Especialistas afirmam que luz registrada no litoral do RS é OVNI

Imagem ilustrativa.

Frame a frame, com o auxílio de programas específicos de vídeo, um grupo que estuda possíveis fenômenos ufológicos analisou em detalhes uma filmagem feita pelo vigilante Juliano Luiz Holdefer.

Ufólogos da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e de outros grupos analisaram vídeo que mostra luzes inexplicadas no céu gaúcho, em noite de muitos avistamentos. A Aeronáutica, por meio de nota, informou que na noite de 23 de junho de 2020, data do vídeo, não houve atividade da Base Aérea de Canoas.

Holdefer observou e filmou com o celular uma esfera colorida que apareceu quatro vezes no céu, em pontos diferentes, em um intervalo de menos de cinco minutos.

Naquela mesma noite, cerca de 45 minutos depois, moradores de praia vizinhas, como Magistério, Cidreira, Salinas e até no município de Osório garantem ter visto duas esferas coloridas, variando entre o dourado e o laranja, de tamanho indefinido, se deslocando no horizonte, sobre o mar.

Antes de desaparecerem, segundo as testemunhas, elas teriam causado uma espécie de explosão sem som, chegando a iluminar as poucas nuvens existentes naquele momento. Foram apenas alguns segundos.

Na opinião dos especialistas consultados pelo portal GaúchaZH, e com base nas descrições dos moradores feitas sem imagens, as esferas coloridas visualizadas seriam meteoroides, que são fragmentos de grandes rochas espaciais que explodem ao penetrarem na atmosfera da Terra.

Frame analisado.

Pesquisa

O vídeo do vigilante foi analisado pelos ufólogos Rafael Amorim, de Santa Cruz do Sul e integrante Comissão Brasileira de Ufólogos, Márcio Parussini, de Porto Alegre, Alexsander Lima, de Mato Grosso do Sul integrante do grupo de pesquisa QGUFO,  e por Toni Inajar Kurwosky, coeditor e coordenador do Grupo de Análises de Imagens da Revista UFO.

Usando programas como o Orbitron  e o Flightradar 24, os ufólogos não constataram a presença de satélites ou aeronaves conhecidas na região nos horários indicados.

Já o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou, por meio de nota, que “no dia 23 de junho de 2020, o controle do espaço aéreo transcorreu dentro da normalidade e não houve registro de ocorrência aeronáutica na região mencionada. Ainda, informamos que não houve, na ocasião, atividade aérea oriunda da Ala 3 – Base Aérea de Canoas”.

Mesma verificação do doutor em Engenharia Carlos Jung, do Observatório Heller & Jung, associado à Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), que afirma não ter qualquer registro de movimentação na área do litoral norte nos horários indicados pela filmagem do vigilante e pelos relatos dos moradores.

Por este motivo, Jung não concorda com a afirmação dos físicos e do astrônomo consultados pela reportagem. O observatório tem um software de registro de análise de meteoros que cobre com 19 câmeras em 360 graus todo o Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo, Uruguai, parte da Argentina e Paraguai. O único registro de meteoro feito pela Bramon naquela noite, na região indicada, ocorreu duas horas depois, às 21h32.

O vídeo do vigilante foi analisado pelos ufólogos Rafael Amorim, de Santa Cruz do Sul e integrante Comissão Brasileira de Ufólogos, Márcio Parussini, de Porto Alegre, Alexsander Lima, de Mato Grosso do Sul integrante do grupo de pesquisa QGUFO,  e por Toni Inajar Kurwosky, coeditor e coordenador do Grupo de Análises de Imagens da Revista UFO.

Usando programas como o Orbitron  e o Flightradar 24, os ufólogos não constataram a presença de satélites ou aeronaves conhecidas na região nos horários indicados.

Já o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou, por meio de nota, que “no dia 23 de junho de 2020, o controle do espaço aéreo transcorreu dentro da normalidade e não houve registro de ocorrência aeronáutica na região mencionada. Ainda, informamos que não houve, na ocasião, atividade aérea oriunda da Ala 3 – Base Aérea de Canoas”.

Mesma verificação do doutor em Engenharia Carlos Jung, do Observatório Heller & Jung, associado à Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), que afirma não ter qualquer registro de movimentação na área do litoral norte nos horários indicados pela filmagem do vigilante e pelos relatos dos moradores.

Por este motivo, Jung não concorda com a afirmação dos físicos e do astrônomo consultados pela reportagem. O observatório tem um software de registro de análise de meteoros que cobre com 19 câmeras em 360 graus todo o Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo, Uruguai, parte da Argentina e Paraguai. O único registro de meteoro feito pela Bramon naquela noite, na região indicada, ocorreu duas horas depois, às 21h32.

Luzes foram vistas não só no Rio Grande do Sul. Foto feita no litoral de Santa Catarina.

Confirmação dos ufólogos

Segundo Rafael Amorim, a possibilidade de ser um drone foi descartada ao conferirem o vídeo de Holdefer frame a frame e em contraste. O grupo também identificou uma cerca e postes na escuridão das imagens e chegou a suspeitar que a luz pudesse vir deste local.

Havia também uma torre próxima do local onde foi filmado, confirmada pelo autor do vídeo, e que aparece no início da filmagem. Mas esta hipótese também foi descartada ao confrontarem as imagens.

Na análise em detalhes, uma outra luz foi percebida piscando próximo à esfera maior. Os seis segundos em que a elas aparecem no vídeo, aponta Amorim, sugerem que o objeto era maior do que se imaginava.

“Não é uma movimentação da própria câmera, de forma alguma. É um objeto sólido, e ele se divide ou fica em um ângulo que mostra ter duas ou mais luzes. Temos, até agora, um objeto voador não identificado mesmo. Isso não quer dizer que seja uma nave alienígena, mas um evento não identificado. Descartamos, por hora, os drones, pois a luz era grande demais e a velocidade também não combina com drones”, disse Amorim.

Ao ser informado pela reportagem sobre a constatação dos ufólogos, Holdefer não se surpreendeu, mas admitiu estar feliz com a resposta: “Foi algo que nunca vi igual na vida, tive a sorte de conseguir registrar. Na hora, foi uma euforia, como a primeira vez que vemos um eclipse ou um meteoro com os próprios olhos. Eu e minha família vamos levar para o resto da vida. Nosso universo é muito grande para ter só nós”, declarou a testemunha.

Assista ao vídeo abaixo:

Fonte

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