Gafanhotos começaram atacar lavouras no interior Gaúcho

Focos são observados em municípios do Noroeste gaúcho após insetos terem cruzado a fronteira

Se não bastasse a estiagem, com o alívio da chuva do fim de novembro e prevista para este começo de dezembro, agora os gafanhotos. Os insetos cruzaram a fronteira e já atacam lavouras no Noroeste do Rio Grande do Sul, mostram relatos e vídeos de produtores e da imprensa da região. 

Agricultores relatam terem avistado focos de gafanhotos atacando lavouras de soja em Santo Augusto e São Valério do Sul, segundo o jornal Alto Uruguai. Os registros foram feitos nas localidades de Pinhalzinho e São Bento, em São Valério do Sul, e Santo Antônio e São Valentim, no interior de Santo Augusto.

A Inspetoria Veterinária de Santo Augusto informou que foi notificada e acionou o Departamento de Produção Vegetal do governo do estado. A partir do diagnóstico, os dados serão enviados para conhecimento da Secretaria Estadual da Agricultura a fim de avaliar as medidas a serem adotadas. 

Os gafanhotos são da espécie Chromacris speciosa, que têm se alimentado de mata nativa, plantas daninhas e erva-mate no lado argentino, mas têm baixa mobilidade e não são tão vorazes e numerosos, diferentemente da espécie de insetos que há quatro meses se movimentavam rapidamente e ameaçavam invadir em massa as plantações gaúchas.  O tempo muito seco e quente das últimas semanas favoreceu o foco em Misiones, onde já atacaram em anos anteriores.

Em junho, uma nuvem de gafanhotos muito agressivos se aproximou do Oeste gaúcho, mas foi dizimada nas províncias argentinas de Corrientes e Entre Rios. Desde então os focos de gafanhotos se concentravam no Norte do país a uma grande distância do Sul do Brasil, o que explica o tema ter saído do noticiário regular. 
MetSul
*********************

Leia também  Assuntos 8

Apocalipse 9

Instabilidades climáticas desequilibram a natureza, que por sua vez se torna matriz negativa, favorecendo a multiplicação de todo tipo de praga e doença que se adaptaram e seguem se adaptando às condições ambientais extremas.

E como a psicologia humana interage profundamente com as energias do ambiente, a partir do momento em que estas energias se tornam tão instáveis e extremas, cada vez mais distantes de um eixo de equilíbrio natural, veremos na mesma proporção a reação das massas inflamadas pelos aspectos extremos das energias.

JP em 05.12.2020

Comentários
Compartilhar