, o passado, para onde olhar e ver o futuro?
Como faziam os profetas?
Se o perto é a luz do presente e o longe é a luz do passado,
onde brilha a luz do futuro?

Ps: muitos estão respondendo a mesma coisa: “olhar para dentro”, mas essa resposta também se aplica a ver o passado dentro de nós, como memórias do subconsciente, sonhos, e também, olhar para dentro é genérico demais, porque tudo relacionado ao despertar da consciência é uma questão de se olhar para dentro, não só a visão do futuro.
Eu falo de uma resposta com mais conhecimentos de cosmologia aplicada mesmo.

Ora, a resposta está em olhar mais perto ainda!

Muito mais de perto, na direção contrária da visão longínqua e aquelas cenas do passado nos domínios do macrocosmo!

Falo em olhar para os domínios do microcosmos, o polo oposto do macrocosmo, onde, por dedução, se move o tempo na curva do futuro!

Olhar para os domínios atômicos, eletrônicos, nucleares e quânticos da matéria, porque ali, as curvas do futuro se articulam em oposição às curvas do passado dentro da mesma Roda chamada Tempo, com três estágios para a nossa consciência, passado, presente e futuro.
Nosso presente se desenrola na dimensão próxima dos nossos sentidos.

Mas se no infinitamente grande (macrocosmo) rolam as curvas do passado, necessariamente, as curvas do futuro rolarao nos domínios do infinitamente pequeno (microcosmo).

Quando os profetas e videntes (os verdadeiros) entravam num estado apropriado da sua mente, eles projetavam a sua consciência para aquelas duas curvas. Se suas consciências mergulhavam nas curvas das estrelas, então tinham acesso às memorias do Cosmos, chamadas de registros akáshicos.

Mas se suas mentes e consciências mergulhassem nas curvas dos átomos, então tinham acesso às projeções do futuro já postas em marcha pela mesma roda que, lá nas alturas das estrelas, se engata com o passado dentro de um movimento contínuo.

Não se trata exatamente de olhar para dentro.
Ver o passado e ver o futuro são condições da mente que olha para dentro e alcança a sintonia com o Todo.

A questão é:
Em que dimensão olhar?

O macrocosmo é relacionado com as dimensões superiores, e o microcosmo, com as infra-dimensões da matéria.
O microcosmo é a raiz do macrocosmo.
Estrelas e galáxias nasceram de átomos e partículas condensadas e arranjadas conforme as estruturas químicas estáveis dos átomos.

Essa é uma forma de se contemplar o Tempo associado à questão das dimensões da matéria e da energia nas escalas de tamanho (espaço, porque espaço e tempo são interligados na quarta dimensão).

Se a escala de tempo do universo macrocósmico é de milhões de anos, rolando o passado, e se o presente é esse tempo médio das nossas vidas comuns, então o futuro mora naquela dimensão quase que instantânea de tempo, aquela fração de segundo que nossa razão não consegue capturar facilmente, mas que, dentro desta fração de segundo, toda a matéria atômica e quântica já rolou muitas e muitas vezes… são nas frações de tempo que moram as articulações do futuro, da mesma forma que na curva dos tempos milenares que o passado é registrado na memória das estrelas.

São contrapontos da cosmologia que situam assim a dinâmica do tempo relacionada às dimensões macro e micrósmica da mesma matéria submetida aos ciclos.

Muitos videntes, por estas razões, usavam cristais nas mãos ou diante dos olhos justamente para tentar sintonizar suas mentes com as dimensões microcósmicas da matéria, onde rolam as curvas do tempo futuro.

Cristais tem um arranjo harmônico tal que permite a refração luminosa interna, e similarmente, cristais permitem que a consciência interaja com sua rede atômica harmônica como suporte de sinalização da mente com as dimensões atômicas, eletronicas e quânticas da matéria, criando assim janelas onde o futuro do tempo presente pode ser contemplado.

Afinal, muita gente fala o tempo todo sobre a tal consciência quântica, mesmo em entender bulhufas de Física Quântica, certo?
Esta seria uma forma prática de compreender a interação entre os tempos do Universo e as medidas dimensionais macro e microcósmicas, interagindo no mesmo tecido do espaço que também é tempo, e por ser tempo, é ciclo, e sendo ciclo, comporta escalas, e essas escalas estão definidas conforme a ordem da matéria distribuída em grandes massas e em estruturas atômicas. Nossa posição como criatura viva e consciente seria a meio caminho entre essas duas grandezas e suas escalas de tempo, o infinitamente grande e o infinitamente pequeno.
E todos os tempos nos atravessam, porque somos parte do tecido cósmico.

Então, a solução final é:

Se olhar perto nos dá o presente, e olhar longe, o passado, ver o futuro será uma questão de olhar para muito mais perto do que o perto convencional. Olhar para dentro do próprio perto, para o lado quântico da vida e da matéria fervilhando em nosso corpo e ao redor dele, e muito mais perto de tudo o que você considera perto dos seus olhos e dos seus sentidos…

Mas que, do ponto de vista atômico, ainda está muito longe.

JP em 15 de agosto de 2020

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