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A ressurreição, do Velho ao Novo Testamento

Sabemos que os mistérios da ressurreição física começaram na obra de Jesus Cristo, este Messias que o Velho Testamento e seus profetas anunciaram, mas que os doutores da lei e fariseus do seu próprio tempo, rejeitaram.

A própria teologia judaica não explorou a fundo os mistérios da ressurreição a partir da (desconhecida para eles) Segunda Pessoa de Deus, o Verbo, o Filho, que se fez carne e habitou entre nós, concedendo vida eterna a todos os que cressem e vivessem sob o seu Nome, que é a Verdade.

Mas há uma passagem importante no livro de Ezequiel que nos permite contemplar a grandiosidade da ressurreição física prometida ao povo seleto de Deus.

“Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu.
E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR.”
Ezequiel 37:12-14

O termo “ressurreição” não existia ainda na cultura judaica, e a expressão do profeta se limita a dizer “eu vos farei subir da sepultura”.

Esta ressurreição é a mais extrema de todas, aplicada a um exército de ossos secos, e o mesmo Velho Testamento cita outros exemplos mais brandos:

No Antigo Testamento:

O filho da viuva (1Reis 17.17-24)
A mulher sunamita (2Reis 4.32-37)
O homem que foi encostado nos ossos de Eliseu (2Reis 13.20-21)

Já no novo Testamento, os exemplos são mais abundantes.

No Novo Testamento:

O filho duma viuva (Lucas 7.11-15)
A filha do Jairo (Lucas 8.41-42; 49-55)
Lázaro (João 11.1-44)
Muitos santos que haviam morrido, depois da morte de Jesus (Mateus 27.52)
Jesus (Mateus 28.1-8)
Tabita (Atos 9.36-43)
Êutico, o jovem que dormiu e morreu durante o sermão de Paulo! (Atos (20.9-10)

Contudo, a ressurreição de Cristo é diferente sob dois aspectos:

Ele ressuscitou por si mesmo, isso é, pelo seu próprio poder adquirido diante do Pai, a fonte da vida.

As outras ressurreições não foram permanentes, porque todas as pessoas ressuscitas (por Cristo) morreram um dia.
Ou seja, um milagre de natureza passageira.

Diferente daquela ressurreição que Cristo pretende transferir ao seu povo seleto, da mesma natureza que a sua, isto é, permanente.

A ressurreição permanente só pode acontecer quando o Espírito volta a habitar em sua morada, com plenitude de poder e presença, coisa que o pecado impede de acontecer.

E se Cristo veio justamente para remover o pecado da nossa alma, subentende-se que a ressurreição por ele concedida acontecerá por um simples efeito do Espírito voltando a habitar em plenitude em sua morada de carne, que se tornou limpa, sem pecado, sem bloqueios entre a vida física e a sua fonte no Pai dos Espíritos.

Ezequiel 37 e a visão dos ossos secos

https://www.bibliaonline.com.br/acf/ez/37

JP em 05.07.2023

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