Desvelando o VÔO DA SERPENTE EMPLUMADA (parte 19)

CAPÍTULO XIII

Propositalmente, Judas encerra o Livro terceiro e o Manuscrito no capítulo 13, escrevendo nele as últimas cenas e palavras ditas antes da cena suprema no Horto das Oliveiras, quando ele, Judas Iscariotes, entregou o seu Mestre aos inimigos com um beijo.

A Última Ceia é aqui descrita, e como João, num capítulo 13, destacando a Lei-Arcano da Morte que se transforma em Imortalidade.
Aliás, as passagens descritas aqui, no Manuscrito, são as mesmas encontradas em João 13.
Contudo, na narrativa de Judas, assim que ele comeu o pão molhado de vinho, é como se realmente Satanás se apoderasse de sua mente (como narra João 13) sem que ele pudesse se defender contra ele e sua força. Como se fosse necessário, porque, talvez, se Judas não fosse empurrado pelo espírito do Inimigo a frente, ele simplesmente não conseguiria realizar sua tarefa, desistindo no meio do percurso. E tal perspectiva enchia o coração de Judas de amargura, mas ao mesmo tempo, de força.

“… E Obrei. Mas não obrei de mim mesmo, pois toda potestade me havia sido tirada para que aquele que tenha olhos, veja, e que tenha ouvidos, ouça…” JK
Judas foi convertido em alguns momentos num instrumento de Satanás, contra todas as suas vontades.
Mas era preciso que fosse assim. Diferente de Caifás, por exemplo, que já carregava um ego diabólico que naturalmente se tornou instrumento de Satanás desde o dia em que nasceu.
Este, porém, não foi o caso de Judas, muito pelo contrário…

Jesus Cristo tinha controle sobre o espírito de Satanás de tal forma que o “usou” para criar uma situação negra porém temporária, sabendo que a dor e as trevas daquele momento se converteriam em toda luz e liberdade dos katuns futuros a partir do terceiro dia!

Jesus entregou a sua vida ciente de que a retomaria, da parte do Pai, e que as ações de Satanás não passavam de ações perdidas na Batalha desde quando o mundo é mundo, porque o próprio Satanás não passa de um isntrumento do Karma e da Justiça que terá sua sentença determinada no tempo certo. E depois dela, será destruido e apagado da existência.
Uma triste referência é feita por Judas ao seu enforcamento, no final do capítulo:
“Este mundo está no reino, mas não como estou eu. Que, o que do mundo pudesse ser do reino, suspenso está, pendurado de um galho, carente de plenitude, sem que o cérebro e o coração toquem o céu, e sem que os pés fendam a terra” JK

O mundo de Judas encontrava-se suspenso entre o céu e a terra, pendurado num galho qualquer (a imagem do seu auto-enforcamento)

O sacrifício de Judas começava… ali começava… para convertê-lo na futura ponte do Mayab…
“Homem da linhagem Maya, em treze partes, contei o que sei sobre Judas. Até a nona (parte) caminhou unido pelo amor de Jesus, quem lhe lavou aos pés, mas não ficou limpo de tudo, porque na segunda ronda do nove, vendeu o Cristo vivo ao mundo e se cumpriu a Escritura.” JK

” E com isto se cumpriu a Escritura.
Pois os onze (apóstolos) foram salvos.
E assim o espírito permanece nos céus, o corpo na Terra.
Onde levas a alma?”

Judas, o Homem de Kariot

FIM

Epílogo
DEFINIÇÕES DO CALENDÁRIO MAIA

O Calendário maia (os 20 selos do Tzolkin) terminam com os símbolos “tempestade” (19) seguidos por “Sol” (20), enquanto que a versão asteca termina com os símbolos “chuva” (19) seguido por “flor” (20).
Uma incrível coincidência está acontecendo porque, na Astrologia, este ano de 2020 (20 dobrado) será regido pelo Sol, enquanto que o último selo dos calendários pré-colombianos, de número 20, se associam também ao Sol, dentro de um final de ciclo.

