O mistério da Máscara de Chumbo: Enigma brasileiro envolvendo a NASA e avistamentos segue sem respostas

Quem matou e o que dois homens faziam em cima de um morro, usando máscaras de chumbo, em uma madrugada comum no Rio de Janeiro são perguntas que até hoje não foram respondidas.

Conhecido como “O mistério das Máscaras de Chumbo”, o caso da morte dos técnicos em eletrônica Miguel José Viana, de 34 anos, e Manuel Pereira da Cruz, de 32 anos, é marcado por muito mistério, hipóteses inusitadas e nunca foi devidamente esclarecido.

No dia 17 de agosto de 1966, os dois saíram de casa e disseram às famílias que iriam até São Paulo comprar um carro e equipamentos eletrônicos, mas nunca chegaram ao destino previsto.

Eles foram encontrados mortos no dia seguinte, no alto do Morro do Vintém, em Niterói. Os dois estavam vestidos com sobretudos, traziam em suas mãos estranhas máscaras de chumbo, usadas para manusear material radioativo, e carregavam o seguinte bilhete: “16,30hs está no local determinado 18,30hs ingerir cápsula, após efeito proteger metais aguardar sinal máscara”.

Os corpos não apresentavam marcas de violência e não era possível determinar a olho nu qual teria sido a causa das mortes. Eles foram levados ao Instituto Médico Legal de Niterói, no entanto, não foi realizado um exame toxicológico que pudesse comprovar se eles haviam ingerido alguma coisa. No laudo, dizia que a causa da morte era indeterminada e o caso nunca foi realmente esclarecido.

Entretanto, não faltaram teorias para explicar a estranha circunstância das mortes. A hipótese de que eles haviam sido mortos por extraterrestres foi levantada e despertou a atenção de vários ufólogos. Essa teoria ganhou ainda mais força quando uma dona de casa afirmou ter visto um estranho objeto com luzes vermelhas e laranjas sobrevoando o local no mesmo dia em que os dois homens morreram. Além disso, a polícia descobriu que eles estavam lendo livros sobre extraterrestres.

Uma outra teoria, considerada mais plausível, foi apresentada por um amigo das duas vítimas. Segundo ele, eles eram integrantes de uma seita religiosa científico-espiritualista e faziam uso de drogas psicotrópicas, que poderia tê-los levado à morte.

O fato é que nenhuma hipótese se comprovou e o caso continua um mistério até hoje. Na reconstituição que os investigadores fizeram dos passos de Miguel e Manuel, eles descobriram que os dois saíram de Campos levando uma quantia significativa de dinheiro, a qual não foi encontrada; visitaram uma loja de eletrônicos; compraram capas de chuva e entraram em um bar, próximo ao Morro do Vintém, onde compraram água e deram sinais de nervosismo, estando sempre atentos ao relógio. Depois disso, só foram vistos novamente quando seus corpos foram encontrados por um jovem que subiu no morro para empinar pipa.

A história inusitada ganhou as páginas dos jornais e despertou a curiosidade de muita gente, porém o crime nunca foi solucionado e até hoje o mistério continua rondando o caso das máscaras de chumbo.

Outras curiosidades sobre o caso:

  • Várias testemunhas afirmaram terem visto um objeto discoide no alto do Morro do Vintém;
  • Um morador local viu quando Miguel e Manoel chegaram ao Morro do Vintém (eles estavam em um jipe junto com outras duas pessoas, que nunca foram encontradas ou identificadas);
  • Élcio Correia Gomes era um amigo dos rapazes e os acompanhou até a rodoviária de Campos, onde havia o ônibus com destino à Niterói. O amigo foi preso, mas logo foi solto, pois não havia provas que o incriminassem;
  • Élcio era espírita e introduziu os dois amigos em estranhas experiências. Uma de suas experiências resultou em uma explosão na Praia de Atafona, no Rio de Janeiro;
  • Jacques Vallée, um homem que trabalhou para NASA, veio ao Brasil investigar o caso;
  •  Em 1997 Saulo Gomes, um repórter, foi ao morro para fazer uma matéria sobre o caso. Ele e sua equipe constataram que ainda não havia crescido nenhum tipo de vegetação no local onde tudo aconteceu;
  • Os corpos de Miguel e Manoel passaram três dias e três noites, sob chuva e sol forte, mesmo assim não foram atacados por ratos, urubus, ou qualquer outro animal.

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