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Girando pelo conhecimento 19

Mais assinaturas 888 na Cabala – a família sagrada

Acompanhem:

ILD, no hebraico, significa “criança”, e também, verbo, “gerar”, conceber, nascer.
Seu valor é 44.

Os termos AB e AM significam, respectivamente, Pai e Mãe, e seu valor, somados, fica
AB + AM = 3 + 41 = 44

Ou seja, Pai + Mãe = Criança, gerar, conceber.

Enquanto isso, o termo BNI (Beni), plural de Ben, significa FILHOS, e seu valor é 62.

Pai/Mãe vale 44 (soma 8) ILD (criança) vale 44 (soma 8)
Beni (filhos) vale 62 (soma 8*)

Temos 888, e sendo o oitavo céu a dimensão das estrelas, eis que esta simples equação cabalística fala ds filhos não da carne, mas do espírito, chamados Beni Elohim ou filhos de Deus, ou simplesmente ANJOS, nascidos não para morrer neste mundo, mas para reluzir na eternidade na forma de estrelas que são.

Inclusive, no sistema do alfabeto grego, o nome IESOUS (Jesus) vale exatamente 888, contrastando com o número do Anticristo, 666, a sua antítese espiritual.

Números e letras ao lado de símbolos compondo as grandes verdades ocultas da ciência espiritual dos filhos de Deus, , geração perene de Deus Pai e Deus Mãe.

Invocações
A Montanha de Deus

ZION é a Casa de Deus, a Israel celestial, a Nação dos Anjos, a Cidade dos Filhos do Altíssimo.

Subir a Montanha de Elohim até o trono de YHWH, eis o percurso dos profetas, eis a romaria dos santos, a peregrinação dos sábios, a jornada das almas renascidas na luz.

E a luz atrai a luz.
Maiores luzes nas dimensões do Espírito circulam nas nove camadas da Montanha Sagrada que alcançam a Coroa Suprema.

Israel, este nome, no hebraico, significa algo como
“aqueles que se fazem fortes em Deus”.

Então, essa Montanha não abriga os fracos, os covardes, os indecisos. os impuros, os materialistas, os devassos ou os egoístas.

Ela é a própria seleção espiritual em ação, tragando para si todos os espíritos guerreiros da Verdade pela qual lutam na Eternidade dos tempos sem fim.

ELOHIM é Deus, Elohim é o Universo, é a soma, o corpo e a alma coletiva, a Voz, o Verbo, o Primeiro Mistério, e YHWH é a sua cabeça coroada pela Luz infinita.

A geometria espiritual da vida

Da raiz a fruto, da semente à vida plena, da ideia à forma, tudo segue e sempre seguirá uma matriz mental criada, que faz parte do idioma do próprio universo, e o que estudamos nas simbologias antigas são fragmentos desse grande universo padronizado, onde a geometria cumpre importante papel de lei reguladora, proporção divina, métrica e medida que o espírito onisciente elegeu para criar tudo o que existe.

Infelizmente, estamos vivendo num mundo que desvaloriza cada vez mais tudo isso ao mesmo tempo que aplaude e fomenta a quebra de regras, padrões e medidas de proporção, cultuando o feio, o desarmonioso, o desagradável, o rude, animalesco e grosseiro sob os rótulos da tal “diversidade”, os quais, na grande maioria, estão apenas tentando injetar os valores do Inferno nas mentes adormecidas.

Quem viu o filme NEFARIOUS, sabe como funciona o modus operandi do Inferno. O belo é uma das principais características da Criação assinada por Deus. A perda da beleza, da natureza das coisas, da simplicidade dos atos e palavras, colocando em seu lugar uma sofisticação cheia de podridão moral, são estratégias do Inimigo Oculto para envenenar a alma como puder, e com isso, reforçando nela o pecado “consciente” e preferido por escolha própria, cancelar de vez a comunhão com o Pai.

Se a árvore da vida cresce da semente ao fruto, e da raiz à copa, é porque ela segue a programação da Inteligência infinita que criou a vida e pensou em cada detalhe ao redor da semente: terra, luz, calor, água, chuva, ventos e estações.

Se olharmos para a Natureza destruída, violada, impura e manchada, saberemos que essa mesma tática de aniquilação está sendo direcionada aos corpos e mentes humanas para atingir suas almas imortais. Mas o fato de se carregar uma alma imortal não livrará ninguém da punição por tantas transgressões.