Ou seja, 20-AHAU é o último símbolo do calendário maia, ele é o coração do sistema que purifica e completa os ciclos de tempo, naturais, culturais, religiosos e proféticos.
Ahau significa “Senhor Solar”, e sendo assim, ele é o grande espírito que intermedia as pulsações de energia transformadoras do centro da Galáxia, e representa a transcendência do Sol. Mas a ideia de AHAU é a que cria o significado do contexto destas mudanças e dá sentido aos tempos finais da raça atual.

Atualmente e desde 2012, os centros maias e todos os centros sagrados do mundo antigo estão sendo reativados, e todos eles foram construídos de forma alinhada e sincronizada para despertarem neste momento da Terra, quando secretas energias foram previstas para acionarem seus mecanismos secretos relacionados aos portais da Terra (chakras planetários) onde cada um deles foi construído.

Compete a 20-AHAU despertar a sabedoria antiga do início dos tempos para fechar o ciclo, abençoando os que estiverem prontos para isso.
Há um despertar e um trabalho a ser feito antes do amanhecer da nova era, e as chaves para se compreender o tempo atual estão contidas nos símbolos do calendário maia e nos signos do Zodíaco, combinados. Eles funcionarão como lentes para a consciência nos anos que estão por vir.

Os destinos do planeta serão guiados por 13-CEVO e 20-AHAU.
O 13-Cevo ou 13-vermelho sincroniza os ciclos e, portanto, traz transformação.
13-vermelho, para os maias, era o túnel do tempo para novas dimensões, acionados por precisos alinhamentos, muitos deles previstos no próprio calendário (2012).
O 13-vermelho cataliza nas experiências imediatas da humanidade as circunstâncias pessoais e planetárias da morte ou transformação, e a última parte da profecia se refere ao novo fruto da Árvore da Vida. E esse fruto será sempre o espírito do homem renovado.

Na antiga cosmologia maia, o céu era dividido em 13 setores, e o Sol, como serpente emplumada, oscilava ao longo destes 13 setores. Quando nascia, subia no setor 1, e ao meio-dia, brilhava com força total no setor 7.
Porém, no poente, tingia o céu de vermelho no setor 13, considerado a porta da morte.
A morte do Sol, a morte do deus.

Muitos portais daquelas culturas pré-colombianas foram voltados para o poente para sinalizar a casa da morte do Sol, e por efeito, da Terra, e todas as transformações trazidas pelo Sol, então, tingido do 13-vermelho do poente, para que pudesse renascer na manhã seguinte, trazendo renovação.
Essa simbologia não é exclusivamente pré-colombiana, mas existe em todos os registros do Velho Mundo, por exemplo, no Egito antigo e a jornada do Sol, deus Rá nos quadrantes do Universo, e ao cruzar as portas da morte no poente, o mesmo deus solar era chamado a combater a serpente do Caos, Apopis, para que pudesse preservar a ordem cósmica e garantir a vida na manhã seguinte.

Jesus Cristo cumpriu essa alegoria ao ser morto e enterrado nas horas do poente da Sexta Feira, para ressurgir na manhã do Domingo (Dominus, o Dia do Senhor), após sua jornada pelos abismos da Terra no sábado que precedeu a gloriosa manhã da ressurreição.
As divindades solares, lunares, estelares, enfim, participavam ativamente das cosmogonias dos antigos, personificando todas as forças existentes, como a vida, a morte, o renascimento e o caos.

Segundo os maias, após o alinhamento galáctico de 2012, o mundo nunca mais seria o mesmo, porque começava o fim da quinta era (Era de Caban, terremotos) para entrarmos na era das Águias, pássaro de Sol.
E voltando ao precioso calendário maia, sua articulação central era regida pelos selos 13 e 20.

