Desvelando o VÔO DA SERPENTE EMPLUMADA (parte 10)

CAPÍTULO II (Livro II)

Neste capítulo, o autor do manuscrito passa a assumir a defesa do nome de Judas de Kariot, tentando resgatar sua memória da falsa alegação de traidor, marcada até hoje pela tradição eclesiástica e conceito popular.

Bem sei que quanto vou dizer-vos de agora em diante, neste empenho de justiça, está em contradição com tudo quanto vós acreditais que é a verdade do ocorrido em tempos mui remotos com um Filho do Homem, Jesus de Nazaré, obra do Mayab, que havia em outro continente e que também foi andar entre homens de barro, buscando aqueles que queriam fazer-se da linhagem sagrada do Mayab. Porque amava a sagrada Princesa Sac-Nicté, e espargia o seu beijo em mui santas e sagradas palavras e por isso também foi morto por chupadores do seu tempo”. JK

Se o termo MAYA faz alusão ao místico Poder da Mãe Divina, intima e cósmica, Mayab, o Reino, é outra forma de dizer: o Reino da Mãe Sagrada, composto pelos filhos da linhagem maya, ou filhos da grande Deusa de muitos nomes, em todos os cultos sagrados do passado, e que, para Judas, assume o título Sac-Nicté maia. Para Jesus Cristo, e dentro do drama crístico, a Virgem Maria certamente representou esse papel, a começar pelo nascimento de Jesus Cristo num ato de concepção do Espírito de Deus.

Aqui, Judas fala de Jesus, Filho do Homem, operando em outro continente… como se estivesse localizando sua ação no reino dos antigos maias, debruçado sobre a cosmologia espiritual que por lá havia, debaixo da encarnação divina conhecida como Quetzalcoatl-Vênus, a Serpente Emplumada, um outro Filho de Deus guiando os povos inocentes das virgens Américas pré-colombianas ao mesmos segundo nascimento conforme sua própria identidade mística e doutrinária.

A religião da Deusa? Porque Deus-Pai é o Criador, mas a Deusa é quem pode nos recriar realmente à imagem e semelhança do Pai. Relações com Isis, a Luz, e o nome da Deusa em outras estações, sempre ligadas a luz, doutrina, conhecimento, que é o Pão dos homens renascidos.

A Deusa é a mencionada Sabedoria bíblica, co-criadora de Universos ao lado do Poder de Deus, então, Sua Face de Eterno Masculino.

Pistis Sofia, ou Sofia, a Sabedoria, ou Tara tibetana, a deusa estrela das travessias, ou Isis, aquela que verte leite e mel do conhecimento aos puros de coração, ou apenas Maya, Maria, a Grande Mãe dos deuses. Toda a poesia que Judas endereça a sua amada Princesa Flor Branca é, na verdade, uma exposição do Eterno Feminino como a porta de entrada no Reino dos Mayas espirituais, porque é através dela que o Cristo íntimo pode nascer dentro de um homem e reconduzí-lo à perdida condição de Filho de Deus Imortal.

Dentro desses argumentos, antes de Sirius, temos que considerar a referência do Planeta Vênus a partir do momento em que o signo SERPENTE EMPLUMADA é um arquétipo venusiano que declara a identidade da divindade civilizadora que visitou os povos indígenas do passado, tão celebrados por Judas no seu manuscrito.

Mas ainda mais antigo que o nome de Quetzalcoatl ou Kukulkan entre os indígenas, é o nome de Sanat Kumará entre os povos do oriente, o grande espírito de Vênus que desceu em comitiva para a Terra desde a queda dos Anjos, se tornando o grande patrono das escolas iniciáticas e portador da doutrina-luz de cristificação das almas humanas, assumindo uma posição privilegiada de REI DO MUNDO… aliás, a identidade suprema de Sanat Kumara, segundo a Teosofia, é a do próprio Logos-Cristo que vivifica este mundo com consciência espiritual, procurando sempre batizar os homens para a sua Doutrina. Disto vem o fato de muitos estudiosos interpretarem naquele Ancião de Fogo e Luz que João viu, arrebatado aos céus, no prelúdio do Apocalipse, como o próprio Sanat Kumará, ou Presença Crística desse mundo e do universo, como Metatron, o Pai… e a declaração:
“Eu Sou a Estrela resplendente da manhã” do mesmo Apocalipse parece não deixar margem à dúvida quanto a relação íntima de Vênus com nosso mundo, tanto energética quanto espiritualmente falando…

Sanat Kumara, em muitas medidas, pode representar o Grande Senhor Oculto no romance de Judas, a Hierarquia espiritual deste mundo.