A Lei é para todos, toda vida, toda consciência.
Sem exceção.

A equação espiritual do amor

Os valores das palavras AMOR + UM = YHWH
(o Espírito de Deus) permitem, segundo a Cabala, sintetizar todos estes conceitos sobre o papel do amor na reconstrução individual.

Guematria (da palavra grega geometria) refere-se a um processo pelo qual valores numéricos são atribuídos às letras do alfabeto hebraico.

A Cabala trata deste instrumento e de outros numa doutrina mais ampla que procura retirar os véus da Escritura hebraica, revelando aquela luz que foi ocultada do mundo profano.

O Amor é a Luz do Mundo.

O caduceu humano

O caduceu de Mercúrio existe e sempre existiu dentro de nós antes de posar para qualquer símbolo que hoje se tornou emblema da Medicina.

Isso quer dizer que toda cura começa a partir da autocura, que acontece quando sabemos manejar as forças internas que circulam nesse sistema nervoso e vital integrados que, então, o caduceu representa e sempre representou, fazendo de nós os próprios médicos de nossas doenças quando conquistamos a arte da transmutação interna das energias vitais combinadas com as correntes nervosas polarizadas e seus centros de expressão (chakras).

As técnicas, sempre temos estudado por aqui, e elas se resumem em bons hábitos alimentares, físicos e mentais combinados com disciplinas comuns da Ioga, por exemplo, posturas adequadas, controle da respiração e visualização consciente.

Além das chaves da Astrologia harmônica, que fazem as notas internas subirem conforme a escala musical natural, alcançando a nota final de abertura de consciência (Si, cor roxa, chakra coronário).

Mas são procedimentos que precisam de regularidade e tempo de prática, apresentando resultados positivos ao longo de uma vida dedicada de trabalhos internos.

Não é tentar uma ou duas vezes, e vendo que nada aconteceu, desistir na terceira vez.

Quem busca soluções rápidas para doenças ou outros problemas de raízes profundas, pode até estar pagando caro por ilusões de consumo.

Rezar e orar são coisas diferentes?

Em absoluto.
Porém, certas divergências dos protestantes em relação aos católicos colocou cisma nessa questão, tornando-a alvo de debates infundados.

Antes de mais nada, vejamos a origem dos termos.

REZAR
Do Latim RECITARE, “declamar, recitar, dizer em voz alta”, de RE, “de novo”, mais CITARE, “citar, conclamar”.

ORAR
Ela vem de “orar”, que vem do Latim ORARE, de OS, “boca”, de uma base Indoeuropeia OR-, “pronunciar uma fórmula ritual”.

Inicialmente significava “falar”, depois adquiriu particularmente o sentido “falar em público, discursar”.

Daí vêm nossas palavras “oratória” e “orador”, bem como o verbo “orar”.

Com o advento do Cristianismo, passou a ter também o significado de “falar à divindade, rogar”.

Enfim, do ponto de vista linguístico, são sinônimos.
Nenhuma diferença.
Rezar, recitar, orar, discursar.

O fato é que ambas assumem, dentro do contexto religioso, uma conotação espiritual, quando as palavras declaradas e recitadas são dirigidas a Deus ou outra entidade espiritual, distante, invisível.

E como Deus não ouve o som das palavras, o próprio sentido do “discurso” é alterado aqui, quando então passa a significar mais o SOM DAS INTENÇÕES DO QUE DAS PALAVRAS propriamente ditas.

O que nos leva à melhor definições de todas:
“Deus não escuta palavras.
Deus escuta o coração”.

Vigiai e orai, dizia Cristo.
Vigiar é se fazer consciente.
Orar é manter a comunhão com o Pai.

Muitas vezes, essa comunhão é mais forte em ações silenciosas do que em discursos vazios.

Rezar e orar falam, portanto, de recitações verbais.
Mas ESTAR em Deus fala mais de ações presentes.

A caridade é uma oração sem palavras.
Ações de obediência e amor são declarações da alma.

Se a sua oração tem conteúdo, e se ela consegue estabelecer a sua presença diante do Pai, então ela será ouvida. Porque estará Nele a partir da primeira intenção enviada pelo coração.

Ações boas e justas são as melhores palavras da alma. Se elas existirem na nossa vida, então as palavras da boca serão o seu eco na presença de Deus.

Flor da Vida e expansão da energia vital

Compasso e esquadro traçaram o círculo e o raio.
Ou a Vesica Piscis, dois circulos idênticos e cruzando um o centro de gravidade do outro.