Treze regia as transformações totais do sistema, enquanto vinte trazia todos os potenciais de um renascimento e renovação totais, mas que precisavam esperar pelo poder do 13 nas transformações que precedem a vida nova.

E o apóstolo gnóstico João foi tão preciso na sua cosmologia secreta dentro de seu evangelho e Apocalipse, escritos em linhas paralelas, que usou os mesmos números nos capítulos 13 e 20 do seu Evangelho para ilustrar a mesma coisa, representando em Jesus Cristo o Sol da cosmologia do mundo.
No capítulo 13, João registrou a Última Ceia, quando Jesus anuncia a sua Páscoa (Passagem, Pesach, morte, ou passagem da morte para a imortalidade).
E no capítulo 20, João anuncia, com detalhes, a ressurreição do Mestre.
Observe que 13+20 = 33, a idade simbólica de Cristo nesse processo da cruz.
E que 13×20 = 260, que cumpre o número de dias do calendário sagrado dos maias, o Tzolkin, que é um fractal de tempo do grande ciclo ou ano cósmico de aproximados 26.000 anos.

E se ajuntarmos a tudo isso o fato de que linguistas reconheceram o idioma maia naquela declaração que Cristo exprimiu na Cruz:

“Eli Eli Lamá Zabactani”, o que temos aqui é, nada mais nada menos, do que uma fantástica convergência de conhecimentos preenchendo todas as lacunas da busca pelas verdades maiores do espírito em seu ensaio na existência material, e todos estes conhecimentos são como mapas que guiam nossa alma, e como ferramentas que nos auxiliam na edificação daquela obra espiritual que a existência material EXIGE de todos nós.
Estradas seguras deixadas por aqueles que a percorreram antes em sua condição humana e que, hoje, transformados e ressuscitados pela força do 13-20, se tornaram como as estrelas do céu em existências eternas chamadas Anjos, deuses, espíritos da Luz Incriada…


Apêndice
A Profecia da Virgem Maria de Bonsucesso, Equador

Entre 1588 e 1634, Madre Mariana de Jesus Torres foi agraciada com sete aparições da Virgem Maria. Quando dessas aparições, a Virgem Maria declarou à Madre Mariana uma série de acontecimentos situados nos séculos XIX e XX, e dizendo respeito, sobretudo, à crise na Igreja desta época. Madre Mariana de Jesus Torres morreu em 12 de dezembro de 1634, no dia que lhe tinha sido anunciado pela Santíssima Virgem. Desde então, numerosos peregrinos vêm rezar nesse lugar. Eis um trecho das palavras da Virgem durante a terceira aparição, que ocorreu no dia 16 de janeiro de 1599:
_ Em pouco tempo, o país no qual vives deixará de ser uma colônia e se tornará uma República livre. Então, conhecido sob o nome de Equador, ele necessitará de almas heroicas para lhe permitir afrontar tão numerosas calamidades públicas e privadas. Aqui (neste convento), Deus sempre encontrará tais almas, como violetas escondidas. Quito será amaldiçoada sem este Convento! (…) No século XIX, haverá um verdadeiro presidente cristão (Garcia Moreno), um homem de caráter ao qual Deus, Nosso Senhor, dará a palma do martírio na praça adjacente ao meu Convento. Ele consagrará a República ao Sagrado Coração de meu Santíssimo Filho, e esta consagração sustentará a religião católica nos anos que se seguirão. Durante esses anos, que serão funestos para a Igreja, a seita execrável da maçonaria tomará a direção do governo civil. Uma cruel perseguição atingirá todas as comunidades religiosas e, também, violentamente, esta minha. No dia 16 de janeiro de 1610, durante a quarta aparição, a Virgem Maria lhe anunciou: _ Informo-te que a partir do fim do século XIX, e a partir do início da segunda metade do século XX, no que hoje é a Colônia, e que um dia será a República do Equador, as paixões explodirão, e haverá uma corrupção total dos costumes, pois Satanás reinará quase que completamente por meio das seitas maçônicas.

