Espiritualidade

O Livro selado do Apocalipse em outra visão de linha do tempo da Humanidade

O Livro selado do Apocalipse em outra visão de linha do tempo da Humanidade

Essa análise procura identificar a ação dos quatro cavaleiros do Apocalipse e demais elementos do Livro selado (o Livro dos destinos da humanidade) não ao mesmo tempo (todos agindo juntos na atualidade), mas em separado na linha do tempo desde a Crucificação de Nosso Senhor até os nossos dias, localizando então o último deles, o cavaleiro amarelo, este sim, em nosso tempo, quando tudo se torna mais caótico.

Os quatro cavaleiros equivalem ao conteúdo dos quatro primeiros selos do Livro selado do Apocalipse, aberto pelo Cordeiro. Este Livro tem sete selos.

Vamos ao texto do Apocalipse:

“E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.

E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão.
E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.

E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.”

Apocalipse 6:1-8

Na linha do tempo, o primeiro cavalo e seu cavaleiro significam o poderio da raça branca na Terra, o que, de fato, se estabelece desde os tempos de Cristo e só progrediu.
Hoje, a raça branca está no controle do mundo (USA, Europa, Russia, etc), apesar do grande poder da raça amarela na atualidade.

O cavaleiro com arco e coroa no cavalo branco significa que o poder foi dado a raça branca, e as principais guerras desde Cristo até nossos dias, motivadas por essa parcela da humanidade no poder.

A elite branca está por trás da Nova Ordem Mundial em sua maior parte.

E já no tempo de Cristo, os romanos (brancos) eram os senhores do mundo.
Pouca coisa mudou desde então. Logo, a Europa branca subiria ao poder e, na atualidade, a América do Norte, os EUA detém a supremacia – a raça branca.

Tudo conforme a análise do primeiro cavalo do APocalipse, da cor branca, porque lhe doi dado o poder e a vitória (e o paralelo com as quatro raças da Terra, branca-caucasiana, vermelha-indígena, negra-afro e amarela-oriental, nesta ordem).

Outras análises também associam a este cavalo branco e seu cavaleiro a profecia de que o ANTICRISTO sairá da raça branca.

O segundo cavalo, vermelho, com o cavaleiro e a espada, pode estar apontando as primeiras batalhas promovidas pela raça branca (cavalo anterior) e que trouxeram o maior genocídio de todos os tempos: o genocídio da raça vermelha (indígenas) nos territórios pré-colombianos, anteriores às grandes descobertas.

E quem motivou tantas guerras e matanças?
A raça branca da Europa, em especial, os espanhóis.
E as invasões começaram a partir das grandes descobertas de Cristóvão Colombo em 1492, alcançando as ilhas da América central.

Um cavalo parece encadeado ao outro na linha do tempo.

O terceiro cavalo, negro, e seu cavaleiro segurando uma balança, e a ordem de que os víveres (pão e cevada) deveriam ser racionados, é interpretado tradicionalmente como a África e a praga da FOME. A África é um continente assolado pela fome (raça negra, cavalo negro).

O continente africano sofreu com o colonialismo no século 19, com o tráfico de humanos e com a divisão geográfica injusta das fronteiras entre os países. Devido a uma série de fatores históricos e políticos que fomentaram a pobreza e os conflitos armados na região.

Isso coloca o cavalo negro após o cavalo vermelho na linha do tempo, ou seja, o genocídio dos indígenas da América aconteceram antes da África entrar em colapso e reunir aqueles fatores que passaram a gerar a grande fome por lá.

E o quarto cavalo (amarelo, malhado) e o seu cavaleiro?
Onde localizá-lo?

Este sim, está atuando na atualidade, e representa a soma e as consequências reunidas dos cavaleiros anteriores, porque decreta:

“E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.”

Ou seja, ele traz todas as pragas acumuladas na atualidade, traz a guerra do segundo cavalo (devido ao poderio do primeiro cavalo), traz a fome do terceiro, e traz a peste, a grande peste, inerente a ele mesmo (cavalo amarelo, associação com a raça amarela, orientais, chineses, onde a Pandemia atual teve origem, em dezembro de 2019).

E seu Nome é a Morte. E o Inferno (caos) lhe segue.
O último cavalo e seu cavaleiro realmente descrevem com precisão o atual cenário da Terra, e este cavalo indica o tempo profético do cumprimento do Apocalipse, conforme o retorno de Jesus Cristo.

Vamos aos selos finais do Livro Selado:

E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.
E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?
E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.”

Apocalipse 6:9-11

A sequência faz muito sentido, porque este é o selo dos mártires da fé, exigindo Justiça no Templo de Deus, depois que os quatro cavalos e seus cavaleiros trouxeram guerra, fome, peste e destruição ao mundo, em grande parte, motivados pelas maldades humanas e dos líderes deste planeta.

O retorno de Cristo está implícito à execução de toda justiça clamada pelos mártires da Verdade deste mundo, dentro e fora da causa cristã. E eles são muitos.
O número dos seus conservos é 144 mil.
Até que esse número seja contado e reunido em Terra, os mártires da Verdade devem esperar.

E a Justiça de Deus só começará a ser aplicada em escala mais intensa após a retirada (colheita) daqueles 144 mil, quando então começa o período chamado de Grande Tribulação.

“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;
E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.
E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.
E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas;
E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro;
Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?”