São os modelos de DUALIDADE CONSTRUTORA da Flor da Vida, que é a matriz do Hexagrama e o sagrado SEIS da Criação (os Seis Dias de Deus que, na Terra, equivalem a seis milênios que fecharam já a sua contagem mais ou menos na beirada do ano 2000, o que justifica, além de outros calendários comparados, o fim do ciclo e tudo o que acontece hoje em dia).

Mas além de tudo isso, esse diagrama da flor da vida expansiva representa a própria escala da energia vital em processo de expansão, por exemplo, quando uma vida é gerada.

Semente que brota na terra, embrião que cresce no útero materno e até ideia que você alimenta nos pensamentos.

Transporte essa imagem exata para a sua mente.
E imagine você durante uma prática qualquer.
Conforme respira, mantraliza, ora e mentaliza sua meta espiritual, sua mente vai expandindo a cota de energia no mesmo ritmo desta geometria expressa.

Aquela ESFERA DE LUZ que, então, preenche nosso crânio e cérebro, iluminando o caminho astral, está materializada pela mesma geometria expansiva, na regra matemática do seis.

Inicio, ponto de partida
Dualidade
Seis
Seis vezes Seis
Seis vezes Seis vezes Seis
e assim por diante.

O Espírito Dual criou o Seis.
E o Seis se expandiu, gerando VIDA.

Dois e Seis temos 26, o número do Nome sagrado,
YHWH.

2
6
(26)
6×6 = 36
6x6x6 = 216
6x6x6x6 = 1296
etc

Reparem como os valores sempre terminam em 6.
É como se a impressão digital da Criação (o Hexagrama) permanecesse em tudo.
Como a própria assinatura da flor da vida, em tudo o que vive, respira, cresce e morre à luz do Sol.

Que também é uma flor da vida energética do Cosmos, como todo o resto.

Uma poderosa mandala temos aqui!

Dualidade Shiva-Shakti

De acordo com o Tantra, Shiva representa a consciência cósmica sem forma, não manifesta. Enquanto Shakti representa a energia, formada, manifesta.

Shakti é a energia não apenas restrita ao cosmos, mas também presente em cada indivíduo. Assim como Shiva é a consciência suprema que permeia cada indivíduo e todo o cosmos. A união de Shiva e Shakti é o caminho para conhecer a realidade.

Shakti é considerada como o poder que manifesta o potencial contido na consciência. É responsável por criar as variadas formas manifestas no universo, ou seja, ela é a criadora dos humanos, dos objetos, das coisas, dos planetas, das árvores, etc.

Nas tradições do hinduísmo e budismo é ensinado que através de Shakti, Shiva pode experimentar a si mesmo.

Shiva é o princípio da imutabilidade e Shakti é o princípio da mudança.

Na filosofia tântrica, haja uma contradição ou paradoxo em jogo. Ainda que Shiva e Shakti tenham recebido atributos diferentes, eles ainda são considerados iguais.

O mutável e o imutável são componentes do mesmo, entendendo que esta é a união perfeita, a dissolução da dualidade. O objetivo do tantra e do yoga é a dissolução da dualidade.

Essa indiferença entre energia e consciência, Shiva e Shakti, é percebida em estados superiores de consciência – quando uma pessoa avançou em sua sadhana (prática espiritual) de yoga ou tantra.

Shakti (energia) quando unida a Shiva (consciência cósmica) é chamada de Parabhrahman, o Absoluto. A energia pode ser alimentada e guiada pela consciência, mas a própria consciência não pode se expressar sem energia.

Portanto, no Tantra, Shakti é um meio indispensável para se fundir com a consciência, para alcançar Shiva. Uma experiência suprema e divina ocorre com a união de Shiva e Shakti. Pode ser expressa como o estado de Nirvana, Samadhi ou Unidade Perfeita.

Este estado é frequentemente representado simbolicamente como Shiva e Shakti se abraçando fortemente, de forma que eles não estão mais separados. Este é o abraço divino.

Tudo isso repete a alquimia clássica, Sol e Lua, ou a Grande Obra materializada pela união do enxofre (fogo) e do mercúrio (água).

Cada doutrina espiritual do passado expressou essa mesma alquimia de variadas maneiras, e podemos ainda mencionar os pontos fundamentais do Taoísmo oriental.

É o abraço da dualidade, é a fusão do Espírito Santo, é a Unidade de YHWH em si, por si e para si.