Para manter esta corrupção geral, estes se concentrarão principalmente sobre as crianças. Aí das crianças dessa época! Será difícil receber o sacramento do batismo, assim como o da confirmação. As crianças só receberão o sacramento da confissão se elas continuarem nas escolas católicas, pois o diabo se esforçará para destruí-la por meio de pessoas em posição de autoridade. O mesmo ocorrerá com a santa comunhão. (…)
Quanto ao sacramento do casamento, que simboliza a união de Cristo com sua Igreja, ele será atacado e profundamente profanado. A maçonaria, então no poder, promulgará leis iníquas com o intuito de eliminar esse sacramento, tornando fácil para cada um, viver no pecado, e encorajando a procriação de crianças ilegítimas, nascidas sem a bênção da Igreja. O espírito católico diminuirá muito rapidamente; a luz preciosa da fé se apagará progressivamente, até que se chegue a uma quase total corrupção dos costumes.(…)

Nesses tempos lastimáveis, haverá uma luxúria desencadeada que arrastará as pessoas ao pecado e conquistará inumeráveis almas frívolas que serão perdidas. Quase não se achará mais inocência entre as crianças, nem modéstia entre as mulheres. Nesse supremo momento de necessidade da Igreja, aqueles que deveriam falar ficarão em silêncio!
Verás tudo isso do Céu, onde não sofrerás mais, minha filha bem-amada, mas tuas filhas e aquelas que as seguirão sofrerão. Estas almas bem-amadas que já conheces, apaziguarão a ira divina. Elas recorrerão a mim, pela invocação de Nossa Senhora do Bom Sucesso, cuja te peço para mandar esculpir a estátua, para a consolação e a preservação de meu convento, e para as almas fiéis desses tempos, uma época onde haverá uma grande devoção para comigo, porque sou a Rainha do Céu sob numerosas invocações.

Esta devoção, será o escudo entre a Justiça divina e o mundo prevaricador, para impedir a realização da terrível punição de Deus que esta terra culpável merece.
No dia 2 de fevereiro de 1610, durante a quinta aparição, a Virgem Maria confiou estas palavras à Madre Mariana:
__ Tudo isso só será conhecido pelo grande público no século XX. Durante esse período, a Igreja se encontrará atacada por terríveis hordas da seita maçônica, e esta pobre terra do Equador estará agonizante por causa da corrupção dos costumes, da luxúria desenfreada, da imprensa ímpia e da educação laica. Os vícios de impureza, de blasfêmia e de sacrilégio dominarão nesses tempos de desolação depravada, e aqueles que deveriam falar ficarão em silêncio!”
No dia 2 de fevereiro de 1634, durante a quinta aparição, Madre Mariana de Jesus Torres rezava diante do Santíssimo Sacramento quando, subitamente, ela viu a lamparina que brilhava diante do tabernáculo se apagar bruscamente. Como ela tentara reascendê-la, uma luz sobrenatural inundou a Igreja. Em seguida a Virgem Maria lhe apareceu. Tendo reascendido a lamparina, ela se apresentou como Maria do Bom Sucesso, e lhe explicou a razão da escuridão do santuário.

__Filha querida de Meu coração, sou Maria do Bom Sucesso, tua mãe e tua protetora, que, carregando Meu Filho Santíssimo sobre Meu braço esquerdo e segurando o cetro na mão direita, venho te dar uma boa nova: em 10 meses e 10 dias, tu fecharás os olhos à luz material deste mundo para abri-los à clareza da luz eterna.
Ó, se todos os mortais e as almas religiosas conhecessem o que é o Céu, o que é a possessão de Deus, como eles viveriam de modo diferente e não recusariam nenhum sacrifício para possui-lo mais. Mas alguns se deixam cegar pelo brilho das honras e da grandeza humana, enquanto que outros o são pelo amor próprio, não suspeitando que eles caem na indiferença, esse mal gravíssimo que impede, nos conventos, o fervor, a humildade, a renúncia de si mesmo, a prática incessante das virtudes religiosas e da caridade fraterna com esta simplicidade de criança, que torna as almas caríssimas ao meu Filho divino, à mim, sua Mãe.

