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O TEMPLO DA LUZ DIVINA – onde todos seremos julgados

No Egito antigo, o Tribunal dos deuses era composto por quarenta e dois juízes menores e um Juiz supremo, Osíris (analogia com Cristo no Novo Testamento).

A Balança (símbolo do computador kármico de todos os seres) era regulada pela divindade Anúbis, associado ao deus da Morte, Saturno (o karma, na Astrologia). Os resultados das medições nesta Balança infalível eram registrados pelo Arquivista, deus Toth, que entregava os resultados a Osíris, para julgar com retidão.

Ísis, a consorte de Osíris, intercedia pelas almas.

A analogia com a Virgem Maria, intercessora junto a Cristo naquele grande Tribunal.
Cristo não veio há 2000 mil anos para julgar ninguém: veio para salvar, curar, redimir e perdoar.

Porém, dois mil anos depois, a postura de Cristo será sim a de um Grande Juiz, amoroso porém justo. Claro, o juízo sobre tudo o que ele plantou há dois mil anos. Nada mais justo.

Uma clássica passagem desta afirmação está aqui, em Mateus 25, quando Cristo, retornando ao mundo, separará os bons à direita e os maus à esquerda, e os julgará conforme suas obras.

Muitas outras passagens do Novo Testamento revelam que Cristo regressa como juiz do Mundo.

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“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.”
Romanos 14:10

Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.”
2 Coríntios 5:10

E curiosamente, Cristo foi julgado e condenado a morte como “malfeitor” pelo tribunal do mundo… e não continua assim até os dias de hoje?
Os tribunais da Terra desprezando e mesmo debochando dos decretos sagrados da Bíblia?
Triste ironia…

Outra poderosa ilustração do Templo Supremo da Luz, da Justiça e da Lei cósmica aparece em uma das visões do profeta Daniel:

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente.
Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.”
Daniel 7:9,10

João teve a mesma visão, a qual escreveu no Apocalipse: e isso significa que João, Daniel, Ezequiel, Isaías, Moisés e outros profetas viram diante de si o mesmo ENTE SAGRADO PRIMORDIAL, a Primeira Inteligência do Universo consciente que nos cerca.

Os juízes e hierarquias do Altíssimo (em Daniel) são chamados de TRONOS, que na linguagem simbólica, significam inteligências espirituais investidas de poder e domínio.
Mas o Grande Juiz é chamado Ancião de Dias, quer dizer, Ser Eterno, Ser primevo. A Primeira inteligência do Universo.

Os livros são os registros de todas as ações do Cosmos regulado.
Fogo, luz, imagens de poder, vibração, energia.
A mesma imagem do Inferno clássico das metáforas do fogo, porém, um fogo pervertido, contaminado, destruidor.
Mesmo com milhares e milhões de espíritos a serviço do Mais Alto, sua corporação central é definida por 72+1 (73).

HwTIQ IOMIN (Ancião de Dias, hebraico) vale 580 + 116 = 696.
Este número aparece em outras duas imagens completamente análogas da personalidade divina deste Ser Primordial:

ShMShON (Sansão), o nome do Juiz 11º de Israel, o mais poderoso entre todos.

E na expressão ELI ELI LAMA ZABACTANI, que Cristo disse na Cruz
Meu Deus Meu Deus por que me abandonaste?”

Mais uma conexão entre Cristo e o grande Juiz do Universo.


A constituição total do Tribunal da Lei divina – (72+1)

Ampliando a numeração egípcia, a constituição total está definida pelo número-arcano 72.
Isto é, 72 hierarquias espirituais diante do grande Juiz.
Esse Tribunal é mais do que um mero templo de justiça divina, a sua concepção é muito maior.

Ele é o Templo da Luz situado no oitavo céu da Árvore da Cabala, céu de Urano e das potências estelares.