TANTRA, no sânscrito, significa TECER, URDIR.
O fio da vida começa na união dos sexos.

Mas Shiva e Shakti, polaridade do Espírito Santo em nós, tem seus terminais de poder reconhecidos.

E quando reunidos de forma consciente, eles começam a tecer um novo destino em nossa vida a partir da nova energia de consciência fabricada.

Shakti está na base, é a força instintiva motriz da vida, e se relaciona ao próprio kundalini, núcleo das forças primordiais da energia vital, enquanto Shiva tem morada na cabeça, no cérebro, templo da consciência.

Sua união é também representada pela águia devorando a serpente, símbolo nacional do México e com profundas raízes na doutrina da serpente emplumada daquela e de outras nações pré-colombianas.

Não se trata de uma conotação sexual (muitos atribuem erradamente ao Tantra uma via de magia sexual).

Mas o caminho fundamental do Tantra é aquele que nos ensina a reunir todas as nossas dualidades internas, energéticas e psíquicas, para então prepararmos a nossa alma ao estado superior que nos conduzirá ao renascimento interno.

Porque o Templo finalmente foi erguido, no mesmo dia em que descobrimos a identidade do Arquiteto em nós.

O que nos leva para o argumento do compasso e do esquadro da maçonaria templária.

Outra dualidade integrada.

Como as duas serpentes do caduceu de mercúrio, uma solar e ativa, outra lunar e passiva.

Aliás, o Espírito Santo é retratado na Bíblia de igual maneira, dualista. O próprio arco-iris, seu símbolo, mostra um arco com duas extremidades tocando a terra, enquanto outra se eleva ao céu em sete cores (os sete dons do Espírito Santo trocados entre as polaridades em movimento, da Terra ao céu).

O belo da sabedoria divina é contemplar todos estes conhecimentos antigos em harmonia, retirando para nós a ciência espiritual prática a ser aplicada na vida.

A prata como amplificadora do campo dos chakras

A prata é um metal místico por excelência, e em questão de sensibilidade, seu poder é ainda maior que o ouro, o grande rei dos metais nobres.

Na relação com os sete metais e os sete astros planetários, a prata recebe a regência da Lua.

Lua – PRATA
Mercúrio – Mercúrio
Vênus – Cobre
Sol – Ouro
Marte – Ferro
Júpiter – Estanho
Saturno – Chumbo

Entre os metais condutores, a prata é o que melhor conduz eletricidade e campos eletromagnéticos.

Sabemos que discretas correntes de eletricidade nervosa percorrem nosso corpo inteiro, e os vórtices (chakras) concentram esse tipo de energia.

Mais do que cristais, se você usar objetos de prata limpa nos pontos sensíveis, como umbigo, coração, a testa, irá amplificar muito o vórtice eletromagnético dos mesmos chakras.

Mas a prata tem que estar limpa, já que oxidação reduz essa condutividade.

A prata se torna como um espelho amplificador dos sinais eletromagnéticos, e se você colocar um objeto de prata na testa, por exemplo, poderá amplificar o chakra da terceira visão, e obter aumento do poder de vidência (clarividência).

Se puder arranjar medalhas grandes de prata com maior área de contato, será o ideal. Quanto maior a área de contato, mais intensa será a ativação.

Moedas de prata, mesmo as antigas, costumam ter baixo teor de prata. O ideal são medalhas de teor mais elevado, definido entre 925 e 950.

Evite peças de aço, porque o aço (liga) também tem, como outras ligas, baixo índice de condutividade eletromagnética.

A prata pura da Lua servirá de espelho refletor da luz astral na mente e no coração, além de ser um metal com poder de nos purificar (ela oxida ao absorver impurezas expelidas na pele).

Funciona assim como um metal purificador do corpo vital.

Em antigas civilizações, o uso de joias em prata indicava posição social elevada e status, além da crença de que a prata poderia afastar energias ruins e ainda promover a cura. Ou seja, acreditava-se que as joias em prata tinham um poder maior até mesmo que as joias de ouro.

A mesma tradição que defende que um lobisomem só cai morto abatido com uma bala de prata.

O nosso maior inimigo

O bem e o mal estão dentro de nós, muito mais do que fora de nós, e conforme essas forças se articulam em nosso campo mental, batalhando pelo monopólio do poder, isso é o que iremos atrair do lado de fora das nossas vidas.