SANAT KUMARA
Sanat Kumara é um misterioso personagem das tradições religiosas do oriente, e que foi apresentado ao ocidente primeiro pelos escritos teosóficos de Helena Blavatsky, tornando-se hoje um nome familiar em círculos esotéricos.

Para o Hinduísmo Sanat Kumara é um dos Quatro Kumaras, mencionados em textos purânicos como nascidos da mente de Brahma e descritos como grandes sábios, que fizeram votos perpétuos de castidade contra a vontade de seu pai, negando-se a procriar sua espécie e permanecendo yogis, a fim de auxiliar na evolução do espírito humano, deixando que a evolução das formas materiais fosse auxiliada por deidades menos excelsas.
O Bhagavata Purana inclui os Kumaras entre os doze Mahajanas (grandes devotos) que, embora livres da cadeia de renascimentos, realizam um trabalho espiritual para Vishnu por causa de sua condição iluminada. Os Kumaras desempenham um papel significativo em várias tradições Hindus, especialmente nas associadas aos cultos de Krishna e Vishnu.

No texto do Chandogya Upanishad Sanat Kumara aparece como um rishi (santo), e é uma das deidades do Jainismo. Na cidade de Kataragama, em Sri Lanka, existe um santuário ecumênico a ele dedicado que reune pessoas de diversos credos.
De acordo com Helena Blavatsky, Sanat Kumara pode ser entendido tanto como um ser real como um símbolo para certas qualidades do intelecto superior, mas não fornece detalhes sobre este último aspecto. Considerado um homem objetivo, é o mais excelso dos Kumaras, que afirma serem sete ao todo. É chamado variavelmente de o Vigilante Solitário, o Ancião dos Dias, o Maha-Guru, o Iniciador Único, e o Eterno Donzel de Dezesseis Anos – uma vez que seu nome significa “sempre jovem”. Este personagem exerce a função de Senhor do Mundo, líder supremo de toda a hierarquia espiritual invisível que rege, auxilia e sustenta o globo.
Charles Leadbeater diz que ele representa o Logos na Terra, presidindo toda a evolução deste planeta ao longo de um extenso período de tempo. Leadbeater reitera a posição de Sanat Kumara como Senhor do Mundo e Iniciador Único, dizendo que todo aspirante em determinado ponto de sua trajetória é apresentado a este ser, e que seu aspecto é tão extraordinariamente belo e majestoso, e emana tamanha aura de poder, antigüidade e onisciência, ainda que aparentando ser um jovem, que muitos não suportam a visão, como teria acontecido com a própria Blavatsky. Ainda segundo a Teosofia, o corpo físico de Sanat Kumara e o de seus auxiliares diretos, ainda que tenham forma humana, não são corpos naturais, como o são os corpos humanos, mas sim foram criados voluntariamente através de seu poder espiritual para habitarem neste planeta, e não sofrem corrupção, não necessitam de alimento e nem envelhecem.
Sanat Kumara seria originário de Vênus, e assim não faz parte da raça humana, mas teria vindo para a Terra para acelerar nossa evolução, junto com outros três Kumaras seus auxiliares e uma corte de seres iluminados, fixando-se em Shamballa, um oásis no Deserto de Gobi. Sua chegada teria acontecido há 6,5 milhões de anos atrás, num período crítico da evolução do planeta, quando a humanidade ainda animalesca não poderia progredir mais em seu caminho ascendente sem um estímulo superior que só poderia ser proporcionado pelos Senhores da Chama, como são chamados os Kumaras, despertando a inteligência humana (o fogo divino interior), tonando possível para os homens trilhar a Senda oculta de desenvolvimento espiritual. Por isso os Kumaras são considerados os verdadeiros progenitores da humanidade, e foram eles que teriam dado à humanidade infante as primeiras noções de arte, ciência e conhecimento espiritual, e seriam os fundadores de toda a vasta dinastia de santos e sábios iluminados, de todos os credos e épocas, que já viveram sobre a Terra.


