A Senha do Peixe

Falando mais sobre o PEIXE, além do seu contexto de aspecto místico e espiritual relacionado a Deus Pai e a assinatura gnóstica de Cristo no acrônimo ICHTHYS – Jesus Cristo, o Ungido Filho de Deus, há farta literatura antiga que atribui ao mesmo peixe (classe animal) grandes poderes de cura, como descreve precisamente o Livro de Tobias, quando o Anjo Rafael usaria o peixe tanto num aspecto espiritual (afastar o demônio Asmodeu) como medicinal e terapêutico (curar a cegueira de Tobias, o pai).

Assim, o peixe traz, ao mesmo tempo, simbolismo espiritual e medicinal, tanto que se tornou símbolo cristão do Anjo Rafael, Anjo cujo nome significa a Medicina (ou Cura) de Deus.

Contudo, a origem do símbolo Peixe é ainda mais antiga e distante do nosso mundo, sendo relacionada a Vênus e a Sirius (pelos Dogons), e incorporada pela Estrela de Belém, que significa (Belém) a casa do Pão.

Se Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes para alimentar a multidão, somente com o conhecimento de todas estas simbologias antigas compreenderemos o alcance do símbolo: porque cinco pães contam as cinco pontas da estrela, o pentagrama, enquanto dois peixes remontam ao mistério das chamas gêmeas e a luz violeta da ligação em amor espiritual.

Pão e Peixe, terra e mar. Pão se relaciona a Ceres, signo de Virgem, a Mãe Divina e Eterno Feminino.
E peixe se relaciona ao mar, a semente, o Peixe, pescaria, transmutação e, em escala superior, energia cósmica, das águas (signo de Peixes, o Pai, Poseidon, Eterno Masculino).
O Filho se nutre do Pão e do Peixe.
A alma humana precisa se nutrir de pão e peixe para nascer segunda vez.
Temos dois aspectos, físico e espiritual, que precisam de desenvolvimento paralelo.
Alimentamos o corpo com o pão (alimentos da terra), e a alma com o peixe (energia cósmica).

Sabemos que o pentagrama invertido desenha a cabeça do Bode, sendo um símbolo satanista.

Mas se a estrela (com a ponta para cima) fosse um símbolo exclusivamente satanista, o próprio Jesus Cristo não se referiria a si mesmo como EU SOU A ESTRELA BRILHANTE DA MANHÃ, que é Vênus, representada também pelo pentagrama em dois aspectos, matutino (Cristo) e vespertino (Lùcifer) ou a estrela que se levanta com o Sol, e a estrela que cai na escuridão da noite, completando de forma magistral a dualidade Cristo-Anticristo e todas as suas derivações metafísicas do Universo dual.

Conclusão: os símbolos antigos ainda guardam muita sabedoria oculta do universo e do espírito.
E a maior parte ainda não foi decifrada, digerida pela mente moderna.

E na verdade, repousam no fundo do desconhecido como a parte submersa do Iceberg, da qual temos visto somente a ponta na parte superior do consciente, enquanto o restante continua invisível no inconsciente da percepção mental.

JP em 07.02.2020

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