Um ponto fundamental a se conhecer, cartilha do autoconhecimento, é que, com a queda, a humanidade criou uma dualidade interna terrível, composta pelo espírito original, puro em essência, e o ego ou demônios internos que nos fizeram cair na roda do karma, da dor e da morte, prisioneiros dos ciclos reencarnatórios que somos.

Eliminar o ego é algo cada vez mais impossível dentro desta nova era que cultua o próprio ego e faz da vitimização a sua estratégia de defesa.

Mas como ensinava Jesus Cristo, se o grão não morre, o trigo não nasce. Se o mal em nós não morrer, o bem nunca se manifestará com o poder desejado.

Somos todos seres bipolares diante dessa situação.
E aquilo que a minha consciência diz ser o certo a se fazer, o meu ego tenebroso se opõe.
E aquilo que a minha consciência diz ser o errado a se fazer, o meu ego tenebroso estimula.

De nada vai adiantar o ser humano continuar culpando a Deus, ao governo, ao presidente e ao vizinho por suas misérias internas.

A partir do momento que a sua consciência foi amotinada pela legião, e a alma caiu prostrada em terra, de quatro, dominada por estas forças opostas em seu pensamento, tudo irá de mal a pior.

Porque essa mesma legião está acampada em volta do nosso coração para nos impedir SEMPRE aquela comunhão plena com o Pai, comunhão essa que está sendo intermediada por Jesus Cristo.

E de nada adianta ficar nutrindo filosofias baratas de autoafirmação em redes sociais, enquanto você permitir-se conviver com essa dualidade anjo-demônio sem nada fazer, lutar, curar, assumir o erro, continuará enganando a si mesmo.

Porque o Universo já sabe que você está enganado faz um tempão, e tenta lhe avisar de todas as formas.

Mas você prefere continuar fazendo o papel de cego e surdo, tudo porque a verdade lhe dói na alma.

E nem todos preferem encarar essa dor, nem que ela quebre as verdadeiras algemas da sua prisão eterna nas trevas.

Enfim, cada um merece exatamente aquilo pelo que se dispôs a lutar na vida.

Sem luta, sem vitória.
Sem sacrifício, sem glória.
Sem morte interior, sem vida real,
apenas um monte de ilusões que serão deixadas para trás no dia do pó, essas mesmas ilusões pelas quais os mortos-vivos morrem e matam para conquistar.

O nosso maior inimigo é esse ego que eclipsou o Sol da consciência, nos mantendo em permanente estado de ignorância e ilusão.

Salomão e Shekinah, o par sagrado

Salomão foi um dos maiores reis de Israel, que subiu ao trono durante a época mais abastada e gloriosa daquele país. Conhecido pela sua grande sabedoria, elevou Israel ao poder e ganhou o respeito de muitas nações.

Shekinah é uma palavra hebraica que significa “habitação” ou “presença de Deus”.

Ela é considerada, simbolicamente, como sendo a esposa do próprio Deus. E se a Terra é a grande morada da vida, e se a fonte da vida é Deus, eis que a relação entre ambos também se interpreta aqui.

O nome Salomão vem de Shalom, e significa “pacífico”.

Na Cabala, Shekinah e Salomão têm o mesmo valor numérico:

ShKNH = 375
ShLMH = 375

Além disso, Salomão foi o construtor do primeiro templo de Israel, por ordem e inspiração de Deus, enquanto Shekinah representa justamente isso, o templo, a morada, a habitação de Deus na Terra.

Existe mais um paralelo aqui: a Rainha de Sabá.

De acordo com a Torá e o Antigo Testamento, a rainha da terra de Sabá (cujo nome não é mencionado) teria ouvido sobre a grande sabedoria do rei Salomão de Israel, e viajado até ele com presentes de especiarias, ouro, pedras preciosas, e belas madeiras, pretendendo testá-lo com suas perguntas, como está registrado no Primeiro Livro de Reis (10:1-13) (relato copiado posteriormente no Segundo Livro de Crônicas, 9:1-12).

O relato prossegue apontando a rainha como maravilhada pela grande sabedoria e riqueza do rei Salomão. Salomão respondeu, por sua vez, com presentes e “tudo o que ela desejou”, após o qual a rainha retornou ao seu país.

O nome Sabá (ShBA) é similar àqueles anteriores, e a rainha reforça essa ilustração cabalística do par sagrado, quando o masculino representa a força vital criadora (solar) e o feminino, a habitação do espírito (lunar), afinal, se o pai fecunda, a mãe é quem constrói o templo interno de toda alma que nasce nesse mundo.

