Desvelando o VÔO DA SERPENTE EMPLUMADA (parte 7)

LIVRO II

O Livro dois é uma bela narrativa poética, ensinamentos velados com simbologias poderosas da cultura maia e a magia dos cumes andinos, repletos de mitos e lendas de povos que celebraram seu contato com o Criador de todas as coisas através de toda a riqueza natural daqueles lugares sagrados.

O alvo da narrativa é ilustrar de forma abundante o arquétipo SERPENTE EMPLUMADA.

Repleto de elementos extraídos da cosmologia maia-asteca e dos valores do universo místico pré-colombiano, no entanto, Judas, em nenhum momento, recorre à data-limite do Calendário maia, 21 de dezembro de 2012, e nem aborda o Calendário propriamente dito. O que, no entanto, é mais interessante aqui é que, em plena época da II Guerra, esse manuscrito trouxe à luz uma doutrina e um sistema cultural quase inexistente naquela época, pelo menos, dentro dos modelos místicos apresentados, como que refletidos misteriosamente na Obra de Jesus Cristo.

As pesquisas arqueológicas se aprofundavam naquela época, mas místicos do Calendário maia só apareceram bem mais tarde, como foi o caso de José Arguelles, falecido em 2011.

A decifragem da escrita maia, no entanto, só avançaram da década de 1960 em diante, um “Katun” de diferença à frente em relação a exposição do tema por Judas Iscariotes nos idos de 1944-45.

O Símbolo de destaque do manuscrito, evidentemente, está na Branca Flor do Mayab.
Antes de mais nada, MAYAB

Mayab , nome original de Yucatan em língua maia. Ma’ya’ab , na língua maia significa: poucos, não muitos (ma, o que significa negação e ya’ab, muitos). Em termos toponímicos , seria o local onde há poucas pessoas ou pessoas escolhidas. A enciclopédia de Yucatán no tempo coincide com a versão que Mayab é o nome maia original da região peninsular que hoje é conhecida como Yucatan e oferece a referência do renomado dicionário de Juan Pío Pérez .
Esse era o nome, antes da conquista pelos espanhóis, do território que hoje é chamado de península de Yucatán, localizada na parte leste do México . Foi um reduto territorial em que o povo e a cultura maias se desenvolveram, provavelmente por mais de um milênio, e que foram chamados pelos próprios maias, Mayab .


A terra dos poucos escolhidos (da Deusa Sac-Nicté = Mayab), o que dispensa maiores explicações!

A expressão SAC NICTÉ é maia, e significa BRANCA FLOR ou FLOR PURA.
Nicté é flor em maia, e sac ou zac, pureza, ou branco (como os Lírios brancos que representam a Virgem Maria).

Judas emprega neste livro uma antiga lenda maia, sobre o amor entre o guerreiro Kanec e a princesa Sac-Nicté, e de como a princesa foi salva pelo guerreiro de um casamento indevido com outro príncipe, e como a princesa guiou o seu povo, ao lado do seu principe, para outra cidade, escondida dos inimigos, Petén, onde viveram com paz e abundância.

Na primavera brota a flor branca no Mayab e adorna as árvores e enche o ar de suspiros perfumados. E o filho da terra maia a espera e a saúda com toda a ternura de seu coração, e sua voz lembra ao ver o nome da princesa Sac-Nicté, a Branca Flor do Mayab.

A Branca Flor da Lua se tornou símbolo da Luz que guia o homem enamorado pela Sua Verdade até as terras do Santo Mayab.

Ela é a personificação do Eterno Feminino. E o amor que Judas canta por ela em praticamente todo o livro II significa o amor por tudo o que a Face do Eterno Feminino representa: a luz da Verdade, da doutrina, do conhecimento que transforma anjos em deuses, a luz da Sabedoria crística pura.

A flor branca do Mayab é uma espécie de cacto, a EPIPHYLLUM OXYPETALUM, conhecida por aqui (no Brasil) como flor da noite ou orquídea dama da noite. É uma espécie nativa do sul-sudeste do México e América central, que se tornou planta neo-tropical, encontrada em diversos lugares do mundo.

Essa planta floresce uma vez por ano, no final do verão, com enormes flores perfumadas, semelhantes ao lótus branco, e com um detalhe: ela só floresce por volta das 23 horas, murchando antes do amanhecer. Além disso, são plantas com muitas propriedades medicinais. Esta é a flor mexicana que inspirou a lenda de Sac Nicté.

Judas a emprega como metáfora de um ideal de amor espiritual, por vezes, relacionado à amada de seu coração (no Livro I ele parece referir-se a ela como certa encarnação do seu passado) e também, e principalmente, como imagem da Mãe Divina, sem a qual nenhuma Iniciação que conduz ao segundo nascimento é possível. Algo de almas gêmeas. Mas a flor branca que floresce perto da meia noite pode simbolizar uma chave muito importante: ela é a guia astral da alma que busca o despertar para encontrar o caminho que conduz ao Mayab, já que Judas insiste tanto nisso: despertar a consciência.

E as viagens astrais conscientes têm um papel crucial na busca do discípulo pelo Templo Superior ou a Igreja transcendida que não é e nunca foi deste mundo. Assim, em todas essas alegorias envolvendo a Flor Branca ou Flor Pura, existe essa indicação implícita, e também, outra muito importante:
Sac Nicté é a flor da CASTIDADE. Ela indica a necessidade expressa de castidade da alma que busca o caminho do Mayab, o que coincide com a simbologia dos lírios brancos da Virgem Maria, e a declaração do Apocalipse: que todos os (144 mil) arrebatados da Igreja Ascendida de Cristo são almas virgens, que não se mancharam com obra carnal na Terra.

A Castidade que é inerente à imagem do Eterno Feminino, a Mãe Lua, a guia do despertar astral.

Lembrando que o próprio termo MAYA tem o significado de MÃE em diversas culturas e idiomas e também LUA, e grandes seres divinos, como Odin, Hermes, Pacal Votan e Buda, tiveram mães com este nome, Maya (não confundir com o termo hindu para Ilusão).

Mãe e Lua são expressões quase sinônimas em muitas culturas, com terminologias muitas vezes semelhantes. No idioma maia, MA é Mãe, de modo que o termo MAIA se relaciona com Mãe:

Os Filhos da linhagem sagrada (Mayab).
Os maias tradicionais geralmente assumem que a Lua é feminina, e as fases percebidas da Lua são concebidas como os estágios da vida de uma mulher. A deusa da lua maia exerce grande influência em muitas áreas. Estando à imagem de uma mulher, ela está associada à sexualidade e procriação, fertilidade e crescimento, não apenas dos seres humanos, mas também da vegetação e das culturas, e também dos deuses.

(Continua na parte 8)

A seguir, o livro para leitura:

https://ovoodaserpenteemplumada.com/arquivos/o-voo-da-serpente-emplumada-para-leitura-03-04-2010.pdf

Veja também:

http://tonocosmos.com.br/desvelando-o-voo-da-serpente-emplumada-parte-6/


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