Cientistas localizam o centro gravitacional do Sistema Solar — e não é o Sol

Sistema solar binário
Helios x Nêmesis

Se alguém perguntasse onde fica o centro do Sistema Solar, o que você responderia?

Provavelmente, diria que fica no eixo do Sol. Afinal, todos os planetas giram em torno da nossa estrela. Acontece que essa resposta não é totalmente correta.

Na astronomia, o centro de massa de dois ou mais corpos que orbitam um ao outro, ou seja, o ponto sobre o qual todos estes corpos orbitam, se chama baricentro. Isso é bastante comum quando os astrônomos precisam encontrar o centro de uma estrela binária, por exemplo. Esse conceito é muito importante para entender a física no universo.

No caso do Sistema Solar, os planetas e o Sol também orbitam em torno de um centro de massa comum. Não estamos falando do centro galáctico – esse é outro assunto que inclui toda a espiral galáctica na qual o Sistema Solar está localizado.

O que precisamos considerar aqui é o “puxão” gravitacional que os planetas impõem sobre o Sol.

Até pouco tempo os cientistas tiveram bastante dificuldade para calcular o baricentro com precisão, em especial por causa de Júpiter. É que o gigante gasoso possui tanta massa – o dobro de massa de todos os outros planetas juntos – que acaba exercendo força gravitacional sobre nossa estrela por um longo tempo.

No entanto, apesar do desafio que a tarefa apresenta, uma equipe de astrônomos conseguiu pela primeira vez identificar o centro de todo o Sistema Solar: 100 metros de distância do Sol, logo acima da superfície da estrela. Se o Sol fosse do tamanho de um estádio de futebol, essa área de cem metros seria equivalente a aproximadamente o diâmetro de um fio de cabelo.

Para chegar a esse resultado, a equipe utilizou os pulsares – estrelas de nêutrons de rotação rápida, ou restos super densos de uma estrela que explodiu em uma supernova. Esses objetos emitem radiação eletromagnética na forma de feixes brilhantes que varrem o cosmos em um movimento circular, enquanto a própria estrela gira, como um farol. Esses clarões de luz são tão precisos que os pulsares se tornaram uma das ferramentas favoritas dos cientistas para calcular distâncias entre objetos cósmicos.

Centros observacionais têm utilizado pulsares para encontrar ondas gravitacionais de baixa frequência, porque elas causam distúrbios sutis no tempo entre um feixe e outro do “farol cósmico”. Isso também é muito útil para calcular o baricentro do Sistema Solar, e foi assim que os cientistas conseguiram realizar o cálculo com tanta precisão. Agora, sabendo a posição exata da Terra em relação ao baricentro, os astrônomos podem fazer detecções muito mais precisas de ondas gravitacionais de baixa frequência.

Stephen Taylor, professor da Universidade Vanderbil, conta que “ao encontrar ondas gravitacionais dessa maneira, além de outros experimentos, obtemos uma visão mais holística de todos os diferentes tipos de buracos negros no Universo”.

Canaltech


Sistema solar binário
Helios x Nêmesis

Se o centro de gravidade do sistema solar fica distante em apenas 100 metros do Sol, e considerando que o cálculo dos cientistas esteja realmente correto, e não sofra revisões no futuro, uma coisa é certa.
Essa resultante final não se deve somente à influência gravitacional de Júpiter, mas tambèm, à existência de Nêmesis, o segundo Sol, na qualidade de estrela anã escura e sem luz própria, exceto no comprimento de onda do infravermelho.

E se realmente o centro de massa do sistema solar é tão perto assim do Sol, isso não significa que Nêmesis vai colidir com o Astro-Rei, quando se aproximar dele, e isso por causa de sua enorme velocidade, que produzirá energia cinética suficiente para que ela passe a uma distância do Sol sem se colidir com ele.

Como a maioria dos cometas, e aqueles que se desintegram, não é porque colidiram com o Sol, mas sim, porque foram desintegrados pela gravidade e derretidos pelo calor.

Isso não deve acontecer com a supermassiva Nêmesis.

JP em 15.07.2020

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