“Estrela de Belém” ficará visual nesta semana depois de quase um milênio

Pela primeira vez desde 1226 se poderá observar a ‘Estrela de Belém’ no Natal, nome dado ao fenômeno para quando Júpiter e Saturno ficam alinhados no céu da Terra.

Representação gráfica de um alinhamento entre Júpiter, Saturno e Lua

A rara conjunção astronômica acontece a cada 400 anos. A última vez que foi registrada foi no século 17, em 1623, mas segundo apontam os cálculos, não foi na época do Natal. Agora, na noite do dia 21 todos os povos da Terra poderão observar os dois maiores planetas do sistema solar em uma linha reta na direção do pôr do sol.

“Esse efeito, essa conjunção ocorre a cada 400 e poucos anos. Século 13, século 17 e agora 21. Encontros semelhantes podem acontecer mais frequentemente, mas as máximas aproximações no céu são bem raras e demoram mais tempo para ocorrer”, afirma Felipe Navarete, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

Como ver

Para assistir basta olhar para o céu 45 minutos depois do pôr-do-sol.

Olhe para o lado do sudoeste.

A “Estrela de Belém” será visível no mundo inteiro, mas apenas durante uma hora,

Por isso, vá para um local com o céu livre, sem prédios, um campo ou parque, por exemplo.

Neste momento Júpiter se parecerá com uma estrela brilhante e será facilmente visível. Saturno será ligeiramente mais fraco e aparecerá um pouco acima e à esquerda de Júpiter.

Quando Júpiter o alcançar, eles vão inverter suas posições no céu.

The beautiful twilight sky (Nov 28, 2019) after sunset with the planets conjuction of Moon (with earth shine), Venus and Jupiter.

Olho nu

Os planetas podem ser vistos a olho nu, mas se você tiver binóculos ou um pequeno telescópio, poderá ver as quatro grandes luas de Júpiter orbitando o planeta gigante.

De nosso ponto de vista na Terra, os planetas gigantes aparecerão muito próximos, mas permanecerão separados por centenas de milhões de quilômetros no espaço.

Raridade

A rara conjunção astronômica, dos dois maiores planetas do sistema solar, acontece a cada 400 anos.

A última vez que foi registrada foi no século 17, em 1623, mas segundo apontam os cálculos, não foi na época do Natal.

Embora esses dois planetas se encontrem nesta posição a cada 20 anos, o encontro de 2020 é muito particular, pois quase 400 anos se passaram desde que ambos estiveram tão próximos um do outro, e cerca de 800 anos desde que aconteceu à noite, o que permitirá que seja visível em quase todos os lugares do mundo, observa a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.

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