A maior parte das escolas de esoterismo contemporâneas derivou em maior ou menor grau da Teosofia como apresentada por Blavatsky, e em linhas gerais elas têm Sanat Kumara na mais alta consideração.
Na corrente dos Ensinamentos dos Mestres Ascensionados, da Igreja Universal e Triunfante, do Templo da Presença EU SOU, da Ponte para a Liberdade e escolas similares, Sanat Kumara também é considerado um grande ser, Regente do Mundo, embora alguns tenham opiniões ligeiramente diferente acerca de seu status e funções, da época de sua vinda para a Terra e do número de seus auxiliares.
Benjamin Creme, um dos líderes do movimento New Age, em grande parte subscreve o que ensina a Teosofia, acrescentando que os Kumaras vieram para cá em veículos que, densificando sua estrutura atômica, se tornaram visíveis e são o que hoje se conhece como os discos-voadores, afirmando que ainda existe contínua comunicação desta forma entre a Terra e Vênus.
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A cosmologia espiritual de Vênus sobre a Terra a partir da energia do Eterno Feminino e da doutrina-luz que de lá procede é o elemento mais secreto que subjaz em toda a cosmologia espiritual de Sac-Nicté sobre os homens deste mundo, declarada por Judas.

A energia da grande Mãe do Mundo procede em primeiro nível do Espírito de Vênus, também associado ao Espírito Santo transformador de homens operando em Unidade com o Eterno Feminino.

“(Jesus) nasceu em uma casa igual a toda casa do Mayab, em um lugar que em suas palavras se diz Bethlehem, que declarada é e significa Casa do Pão, do Pão de onde come seu Pão até o Sol. Mostrou o caminho para os lábios da sagrada Princesa Sac-Nicté, que é o Pão de toda vida, e porque havia chupadores que não queriam ser ânforas do Grande Senhor Oculto, a quem Jesus chamava de Pai, deram morte a seu corpo em uma cruz levantada no cerro das caveiras”. JK


Sirius, a Estrela de Belém, era relacionada no Egito como a Estrela de Ísis, Mãe da Luz, e também de Ibis-Toth, o Hermes grego, o patrono da ciência oculta. Ou seja, o Pão de Sirius é o Pão da Luz, da doutrina verdadeira que transforma o homem, guardada pela Papisa do Arcano II do TARO, onde vemos a deusa assentada em um templo, entre duas colunas.

Ou seja, Jesus nasceu em Belém (Casa do Pão) de uma Virgem, reunindo todos os símbolos do Alto Conhecimento que desce da estrela-luz da Deusa e guia todo homem a Verdade que liberta, e conquista o Caminho que é a Vida.

Por inimigos desta Obra, Judas fala muito nos chupadores, que eu entendo como vampiros espirituais, hipócritas e deturpadores da Verdade em toda parte instalados para desviar as almas. Servos das trevas. Pessoas do mal, do mundo das 96 leis, egos vivos e ativos sobre a terra, porém, haviam os piores ainda que estes, os chamados “chupadores negros”, que eu entendo sejam os DEMÔNIOS encarnados, a serviço do mal, deliberadamente.

“Jesus de Nazaré, em quem palpitou o Cristo Vivo, o Espírito sagrado do Mayab, disse aos homens de seu tempo e de todos os tempos que todos os seus pecados seriam perdoados, até os pecados cometidos contra o Filho do Homem, mas que jamais seriam perdoados os pecados cometidos contra o Espírito Santo, que é a Sagrada Palavra do Mayab” JK

O Espírito Santo é o grande agente da Obra, que em unidade com o Eterno Feminino, trabalha para gerar a Força-Cristo no Cosmos e no coração do homem. Tentar ferir o Espírito Santo, que é a palavra viva que acompanha a doutrina da Verdade, é como tentar ferir a raiz da Árvore. Se ela morrer, não haverá como restaurar a árvore. O Espírito Santo é a essência de Deus Pai e Deus Filho no campo de ações e energias que alcançam o homem.