Ambos trabalham em unidade de amor e sabedoria.

Aliás, Shalomon e Shekiná tem a mesma sonoridade, no prefixo dos nomes, do casal Shiva-Shakti, as duas faces do Espírito Santo construtores de toda a vida.

Códigos geométricos da arte e da vida

Comparação entre padrões de cimática gerados pela voz humana com artes sacras, calendários de civilizações antigas, a estrutura de um acelerador de partículas (LHC) e a geometria (projeção ortogonal) das hélices do DNA.

A cimática trata da relação entre fontes sonoras e a produção de imagens harmônicas em meios de propagação.

A ciência moderna nos permite constatar que toda matéria e energia no universo está em um perpétuo estado de vibração.

Todo o universo visível e invisível, físico e mental, é constituído por vibrações. Absolutamente tudo à nossa volta, e até mesmo no nosso próprio corpo, está constantemente vibrando e emitindo sons específicos.

Reparem na geometria sonora das cinco vogais, porque elas ajudam a compreender o porque dos mantrans aplicados sobre os chakras ajudarem a alinhar e regular seus vórtices de forma harmônica.

Sua atuação não se restringe aos chakras, mas também aos padrões vibracionais do nosso código genético ou DNA, o nosso particular livro da vida.

São geometrias que o som produz, harmonizando as energias nervosas circulantes em nosso corpo e tecidos nervosos.

A arte reproduziu todos estes mistérios da geometria harmônica em toda parte, especialmente nos templos e grandes catedrais, que são, todos eles, leituras do nosso próprio corpo-templo a ser edificado para que Deus finalmente habite nele.

A arte das mandalas é, na verdade, a reprodução das energias harmônicas da vida, em nós e ao redor, em tudo o que existe e pelo SOM foi criado.

A geometria da onda e a alquimia dos contrários

A soma de ambos os planos, o de propagação da onda elétrica, representada pela função seno, com o de propagação da onda magnética, representada pela função cosseno, é expressa por uma hélice/espiral 3D e por um círculo em rotação, representando a propagação da onda eletromagnética através do espaço-tempo na resultante final dos dois campos, elétrico e magnético.

Podemos interpretar essa geometria da onda em outra entidade em movimento, a entidade da vida, fluindo entre dois campos, o material e o espiritual, perpendiculares entre si e a resultante final significa o equilíbrio perfeito entre o aspecto material e o espiritual da vida, ou corpo e mente que, mesmo atuando em campos diferentes, coexistem num mesmo impulso para frente e para cima na espiral cósmica.

Quando corpo e mente entram em conflito, quando a matéria e o espírito se desencontram, é quando acontece o colapso da onda da vida, que se torna estagnada e estancada em seu curso evolutivo.

A matéria é a vestimenta do espírito, e viver em harmonia com a vestimenta é um dos aspectos mais importantes da coexistência pacífica e sem conflitos entre o corpo e a mente.

A onda da vida flui em dois campos distintos, material e espiritual, físico e psicológico.

A integração com o Cosmos começa quando aprendemos a integrar os contrários em nós mesmos. É a alquimia a ser aprendida na escola da vida.

Os instrumentos da magia

Geralmente, os magos são retratados com dois instrumentos essenciais: o chapéu mágico e o bastão, varinha ou cajado.

Nota-se aqui duas representações de poder: o poder vital e o poder mental.

O poder vital está representado na varinha ou cajado, que simboliza a coluna vertebral onde se encontram todos os nossos sete pontos de poder, enquanto o chapéu mágico representa o vaso mental, central de controle do mago sobre estes sete pontos.

O fluxo de energia vital que circula na espinha dorsal é atraido naturalmente para a sede de controle no cérebro, mas o mago trabalha para amplificar esse laço num domínio que chega a ser capaz de interagir com a matéria e a energia dos ambientes.

Em escala reduzida, todos nós realizamos atos de magia quando, de alguma forma, mudamos situações externas através do nosso pensamento concentrado e vontade controlada.

Mas em escala amplificada, o mago é capaz de interagir visivelmente com a natureza, os elementos e as forças naturais, e também com pessoas e criaturas vivas, já que tudo flui no universo para ele como energias mentais com as quais ele entra em contato.

O mago sabe ler e interpretar a mente viva da natureza e falar com ela em todos os idiomas.

Eis o dom maior do seu chapéu mágico.

JP em 03.11.2023

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