A lamparina do santuário que queima diante do tabernáculo do Amor prisioneiro, e que vistes se apagar, tem vários significados:
O primeiro motivo da extinção da lamparina é que a partir do fim do século XIX e durante grande parte do século XX, diversas heresias abundarão sobre esta terra, que será então uma república independente. Quando essas heresias estiverem por cima, a luz preciosa da fé se apagará nas almas em razão da corrupção quase total dos costumes: nesses tempos, haverá grandes calamidades físicas, públicas e privadas. O pequeno número de almas que conservará o culto da fé e das virtudes sofrerá uma cruel e indescritível dor. Por esse martírio prolongado, muitos deles morrerão por causa da violência dos sofrimentos, e aqueles que se sacrificarem pela Igreja e pela Pátria serão contados como mártires.
Para se libertar da escravidão dessas heresias, será preciso uma grande força de vontade, de constância, de coragem e de uma grande confiança em Deus, dons de amor misericordioso de meu Filho Divino àqueles que Ele escolheu para esta restauração. Para provar a fé e a confiança dos justos, chegarão momentos onde tudo parecerá perdido e paralisado, este será então o feliz começo da completa restauração.

O segundo motivo é que minhas comunidades serão abandonadas. Elas serão submergidas por um mar sem fundo de amargura e parecerão mergulhadas em tribulações. Quantas verdadeiras vocações perecerão por falta de direção hábil, prudente para formá-las. As mestras das noviças deverão ser almas de oração e conhecer a diversidade dos espíritos.
O terceiro motivo pelo qual a lamparina se apagou, é porque nesse momento a atmosfera ficará cheia do espírito de impureza que, tal um mar imundo, inundará as ruas, as praças e os lugares públicos. Esta liberdade será tal que não haverá mais alma virgem no mundo.

O quarto motivo da extinção da lamparina do santuário é que, após ter se infiltrado e se apoderado de todas as classes sociais, a seita tentará, com grande habilidade, penetrar no coração das famílias, para corromper até as crianças. O diabo se glorificará por se alimentar da deliciosa delicadeza do coração das crianças. Durante esses tempos lamentáveis, a inocência infantil subsistirá com grande dificuldade. Assim as vocações sacerdotais se perderão. Será um verdadeiro desastre.
Os padres se afastarão de seus deveres sagrados e se desviarão do caminho traçado por Deus. Então, a Igreja sofrerá a noite obscura por causa da ausência de um prelado e de um Pai que vigie com amor, doçura, força e prudência, e muitos deles perderão o espírito de Deus, colocando em grande perigo sua alma.
Reze com insistência, incansavelmente, e chore incessantemente lágrimas amargas no segredo de teu coração, implorando a nosso Pai celeste para que, por amor pelo Coração eucarístico de meu Santíssimo Filho, por seu Precioso Sangue derramado com tanta generosidade, e pelo amargor profundo e as dores de sua cruel Paixão e Morte, que Ele tenha piedade de seus ministros e acabe com esses tempos tão funestos, enviando à Igreja o Prelado que deverá restaurar o espírito de seus padres. Meu Santíssimo Filho e Eu amaremos esse filho privilegiado com um amor de predileção. Nós o cobriremos com muitos carismas e raras capacidades: a humildade de coração, a docilidade com as inspirações divinas, a força para defender os direitos da Igreja, e um coração terno e compassivo, com o qual ele se ocupará, como um novo Cristo, com os maiores e os menores, sem depreciar os mais infelizes. Ele conduzirá com uma dor completamente divina as almas consagradas ao serviço divino nos conventos, sem lhes tornar pesado o julgo do Senhor.