Ele é composto por 42 Juízes, 24 Anciões e 6 Grandes Arcanjos diante do Grande Juiz e Senhor da LUZ, YHWH, sendo que Cristo é o seu porta-voz e intercessor diante da humanidade corrompida.
Aliás, o Anjo de Júpiter, cujo nome cabalístico é Tzadquiel, se relaciona à pessoa de Jesus Cristo, e o nome Tzadquiel (ou Zadquiel) significa A JUSTIÇA DE DEUS.

Somando 42+24+6 = 72, as 72 potências espirituais do Templo da Luz.

Esse Templo na verdade é a imagem da Egregora Mental da Luz crística, a soma de toda sabedoria, conhecimento e informação integrada na forma de LEI CÓSMICA super consciente (ou ONISCIENTE) que regula, cria, transforma e sustenta todas as coisas, e que atravessa tudo o que existe.

Todos os nossos movimentos, ações e pensamentos criam ondas de energia que atravessam a Balança cósmica no centro do Universo posta, e essa Balança simbólica é que devolve a todos o que todos emitem na sua direção, e não tem como evitar a absoluta receptividade dessa Balança, porque nosso corpo e nossa mente foram criados segundo suas leis.
Todas as almas são medidas por ela no ato da Criação.

A Balança está no Centro do Universo que não é o centro gravitacional, centro de massa e nem de energia das galáxias dispersas. E sim, a central da consciência cósmica cujo LOCAL não pode ser espacialmente e nem temporalmente definido, porque não faz parte do espaço e do tempo, mas pelo contrário, todo espaço-tempo é que atravessam esse centro.

Assim sendo, as 72 potências da Luz diante do Grande Juiz e Senhor da Luz (Aur, Urano, Uriel-YHWH) somam 73 inteligências integradas na manutenção do Templo da Luz cósmica centralizado nesta dimensão (oitavo céu) como faixa de vibração que se aplica a todas as demais faixas inferiores, e o Arcano 8 do Taro confirma essa leitura: a Justiça.

Outra confirmação: o nome cabalístico do oitavo céu é HOCKMAh, palavra que significa SABEDORIA e seu valor numérico é, precisamente, 73! (1+72)

A Onisciência é um atributo assustador do Grande Juiz, capacitado a conhecer todos os pensamentos do Universo em uma rede mental coletiva que Ele administra com plena consciência… coisas que humanos limitados nunca compreenderão.

A base deste Templo da Onisciência Cósmica consta de 42 Juízes menores.

A função destes juízes é avaliar os dois lados de tudo, exatamente como os advogados e os promotores dos tribunais da Terra.

São hierarquias que controlam o fluxo do Karma das ações. Elas devem computar tudo, todo bem e todo mal, nos dois pratos da Balança.
Não decidem, mas expõem de forma ostensiva tudo o que puderem expor sobre um assunto em julgamento.

Acima deles, estão os 24 anciões (sua presença é registrada no livro do Apocalipse).
Esses 24 anciões são sábios que promovem o aconselhamento de tudo.

Finalmente, o Grande Juiz e Mente Suprema do Universo decide a questão, e coloca os SEIS ANJOS da Presença para realizar essas decisões e cumprí-las, onde quer que seja, neste e noutros mundos.

E o número 72 também se aplica ao CORO CELESTIAL DOS 72 GÊNIOS, que repercutem as ações dos Seis (Sete) Anjos da Presença do Trono para que as decisões do Alto sejam plenamente cumpridas.

Por que não SETE ANJOS, mas SEIS?

Aqui acontece um mistério, porque os Anjos do Sol e da Lua (Miguel e Gabriel) são uma única entidade espiritual desdobrada: digamos, são CHAMAS GÊMEAS do raio criador primordial baseado na lei das polaridades (a Alquimia Yang-Yin na leitura astrológica e dos anjos regentes).

Então, na conta final, ambos são UM, e sete anjos se tornam seis, para que a soma total seja 72. As ações envolvendo Miguel e Gabriel costumam ser unificadas, porque enquanto Gabriel revela as decisões de Deus, Miguel as cumpre (o mesmo profeta Daniel tem esse registro).

