Estrondos misteriosos em Santa Catarina

Crop circle de 2014 em Santa Catarina, Ipuaçu

Muitas pessoas nos reportaram terem ouvido sons misteriosos e não rastreáveis nos céus de Santa Catarina no final da tarde desta quinta-feira (09/07). Sons que foram comparados por alguns seguidores como uma explosão. Mas esses sons estranhos não são exclusivos dos catarinenses, nem dos brasileiros. Esses sons são ouvidos em várias partes do mundo desde de 1970 e por 2 à 10% da população (Deming, 2004).

Esses sons são quase que exclusivamente de baixa frequência, às vezes parecendo um estrondo ou até mesmo como um trompete, e não apresentam uma fonte detectável – parece estar vindo de todos os lugares. As explicações para esses fenômenos sonoros são vários.

De fato, esses estranhos ruídos podem ser facilmente mal interpretados, no sentido de que muitas cidades possuem inúmeras fontes sonoras de baixa frequência, tais como: trens, máquinas industriais em geral, bombas de sucção, grandes chaminés (tenho certeza que você já assoprou uma garrafa de água só pra ouvir o “whoooooooooom”), equipamentos de refrigeração de grandes armazéns, obras em rodovias onde é necessário a explosão de rochas, entre outras fontes sonoras “operadas” por humanos.

Esses sons podem viajar por milhares de quilômetros sobre uma superfície de água (Oceanos, lagos) e centenas de quilômetros sobre a superfície terrestre. Então, sons de baixa frequência gerados pelos humanos em uma cidade podem sim ser ouvidas nas cidades vizinhas, podendo se deslocar mais para um lado do que para o outro considerando o deslocamento das massas de ar na região.

Sons que se assemelham a trovoadas, podem ser realmente causados por tempestades ocorrendo a centenas de quilômetros de distância.

Vale ressaltar que há muitos sons inaudíveis para os humanos espalhados ai pelos céus. Nós conseguimos ouvir sons com frequência entre 20 e 20.000 Hz, ou seja, sons muito graves (<20 Hz) ou muito agudos (>20.000) não pode ser ouvidos por nós humanos. Muitas fontes sonoras industriais, vamos chamar assim, podem gerar sons abaixo da frequência audível para nós, mas durante sua viajem pelo ar, esse som pode sofrer aumento ou decréscimo de frequência e entrar na faixa audível. Outras explicações podem ser os fenômenos naturais.

Sabe-se que as partículas carregadas do vento solar pode romper as linhas de campo magnético e entrar em nossa atmosfera, causando as auroras. Mas estudos mostraram que esse mesmo vento solar pode “espremer” a nossa atmosfera a causar deslocamento de massas de ar em níveis superiores – é como o deslocamento de ar de uma bexiga que não foi totalmente cheia e sai voando por aí.

Além disso, grandes icebergs se desprendendo da Antártica podem causar sons de baixíssima frequência que viajam até nós pelo Oceano. Criosismos, que são terremotos em plataformas de gelo ou terrenos encharcados em que a água congela à grande profundidade. À medida que a água é drenada para o solo, ela pode congelar e expandir sob temperaturas mais frias. Esse congelamento causa estresse, que vai aumentando até ser aliviado de forma explosiva (Battaglia, S. M. & Changnon, D., 2016).

Por fim, esses sons ouvidos em Santa Catarina nessa semana podem ter várias explicações que vai depender de como é esse som, se parece com outros sons já registrados mundialmente ou se é algo local causado por ação humana.

A hipótese mais aceitável no momento é que tenha ocorrido alguma explosão nas obras do Contorno Rodoviário de Florianópolis ou que tenha sido a onda de choque de algum meteoro.

Fontes:

Deming, David. “The Hum: An Anomalous Sound Heard Around the World”. Journal of Scientific Exploration, Vol. 18, No. 4, pp. 571–595, 2004

Battaglia, Steven M.; Changnon, David (2016-01-02). “Frost Quakes: Forecasting the Unanticipated Clatter”. Weatherwise. 69 (1): 20–27. doi:10.1080/00431672.2015.1109984. ISSN0043-1672.

(Conexão Geoclima)

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Foi em Santa Catarina que os maiores estragos do último ciclone-bomba aconteceram, entre os dias 30 de junho e primeiro de julho.
Foi em Santa Catarina que os crops circles brasileiros começaram, no dia 9 de novembro de 2008, geralmente na cidade de Ipuaçu, e perduraram até 2016.
Foi numa praia do Rio Grande do Sul que marcas misteriosas na areia apareceram, após uma onda ufológica na região (e uma pesquisadora entrou em contato comigo, dizendo que haviam mais desenhos por lá, e ela os registrou. Estou na espera do material para novas publicações).
E agora, essa informação. Se juntarmos todos os pontos, concluiremos que há algo de inusitado no ar.


Explicações “naturais” são normalmente listadas, porque a especulação é livre.
E mesmo que esses sons de trombeta vibrem no mundo desde 2011, sem uma causa definida dentro da lista de possibilidades, uma coisa é certa: enquanto as pessoas não verem a causa, não terão certeza de nada.
Mas até vendo, duvidam?
Uma pista?
Nos escritos de Moisés, Êxodo 19, ele registra a subida no Monte Sinai, para receber as leis de Deus.
E diz que Deus apareceu numa nuvem brilhante, e dentro dela, algo emitia o som forte e penetrante de uma trombeta.
A questão é: se o estilo dos Extraterrestres e ANjos de Deus não mudou em milênios, podemos ter nessas referências biblicas a melhor pista para decifrar os sons da atualidade?
Com toda certeza!

JP em 10.07.2020

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