Apocalipse 6:12-17

Kits Lane crop circle UK 08.08.2021

O Sexto Selo reune e identifica TODOS OS GRANDES SINAIS ASTRONÔMICOS da nossa época, desde Eclipses e Luas de sangue, datas proféticas, alinhamentos nas grandes constelações, tudo mesmo, para sinalizar ao mundo que o Dia do Senhor (referência ao começo da aplicação da Justiça Divina sobre a humanidade) chegou.

E, sensivelmente, desde o fechamento do Calendário Maia (2012 para 2013) esses sinais começaram a aparecer na nossa linha do tempo, culminando de uns anos pra cá deste então, 2014 e 2015 (a tétrade da Lua de sangue), 2017 (sinal astronômico referente ao Apocalipse 12), 2018 (70 anos de Israel e a profecia de Mateus 24) e outros sinais.

A figueira, que simboliza Israel, também foi mencionada no conteúdo do Sexto Selo, cumprindo o link com as profecias de Mateus 26.

Há ainda o último, o grande, o derradeiro sinal celeste a aparecer para todos os habitantes da Terra, aquele que sinalizará o retorno de Cristo e o início do arrebatamento, após o que a Terra entra em Tribulação (Juízo).
Isso explica a selagem dos 144 mil na Terra dentro do contexto do Sexto Selo e debaixo dos últimos sinais do Apocalipse em marcha acelerada.
O que significa AGORA em nossa escala de tempo desde a crucificação, há 2000 anos…

“E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.
E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.”

Apocalipse 8:1,2

O sétimo selo aberto é o de conteúdo mais misterioso!

O silêncio no céu é outra forma de sinal ainda mais poderoso que os anteriores.
Uma solene e terrível expectativa cai sobre o mundo porque o silêncio representa a cessação de todos os sinais, alertas e eventos enviados para alertar a humanidade de que o grande dia se aproxima.

Quando o céu se calar, é porque está para acontecer, tudo.
Isso se conecta com o conteúdo da Sexta trombeta, e quando desceu o Anjo do céu, anunciando que:

“E o anjo que vi estar sobre o mar e sobre a terra levantou a sua mão ao céu,
E jurou por aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora;
Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos.”

Apocalipse 10:5-7

O Sétimo Anjo e sua ação representam o final da ação transformadora de Deus sobre a Terra através dos seus Sete Espíritos da Presença.

Num cálculo comparativo com as escalas relativas de tempo da Biblia, quando se escreve que, para Deus, mil anos é como um dia (e se a escala fornecida pelas profecias bíblicas não é a escala de tempo humana, mas a divina):

“Mas, amados, não ignoreis uma coisa: Que um dia para o SENHOR é como mil anos, e mil anos, como um dia.” 2 Pedro 3.8

O que se estende aos sete dias simbólicos da Criação, que são períodos muito maiores do que os dias da Terra baseados em sua rotação.

Ora, a Terra nem ainda existia na aurora da Criação cósmica para que o seu dia pudesse ser usado como medida de tempo. Os Sete dias da Criação são eras cósmicas.
E da mesma forma como, no sétimo Dia, Deus deu uma pausa na Criação, o sétimo selo vai na mesma direção, repetindo esse conteúdo: silêncio no céu por quase meia-hora!

Duas equivalências de tempo podem ser tentadas aqui:

a) 1 dia = 1 ano (equivalência muito usada na Astrologia)
b) 1 dia = 1.000 anos (conforme 2 Pedro).

a) se 1 dia = 1 ano,
“quase meia hora” equivalerá a cerca de 7,7 dias (uma semana, aproximadamente, por causa do termo “quase”)

b) se 1 dia = 1000 anos,
“quase meia hora” equivale a 7609,37 dias = 20,8 anos.
Como o termo “quase” foi usado, podemos arredondar para 20 anos (um KATUN MAIA)

São dois períodos interessantes de tempo às margens do sétimo selo e o cumprimento das sete trombetas após tudo isso.

O primeiro período, uma semana, parece ser o tempo de expectativa da humanidade quando O GRANDE SINAL DO FILHO DO HOMEM (conforme Mateus 24) aparecer no céu, e após o mesmo sinal, uma semana se passará até que as primeiras pessoas comecem a desaparecer deste planeta (o arrebatamento, e o que vem depois, as sete trombetas).

O segundo período é mais longo, cerca de 20 anos (que coincide com o Katun maia).
E me parece compreender todos os eventos escatológicos da atualidade, a partir de um ponto zero.
Pode ser a data do calendário maia, 21.12.2012.
Pode ser a entrada do Terceiro Milênio, ano 2001.
O que significa a reunião de todos os eventos acumulados e testemunhados pelas últimas gerações vivendo um Apocalipse real.

Só não faz muito sentido o termo “silêncio”, já que temos vivido momentos de grande estardalhaço, barulho e anúncio de todos os lados.
Talvez, aqui, o termo “silêncio” se refira a outra coisa.

Não a ausência de sinais e eventos, mas a ausência de explicações coerentes da parte da própria humanidade, que iria se encontrar totalmente perdida, confusa e auto-enganada nesse tempo, o que também é uma profecia do fim.

É como se o silêncio do céu significasse que DEUS não comunga com nenhuma definição ou orientação espiritual da humanidade de um modo geral neste período de trevas e confusão. Já que a mentira reina no planeta.

Quem cala, nem sempre consente.
Apenas pode estar discordando e simplesmente demostrando que não deseja não continuar debatendo.


Na sequência, o conteúdo das sete trombetas, falando em grandes guerras e queda de objetos de fogo do céu, inicia claramente o período da Grande Tribulação.

JP em 15.02.2022

Comentários

Botão Voltar ao topo