O Sexo não é vida. É morte.

Mateus 19
…11 Mas Jesus ponderou-lhes: “Nem todos conseguem aceitar essa palavra; somente aqueles a quem tal capacidade é dada. 12 Pois há alguns eunucos que nasceram assim do ventre de suas mães; outros foram privados de seus órgãos reprodutores pelos homens; e há outros ainda que a si mesmos se fizeram celibatários, por causa do Reino dos céus. Quem for capaz de aceitar esse conceito, que o receba”. Jesus abençoa as crianças

Está chegando a hora em que essa geração perversa e adúltera será obrigada a encarar todas as verdades e medos ocultos.
Falam tanto em matrix do sistema, e mal sabem que o desejo sexual é a pior matrix que as acorrenta na matéria e na escravidão dos sentidos. Terão ouvidos para ouvir mas não ouvirão.

Antes da queda, o poder da humanidade era o mesmo que dos Anjos, como declara João, dizendo:

“No Principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus. E o Verbo era Deus.
Nele estava a VIDA, e a Vida era a luz dos homens”.

Depois da queda no pecado original (sexo) o espírito trouxe mudanças evolucionárias ao corpo do ser humano que passou a assumir natureza mortal corruptível, e essas mudanças evolucionárias é que aparelharam em nosso corpo, entre outras funções ajustadas, a natureza sexuada na forma de sua reprodução.

Assim sendo, a função sexual se tornou o mecanismo de reprodução da espécie humana, então, nivelada à mesma condição dos animais, porque perdeu a condição dos Anjos, imortais.

Todo mundo diz que o Sexo é Vida, e a mídia explora muito isso na sua venda altamente lucrativa de produtos (porque o sexo se tornou a grande fraqueza generalizada da humanidade, e seu ponto mais fraco, seu grande vício).
Mas isso não é verdade. Pelo menos à luz do espírito.
Só será verdade se interpretarmos tudo pela ótica carnal, onde sexo aparentemente é vida.

A verdade é que o sexo apenas replica a vida já existente em outras dimensões da existência. Se valesse essa regra, podemos dizer que o coração é vida, o sangue é vida, etc. A função sexual, como todas as outras funções vitais do corpo, não gera a vida, mas expressam um efeito de um poder vital oculto e anterior ao próprio corpo existente. Localizar no sexo a origem da vida é certamente uma concepção altamente materialista e superficial da questão em sua total complexidade. A causa da Vida é o Ser e a sua Palavra, alento, vibração e pulso espiritual.

Mas tudo o que vive e se reproduz no coração não são a Vida, e sim, os efeitos da Vida aplicados no corpo. As próprias células se duplicam de forma assexuada (mitose) assegurando o crescimento e renovação celular. E se as células se reproduzem de um modo não sexual em nosso corpo, não podemos aplicar ali a lei do sexo para explicar o fenômeno. Donde vem, então, a força da vida que faz uma célula se desdobrar?

Da alma, do espírito, da palavra e do alento do Ser que mora dentro do nosso corpo, desde o nosso nascimento, desde a nossa concepção no ventre materno. A mãe vai alimentar o embrião, é certo, mas esse embrião já se desenvolve sozinho, pelo poder do espírito construtor que haverá de habitar nele nove meses depois, quando o corpo estiver formado e pronto para nascer.

A sexualidade de nossos pais forneceu a matéria-prima, as células sexuais, que se fundem numa única célula, e a partir dela, o espírito inicia a construção do novo corpo.
Essas células sexuais, com toda a sua carga genética de herança, no entanto, não contém a vida. Apenas a matéria-prima da nova edificação da alma encarnante.

A biologia sexual é uma adaptação evolucionária que reproduz uma vida já existente, na dimensão da alma, e essa vida consciente pulsa, vibra, fala, respira, saturando as células orgânicas e o corpo por inteiro, e essa vida foi
a que condicionou a reprodução sexual conforme a evolução que nivelou a humanidade caída para baixo, à semelhança dos animais, não mais à semelhança dos deuses.

Sofremos uma mutação negativa, com limites impostos ao próprio DNA, atualmente defeituoso e cheio de falhas e doenças hereditárias assumidas por involuções sexuais ao longo do tempo (porque a sexualidade altera diretamente a genética humana ao longo das gerações e dos cruzamentos).