Ele segurará em sua mão a balança do santuário, para que tudo se faça com peso e medida, de modo que Deus seja glorificado. Esse prelado e pai será o contrapeso da tibieza das almas consagradas no sacerdócio e na religião. Satanás se apropriará desta terra por culpa de pessoas sem fé que, tal uma nuvem negra, obscurecerão o céu límpido da república consagrada ao Santíssimo Coração de meu Filho Divino. Esta república, visto que ela terá deixado entrar em si todos os vícios, sofrerá todos os tipos de castigos: a peste, a fome, a discórdia, a apostasia e a perda de inumeráveis almas.
E para dissipar essas nuvens negras que impedem a luz radiosa da liberdade da Igreja, haverá uma guerra assustadora onde correrá o sangue dos padres, dos religiosos…Essa noite será horribilíssima, de modo que a maldade parecerá triunfar. Então chegará minha hora: de modo estupeficante, destruirei o orgulho de Satanás, colocando-o sob meus pés, o arrastando para o abismo infernal, deixando, enfim, a Igreja e a Pátria livres de sua cruel tirania.
O quinto motivo pelo qual a lamparina se apagou é que as pessoas que possuem grandes riquezas olharão com indiferença a Igreja oprimida, a virtude perseguida, o mal triunfar. Eles não empregarão suas riquezas para combater o mal e restaurar a fé. O povo se tornará indiferente às coisas do Bom Deus, tomando o espírito do mal e se deixando arrastar por todos os vícios e paixões. Ah, minha querida filha, se te fosse dado viver nesses tempos funestos, tu morrerias de dor vendo se realizar tudo o que eu anunciara. O amor que Meu Santíssimo Filho e Eu temos pela terra, nossa propriedade, é tão grande, que desejamos desde já, aplicar teus sacrifícios e boas obras para diminuir a duração de uma catástrofe tão terrível.
No dia 8 de dezembro de 1634, durante a sétima aparição, Madre Mariana viu, diante de si, a Rainha do Céu, bela e fascinante como sempre, com seu Santíssimo Filho sobre o braço esquerdo, e o Pastoral na mão direita. Ela estava acompanhada por três arcanjos:

*São Miguel usava numerosas túnicas salpicadas de estrelas e ornadas com ouro brilhante.(…)
*São Gabriel carregava um cálice que continha o sangue do Redentor, um cibório cheio de hóstias e uma grande quantidade de lírios brancos e perfumados.
*São Rafael carregava uma preciosa ampola transparente e finamente entalhada, que continha um bálsamo excelente cujo perfume suave se espalhava no ar, purificando a atmosfera e fazendo a alma experimentar uma alegria imensa e uma admirável tranquilidade. Ele também carregava numerosas estolas de cor violeta, que brilhavam com uma luz resplandecente, e uma pluma de ouro brilhante, onde estava gravado o nome de Maria.”
A Rainha pronunciou estas palavras:
“(…) Minha devoção, sob a consoladora invocação do Bom Sucesso, será o sustento e a salvaguarda da fé na quase total corrupção do século XX“.


(Agora todos nós sabemos quem é o Prelado da Nova Igreja de Jesus Cristo: João, e por essa finalidade, João permaneceu, para cinzelar sua pedra de sete olhos e nivelar a sua Balança. E por essa razão, Maria continuou no mundo ao seu lado, guardiã da Igreja de Pedro em cada uma de suas aparições, até que Cristo regresse ao mundo. Não estiveram ambos diante de sua Cruz? E Jesus não tornou Maria sua mãe, e João seu filho? Entende agora?)
FIM


(Primeira interpretação completada em 20.03.2011)
(Segunda interpretação completada em 03.04.2020)

Segue o Livro para leitura:

https://ovoodaserpenteemplumada.com/arquivos/o-voo-da-serpente-emplumada-para-leitura-03-04-2010.pdf

JP em 15.04.2020

Veja a parte anterior:

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