Nuvem de gafanhotos continua parada na Argentina

A gigantesca nuvem de milhões de gafanhotos continua parada na região de Curuzú Cuatiá, na província de Corrientes, no norte da Argentina, a apenas a 150 quilômetros da fronteira com o Brasil. Todos os esforços para conter a praga permanecem e as ações envolvendo o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (SENASA) começam a dar resultado já que a população de gafanhotos apresentou uma diminuição neste fim de semana.

Nuvem de gafanhotos continua na região da província de Corrientes, na Argentina. Ações conjuntas permanecem na tentativa de combater a praga. Crédito: Imagem de divulgação/SENASA.  Nuvem de gafanhotos continua na região da província de Corrientes, na Argentina. Ações conjuntas permanecem na tentativa de combater a praga. Crédito: Imagem de divulgação/SENASA.

Os milhões de gafanhotos começaram a migrar de Assunção, no Paraguai no final de maio e chegaram a Corrientes, no norte da Argentina no dia 23 de junho. Lavouras inteiras de milho, mandioca e girassol já foram destruídas pelos gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata.

Os pesquisadores explicam que os insetos possuem características migratórias e a presença da praga pode estar associada ao clima quente e seco, além da falta de predadores naturais.

Técnicos da SENASA trabalham em conjunto com o Instituto Nacional de Tecnologia e Agropecuária (INTA) e os produtores com um monitoramento constante da região e controles apropriados com pulverizações aéreas, que estão ajudando a reduzir o número de gafanhotos, embora o tamanho da população ainda seja considerado alto e prejudicial às lavouras.

O intervalo de tempo em que os tratamentos contra a praga são feitos é curto. Os gafanhotos possuem uma grande capacidade de voo e se movem ao longo do dia. Geralmente se acomodam entre a tarde a noite, com pouca visibilidade, explicam os técnicos da SENASA.

Com a ajuda dos ventos, a extensa nuvem de gafanhotos pode caminhar até 150 quilômetros num único dia e atravessar de província outra em poucas horas.

Pulverizações aéreas estão sendo realizadas em propriedades na região de Corrientes. A SENASA informou que as ações começaram a dar resultado no fim de semana. Crédito: Imagem divulgadas pelo twitter @SenasaAr Pulverizações aéreas estão sendo realizadas em propriedades na região de Corrientes. A SENASA informou que as ações começaram a dar resultado no fim de semana. Crédito: Imagem divulgadas pelo twitter @SenasaAr

Gafanhotos podem não avançar sobre o Brasil
Uma mudança nas condições do tempo no final da semana com o retorno da chuva e a diminuição das temperaturas no Sul do Brasil pode frear o avanço dos gafanhotos sobre território brasileiro. A nuvem ainda está em Corrientes, na Argentina e sendo combatida.

Segundo a SENASA o controle precoce da praga é feito ao longo do ano em grande parte da Argentina a fim de evitar surtos populacionais do gafanhoto da América do Sul. O trabalho em conjunto com a Bolívia e o Paraguai é fundamental para não receber novas invasões que vem acontecendo nos últimos anos, afirmam os especialistas.

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Acaso, sorte ou destino?
Como funciona a Natureza?
Enquanto a nuvem de gafanhotos devorou plantações inteiras em outros países, e nações irmãs do Brasil, o clima e os ventos seguem “ajudando” o nosso território, ao menos por enquanto.


Na sua opinião, se isso acontecer (ou não), uma mudança de ventos e clima que finalmente abram as portas (ou não) para essas pragas voando em nuvens entrarem em nosso país, será por qual motivo?
Azar? Sorte? Destino?

Na sua consciência, é justo que tantos povos sofram, tantas pessoas morram, enquanto outras continuem vivas somente para celebrar o materialismo e o consumismo da vida?
Já parou para pensar que as nuvens de vorazes gafanhotos, dentro do conjunto de pragas bíblicas, não estão justamente representando a moderna sociedade de consumo, que, como nuvem, devora a tudo por onde passa sem deixar nada de pé?

A Natureza fala, a natureza berra.
Mas o homem continua surdo.

JP em 29.06.2020

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