Porque não era assim antes da queda, quando éramos como Anjos e o Poder da Palavra divina era nosso, e com ele, criávamos qualquer coisa. Incluindo vida, vida consciente. O sexo biológico é uma sombra material de tudo isso.
Deus criou todas as coisas com o Poder do Verbo, Vibração, Cordas.

E todas as coisas foram polarizadas em seguida para gerar movimento e fluxo na Criação. E a grande realidade do sexo dos Anjos só pode ser compreendida no estágio mais elevado das Almas Gêmeas, que representam a polarização do próprio espírito em níveis tão elevados de existência nas dimensões infinitas que, comparado a tudo isso, o sexo realmente nem chega a ser uma sombra.

Porque somente eles podem dizer que conhecem o que seja amor. Aqui, na nossa condição, tudo o que nos move é desejo a serviço dos instintos, não do amor. Mas um desejo que facilmente se disfarça de amor.

Nota:
Por que eu coloquei a imagem do signo de Escorpião no tema?
Porque, conforme a astrologia hermética, este signo se relaciona com a casa VIII, que liga os temas sexo e morte num mesmo contexto.

O signo de Escorpião assinala exatamente o ponto de queda da humanidade, porque Libra significa o poente, o por do Sol, a descida do Espírito na matéria, ou mesmo a queda dos Anjos, espírito que se polarizou em sexos e comeu o “fruto proibido”.

Escorpião localiza os mistérios da morte atrelada à sexualidade e ao Kundalini, que, na imagem, é trabalhado por um discípulo solteiro (não casado) em posição de asceta, em meditação solitária, vencendo as agruras do corpo, da mente e do ego.

A criança segura o crânio: eis a dualidade nascer-morrer que nos prende a roda das reencarnações, que o discípulo pretende vencer no deserto das provações e purificações.

A palavra de Cristo no Evangelho, porém, lança uma prescrição: a de que este mandamento não era para todos, mas somente para aqueles a quem lhe fora destinado. E para os que não suportassem tal condição, que se casassem e gerassem filhos, para não caírem em ato de fornicação e adultério: isso constituiu a instituição do matrimônio e da família, segundo o velho testamento: Crescei e multiplicai-vos (a lei inferior da sexualidade após a queda d humanidade na geração animal mortal e corruptível).

Eis o graal que ele pretende beber, licor que não é servido em taças de sexualidade, pelo contrário, em taças de castidade. Eis a serpente tentadora de sempre, eis a águia vitoriosa voando no meio dos céus, gritando (a águia simboliza a Palavra nos mistérios).

Eis a serpente ascensionada, o Kundalini que tem relação com a vitória sobre a morte, e os místicos e ocultos processos de ressurreição.

Eis a chave oculta da ressurreição, depois que os portais da morte são vencidos quando a última tentação, que foi a primeira e a mesma tentação de sempre, o sexo, tiver sido superada pelo exercício mais rigoroso da vontade aplicada a mente.

Porque a mente controla a matéria e o pensamento de castidade deve dobrar o desejo.

Caso contrário, a criança vai brincar novamente com o seu próprio crânio em um novo berço amanhã, um amanhã que se curvará sobre si mesmo em outro crânio…
Porque, por incrível que pareça, e por mais paradoxal que isso seja, a força sexual em ação é justamente aquela que mata lentamente a raiz da árvore da vida tipificada no Kundalini.

A única morte capaz de dar vida eterna é a morte do ego.
A morte física em si mesma é a outra face da moeda escondida na sexualidade animal, e ela nunca deu vida eterna, apenas nos mantém presos à roda dos renascimentos. O Budismo tibetano clássico, paralelo aos mistérios do Evangelho, é repleto de referências sobre isso.

Existem outras relações envolvidas na análise da casa VIII, conjugando sexo e morte, por exemplo, análises psicológicas falando de envolvimentos profundos que transformam a individualidade dentro dos relacionamentos e suas partilhas, etc. Mas o sentido oculto mais profundo de Escorpião, que traz um veneno em sua natureza, é o de que esse veneno lhe acarreta a própria morte: o sentido da função sexual (o orgasmo é conhecido como “a pequena morte”)

Conclusão
Em plena era da informação digital globalizada, mais sabemos sobre um computador do que sobre os mistérios que carregamos em nosso corpo.
Esse é o paradoxo supremo.

JP em 11.02.2020

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