Assim, toda vez que aquela personagem chamada ANJO DE DEUS ou ANJO DO SENHOR aparece, tanto no Velho como no Novo Testamento, subentende-se que Ele será GABRIEL quando faz revelações de Deus, e será MIGUEL, quando executa essas mesmas revelações, ambos atuando de forma coordenada.

Sol, Lua e estrelas foram criadas no mesmo Quarto Dia.
E além de marcadores dos ciclos, as estrelas eram a imagem dos Anjos na antiguidade.
infelizmente, a Bíblia tradicional rejeitou textos (apócrifos) onde os outros cinco Arcanjos aparecem, com funções tão importantes junto a Deus quanto aqueles do Sol e da Lua, os realizadores da Alquimia cósmica segundo a lei das polaridades masculino e feminino do Espírito Santo.

A visão dos Serafins (os mais altos seres da Presença Divina) possuindo seis asas, por parte do profeta Isaías, concorre a essa simbologia oculta da identidade dos Anjos.

Essa polaridade existe nos componentes da Justiça Divina. São as duas colunas da Energia divina. Jakin-Booz, os nomes das duas colunas do Templo.

Ela se associa aos dois grandes reis de Israel: Davi e Salomão.
Davi representa o rei forte, combatente e militar: o RIGOR da Justiça divina.
Salomão representa o rei sábio, julgando através de sua grande sabedoria.

Os Seis Anjos fazem assim analogia perfeita com a Estrela Macrocósmica de seis pontas, vinculada a simbologia dos Seis Dias Criativos. Estes Seis Espíritos são as forças ou raios primordiais diferenciados da Luz Incriada Universal (como a luz branca e seus sete espectros coloridos de composição).

As medidas da Grande Lei

Rigor e Misericórdia são os nomes das duas colunas do Templo da Lei Cósmica.
Há o que se perdoar e há o que se punir.

Quando e como decidir uma e outra, isso é atribuição do Grande Juiz.

Avisar o mundo sobre tais decisões e cumprí-las, isso é atribuição dos Anjos.
Sabemos, no entanto, que Deus é muito mais inclinado a perdoar do que punir, e as punições como aviso ou mesmo amargo remédio só aparecem em último caso, quando todas as possibilidades da Misericórdia foram rejeitadas pelo livre-arbítrio do pecador.

42+24+6 = 72, 72+1 = 73
Estes Sete Anjos estão registrados no Apocalipse. Aliás, quatro entre eles são aquelas quatro criaturas divinas do Trono do Grande Juiz:

Touro é o Anjo de Vênus (Haniel)
Leão é o Anjo do Sol (Miguel)
Águia é o Anjo de Mercurio (Rafael)
Homem é o Anjo da Lua (Gabriel).

O próprio Apocalipse 20 fala desse Grande Juiz em seu trono chegando para julgar a humanidade.

As antigas referências ao número 72 em místicas corporações:

Setenta e dois é o número de lugares-tenente de Moisés (segundo o aconselhamento de seu sogro, Jetro).

Setenta e dois é o número ampliado dos discípulos de Cristo.

Setenta e dois é o número do coro celestial dos gênios da Cabala.

Os assírios, caldeus e judeus contavam em seus calendários mágicos o número de 72 anjos tutelares.

Há 72 semidecanatos (36 decanatos) em um ano completo, mais os 5 dias extras.

Platão discursa, na sua “República” que 72 é o número das núpcias entre a Terra e o céu.

Na magia cabalística associada ao rei Salomão, existem 72 pentáculos, os quais, colocados em seus 36 pares respectivos, criam poderosos talismãs de invocação com os 72 gênios e os 7 Arcanjos do Universo.


O Templo da Luz no oitavo céu é descrito praticamente em todas as culturas espirituais antigas, ele é o coração de todo o Sistema consciente integrado do Universo, e juízos finais ciclicos acontecem em todos os mundos e sistemas no sentido de alinhar tudo o que se desviou e se corrompeu da Luz original criadora.