Está escrito que “o Espírito Santo de Deus sempre acompanha a Palavra que Ele semeia entre os homens”. Ferir essa palavra em nome dos interesses do EGO, e pior, desviar outras almas além de si mesmo usando uma palavra mentirosa que o Espírito não semeou, é o pecado que não pode ser perdoado. A Doutrina de Luz que o Eterno Feminino revelou aos homens neste mundo, e em outros, se torna ação de energia transformadora por meio do Espírito Santo para todo aquele que ingere essa Palavra como Pão de formação e crescimento de sua alma ainda embrião no ventre da Sagrada Mãe Divina.

O Mistério da Mãe Divina assumida na forma da Virgem Maria, que é a atual Iniciadora do Mundo, desde os tempos de Jesus e Judas, aquela que é chamada Guardiã da Igreja de Cristo até o seu retorno, se acende nas aparições marianas que rodeiam o mundo desde os primórdios do cristianismo. Ela apareceu ao apóstolo Tiago, irmão de João, quando ele evangelizava na Espanha, so o título Virgem do Pilar. Ali começava o papel de Maria como guardiã da Igreja de Cristo que começava a ser edificada na Terra pelos apóstolos e primeiros mártires da nova fé. E João, o irmão de Tiago, foi justamente escolhido para esperar até o retorno de Cristo, no final do ciclo da Igreja terrena, e o motivo de tudo isso, Judas tenta esclarecer nos capítulos seguintes.

E Judas não mede esforços para nos apresentar um João evangelista o mais iluminado e predestinado possível para comandar aquela Igreja não da Terra, mas do céu, no papel de Sumo Sacerdote da Linhagem de Melquisedek, que é da parte de Sanat Kumará… o Bacab-Pauah Vênus!

O antigo Dragão dos mitos sagrados, o Dragão bem, Dragão da Sorte ou ser primordial e mais antigo da Terra, dono de toda a sabedoria, é a versão mais antiga da serpente emplumada que conhecemos, encarnando o arquétipo mais complexo da ciência oculta, tão presente nas culturas do ocidente e do oriente, com significados íntimos e cósmicos, científicos e espirituais, físicos e metafísicos, bíblicos e não-bíblicos.

Fazer a serpente emplumar e voar é, dentro da ciência oculta de auto-realização, é transmutar o animal em anjo, o inferior em superior, o chumbo em ouro, o ego soma das ilusões na alma, sol de virtudes. É elevar a serpente na vara, serpente metálica, nervosa, eletricidade psíquica, e fazê-la reluzir no topo, no cérebro, iluminando a mente por dentro, o que transcende o mero ato de aprender via informação externa.

É unir os dois mundos, inferior e superior, o denso e o sutil, o visível e o invisível, o que está em cima e o que está em baixo, unindo tudo através de uma ponte no coração, onde está o ponto de apoio do Verbo. É reduzir passado e futuro à porta do eterno presente. É encontrar a simetria entre os quarks e as galáxias, entre as partículas e as estrelas, entre os átomos e os sistemas solares, entre moléculas e planetas, entre as células e as luas planetárias… entre o homem e o homem!

Porque o homem é o eixo de simetria destas rodas nos extremos infinitos do Universo do macro e microcosmo. Fazer a cobra ganhar asas e voar é criar no homem os mesmos mecanismos que existem no Universo e suas leis, é tomar consciência dos processos ocultos da matéria e compreender a gravidade, a luz, o calor, a eletricidade e o magnetismo como forças e campos agindo dentro e ao redor, simultaneamente, a partir de um principio original comum.

É despertar para contemplar de que forma o de baixo é igual ao de cima, e o visível é igual ao invisível, e o humano, igual ao divino, para se realizar plenamente dentro dessa verdade unificadora.

“O misterioso impulso que fixa a tua atenção nestes manuscritos não é senão o eco do grito que tem despertado a essência imortal de teu próprio sangue. E junto, ao evocar as gloriosas forças da vida, também tens evocado as sinistras forças da morte. Umas e outras são tu mesmo, de modo que não temas. Afronte-as, conheça-as, domine-as. Teu destino é ser amo das duas”. JK

Segue o livro para leitura:

https://ovoodaserpenteemplumada.com/arquivos/o-voo-da-serpente-emplumada-para-leitura-03-04-2010.pdf

Continua na parte 11

JP em 14.04.2020

Veja a arte anterior

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