Técnicas para o despertar da consciência Fazendo emergir o Iceberg psicológico

O despertar da consciência não pode resumir-se a uma mera aspiração que não tenha por base a programação detalhada de um trabalho de investimento em si mesmo, na melhor parte do “si mesmo”, que é o nosso ser.

A medida que trabalhamos positivamente com a faixa consciente, vamos resgatando a parte subconsciente imersa em nós mesmos, na exata semelhança com um iceberg, essa maravilha flutuante da natureza.

Temos que saber compreender as estruturas básicas deste nosso ser que a Psicologia tradicional define em três partes, consciente, subconsciente e inconsciente.

A maior parte é composta pela zona inconsciente, e a faixa mais estreita, pequena mesmo, é a faixa consciente, e ambas tem na zona subconsciente a fronteira de comunicação, essa fronteira onde podemos aplicar nossos trabalhos de expansão da consciência via técnicas e práticas.

Nossa vida psíquica é estabelecida basicamente entre a nossa porção psíquica e o mundo externo em contínua comunicação via cinco sentidos. Da hora que acordamos até a hora que vamos dormir, nossos cinco sentidos são bombardeados por informações, e essas informações são, então, processadas pelos mecanismos da razão, compondo os vários elementos da nossa consciência mutante, porque nossa consciência muda a cada instante.

E em função disso, da mudança de consciência, nosso destino vai mudando junto, pelo efeito do karma e da lei da atração.

Pois bem, a faixa consciente da mente é pequenina, ela equivale a porção visível do iceberg, e todo o resto fica na porção submersa. As zonas mais profundas equivalem ao Inconsciente, enquanto as zonas mais próximas da superfície, ao subconsciente.

Mas nossa consciência pode alargar suas fronteiras se souber como abrir e expandir seus cinco sentidos em outras dimensões de realidade, aquelas dimensões onde normalmente nos encontramos adormecidos e sonhando, a dimensão dos sonhos ou quinta dimensão.

O tamanho da faixa consciente é muito pequena exatamente pela limitação dos cinco sentidos, que envia dados exclusivamente “materiais” ou tridimensionais da realidade que nos cerca, o que significa para a grande maioria um conceito materialista da vida.

Somente se você expandir o leque sensorial, você irá permitir aumento da sua consciência encarnada pela aquisição de novos dados. Repare que se trata de um trabalho que transcende toda forma automática de crença e doutrinação exterior.

Sua consciência será seu doutrinador.
E tudo o que ela experimentar, sua verdade pessoal.

Muito se fala que sete são os sentidos totais do homem (relacionado aos sete chakras, e sua gama de percepções) ou então, doze sentidos, relacionados ás doze partes do ser.

Além de visão, audição, tato, olfato e paladar, teríamos telepatia, intuição, previsão, memória ancestral, dom de idiomas, clarividência, clariaudiência, telecinésia, e outros muitos poderes latentes na mente que, reativados, transformariam nossa consciência de forma intensa e profunda.

Para reverter a materialização da consciência, temos que nos lembrar de nos cercar o quanto pudermos de estímulos externos no nosso modo de vida e hábitos que então, sejam endereçados ao subconsciente via sentidos, através dos quais vamos nós mesmos inserindo implantes de despertar no nosso pensamento adormecido.

Notem que a indústria do consumismo, neste mundo materialista-capitalista que vivemos, usa essa mesma técnica, nos cercando de tal forma de apelos de consumo que todos eles são inseridos, à custa da repetição, em nosso subconsciente como implantes de informação que, com o tempo, se tornam agentes de condutas consumistas compulsivas dentro dos interesses dessa fábrica de vida materialista e seus produtos de consumo.

Através das janelas dos cinco sentidos, as mídias implantam esses comandos mentais que nos transformam em bonecos consumidores manipulados pela informação externa.

A técnica é a mesma, e o discípulo que busca o despertar, precisa anular ou filtrar esse cerco do mundo materialista, revertendo toda a informação que puder direcionar aos seus cinco sentidos nos interesses do despertar espiritual.

Então, as didáticas do despertar da consciência incluem esse procedimento-padrão em várias técnicas disponíveis, promovendo o despertar espiritual de dentro para fora, já que o condicionamento materialista da moderna sociedade de consumo acontece na função inversa, de fora para dentro.

Essas técnicas de auto-sugestionamento são infalíveis e muito usadas em diversos segmentos das ciências neuro-cognoscitivas. Mas precisam de paciência e tempo mínimo até que os devidos implantes de sugestionamento do despertar sejam assimilados pelo subconsciente, e então, parte daquele iceberg começa a subir acima do nível do mar, e novas paisagens vão sendo descortinadas pelos sentidos e percepções ampliadas, e o resultado é a progressiva construção da consciência desperta.

São técnicas coadjuvantes do processo do autoconhecimento, que ao mesmo tempo, nos permitem conhecer todos os potenciais internos a serem desenvolvidos, bem como todos os defeitos, traumas e falhas inerentes da nossa natureza desconhecida, a serem eliminados, corrigidos, compreendidos. Nesse processo, os sentidos alargados são fundamentais para que possamos formar uma compreensão cada vez mais profunda e precisa de nós mesmos, o que significa uma melhor integração com o Universo consciente externamente falando.

Há muitas estradas e realidades paralelas nas dimensões do nosso sono, nos convidando para novos caminhos, e de muitas formas, são urgentes chamadas diante do colapso mundial ás portas, quando então aquela manada da filosofia materialista-consumista, com sua faixa de consciência cada vez mais espremida pelas falsas sugestões e até hipnóticas bombardeando os seus cinco sentidos, simplesmente irá estourar no desespero da impotência e da sensação de não saber o que fazer e para onde ir.

Porque a triste verdade é essa:
quem apenas cultiva a matéria como fonte de valores de consciência, sentirá que sua consciência é simplesmente aniquilada quando todo esse império material começar a desmoronar diante dos cinco sentidos.

O meu convite é para estradas mais altas que descobrimos dentro, sempre dentro de nós!

Platão falava nos habitantes da caverna e do fugitivo da caverna.
Eu falo no iceberg, no gelo a ser erguido dos mares profundos do nosso ser inconsciente.

JP em 03.09.2020

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