Aquela Instituição espiritual suprema (Templo da Luz) atua em todas as partes aonde alcança o raio da Criação da Mente Consciente Primordial. É uma Mente coletiva centralizada numa Hierarquia suprema (YHWH) e repartida com uma grande rede de Hierarquias elevadas, dentro da métrica sagrada do Pentagrama, 72°, a medida da Luz que, dobrada em 144, fornece outra medida:

a Medida do Homem restaurado, do Anjo e de todo o Reino de Luz que tem nesse homem-anjo a sua célula fundamental.

Curiosamente, a palavra AUR, que significa LUZ no hebraico, soma 207 (72)
Trata-se de uma assinatura universal, inclusive presente de forma abundante na geometria sagrada, por exemplo, na espiral áurea, sequência de Fibonacci e padrão áureo da natureza, em toda Terra e em todo o céu.

Todos estes números, atributos e estruturas cabalísticas revelam, na verdade, o CORPO DA LUZ DIVINA em manifestação no Universo setorizado e organizado pela Lei comum entre todos repartida e cumprida!

Mas se quisermos uma localidade física do Templo da Luz, ela existe em SIRIUS, a Estrela de Belém dos evangelhos da Verdade encarnada neste mundo tenebroso, a mesma Casa da Luz em antigos registros paralelos da civilização, donde vieram as castas alienígenas mais elevadas espiritualmente da nossa vizinhança cósmica na época da colonização edênica deste planeta, os tais ANUNNAKI muito mal interpretados por Zecharia Sitchin, que atirou na sua face os demônios mais perigosos da própria psicologia humana degenerada.

Sirius (e Vênus, planeta) é a Estrela brilhante de cinco pontas, cuja medida angular é 72/144 graus, é a representação geométrica de tudo o que o Templo da Luz representa e é no Universo da Ordem e da Lei. Por isso, o signo que representa a Lei cósmica, Libra, fica no MEIO do Zodíaco (dois pratos) e é regido por Vênus, cuja órbita em proporção com a órbita terrestre produz, exatamente, a proporção áurea do Pentagrama.

Quando o conhecimento é legítimo, todas as partes se encaixam com precisão.

Os três Juízos

Existem três tipos de Juízos da parte da Lei cósmica:

  1. Juízo imediato
  2. Juízo dilatado
  3. Juízo global

O Juízo imediato acontece de instante em instante na vida de todos nós, porque aquela Lei cósmica atravessa tudo o que criou, corpo e mente. Tudo o que pensamos, sentimos e agimos, cruza, nesse exato momento presente da atemporalidade da Lei maior, a Balança do Criador de Universos.

Se diz que, pela manhã, todas as nossas contas e dívidas imediatas começam a ser acertadas pelos Senhores do Karma.
Ninguém precisa morrer para receber o juízo imediato.
Dependendo do caso, o retorno de suas ações é quase instantâneo.
Fez aqui, recebeu ali (tanto o bem como o mal).

O juízo dilatado é aquele que computa uma vida inteira de ações boas ou más para ser aplicado após a morte, quando o ciclo de vida pessoal se encerra, cuja data também é definida pelo Karma, bem como a data do posterior nascimento e todas as suas circunstâncias.

Finalmente, o juízo global abarca todos os seres de um mundo ou sistema ligados karmicamente, quando um ciclo maior expira e as ações coletivas são julgadas conjuntamente, com efeitos partilhados por todos.

Por exemplo, o Juízo final da humanidade conforme o Apocalipse, após cumprir seu grande ciclo conforme o calendário maia assinalou.

Estamos já testemunhando os avisos da chegada deste Grande Juízo, declarado na abertura do Sexto Selo do Livro do Cordeiro, que tem sete olhos a espiar toda a Terra justamente para cumprir a função de Juiz Onisciente.

Interessante conhecer em detalhes a descrição do LUGAR (na ausência de um termo que melhor o explique) onde toda a vida é pesada e julgada antes de ser lançada no seu respectivo ponto de evolução (ou involução) dentro da grande espiral cósmica…

JP em 19.10.2021

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