A Ressurreição da Bruxaria – Harpias

 

 

 

Talvez nem seja este o termo exato para uma arte negra que nunca deixou de existir e que, no passado, nos textos clássicos dos gregos e suas representações refinadas de Psicanálise pura, foram retratadas (as bruxas) entre outros símbolos, pelas Harpias.

As harpias (em grego, αρπυια) são criaturas da mitologia grega, frequentemente representadas como aves de rapina com rosto de mulher e seios. Na história de Jasão, as harpias foram enviadas para punir o cego rei trácio Fineu, roubando-lhe a comida em todas as refeições.

As harpias são referidas na Eneida de Virgílio como residindo nas Estrófades, um pequeno arquipélago do mar Jónico, à entrada do Orcus, ou numa gruta em Creta, por Apolónio.

Aelo (Ἀελλώ) é uma harpia cujo nome em grego significa “a borrasca”.
Celeno (Κελαινώ) é uma harpia cujo nome em grego significa “a obscura”. Também é chamada de Podarge (Ροδάργη).
Em outras versões em vez de harpia, Celeno uma das sete plêiades, filha de Atlas e Pleione.
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Harpias ou mulheres-monstro eram a representação grega das Bruxas, ou mulheres iniciadas na arte das trevas e na prática da magia negra, sendo essa a forma mental das bruxas, quando vistas por clarividência atrás de suas aparências físicas, ainda que belas.

Magia Branca e Magia Negra

Não é difícil discernir uma da outra.

Enquanto a Magia Branca é a arte de operar trabalhos no Universo de acordo com a Ordem e a Lei que regula tudo, fazendo do mago um servo de Deus e um cooperador de sua Grande Obra, a Magia Negra atropela a Ordem e a Lei cósmica, e altera padrões determinados pelo Karma, e afronta a Vontade divina usando seus poderes para satisfazer apenas os seus desejos.

Claro que tal conduta transforma o mago negro numa inteligência decaída, numa mente a serviço das trevas e do Mal, que se opõe ao Bem.

O Bem é a Ordem, o Direito, a Vontade do Criador.
O Mal é a Desordem, é o Delito, é a vontade do ego.

Essas formas baixas de magia negra nunca deixaram de existir.
Muitas bruxas demônio não foram queimadas pela Inquisição, de modo que a tradição se perpetuou até os nossos dias.

Por exemplo: uma mulher deseja um homem casado e usa magias para desfazer o seu casamento.
Isso é magia negra, que também atropela a vontade e o livre arbítrio desse homem em questão que NÃO AMA tal bruxa, destruindo assim uma família inteira.

Contudo, na sua paixão cega, a bruxa atropela a Lei e a vontade alheia, manipulando mentes através de poderes de indução e sugestão junto a sortilégios, ervas e demais rituais importados do antigo Paganismo, aqueles odiosos rituais de magia negra duramente combatidos pelos profetas de Iahwé.

Harpias, portanto, são feiticeiras das trevas, obscuras e criadoras de tempestades e tormentas morais na vida dos demais.
Nos tempos da Inquisição, em plena Idade Média, o Paganismo se desenvolveu imensamente na Europa, e numerosas eram as filhas das trevas e os magos negros, que usavam todo tipo de pacto de trevas e artes negras não para cooperarem com a Evolução do Universo sob as Leis do Criador, mas sim, para obter os desejos do seu ego.

Raptar e sacrificar criancinhas em nome de suas divindades eram rituais muito comuns.

Os antigos manuais de caça às bruxas diziam que elas extraiam a gordura dos corpos ainda vivos dos bebês para untar seus próprios corpos e viajar até o Shabat negro ou reunião de bruxas na parte astral inferior do mundo.

Outras devoravam as carnes das criancinhas.
Bruxas geralmente odiavam as crianças e a sagrada maternidade.

Na literatura rabínica, Lilith era a rainha-demônio e padroeira das bruxas e da magia negra como um todo, seduzindo os homens nos seus sonhos para lhes furtar energia sexual, além de matar recém-nascidos.

Seja lá de que forma alguém cultue Lilith, está cultuando perfeitamente o lado negro e demoníaco da força.
Porque muita gente desconhece que a Grande Senhora da Luz e da Magia Branca é a Virgem Maria.
Esta é uma definição desconhecida para muita gente.

Não estou falando somente de Maria como encarnação e representação humana do Sagrado Feminino e da Deusa, e sim, da Maria humana, um espírito humilde, simples e profundo conhecedor da arte da cura e dos milagres, na melhor expressão da Magia Branca a serviço do Pai eterno.

A Magia Branca e as verdadeiras “Bruxas do Bem” são filhas de Maria, não de Lilith, que é a inspiração de toda a magia negra antiga, repleta de promiscuidade, perversões sexuais, infanticídios e assassinatos.

A serpente tentadora do Éden, mentirosa, sedutora e promíscua,  oposta da serpente iluminada da Alta Magia e da Sabedoria antiga.

Muitas bruxas inclusive aprender a dominar as técnicas da viagem astral para assaltar homens em seus sonhos e induzi-los a todo tipo de influência enquanto dormem, para facilitar a manipulação de suas mentes na parte física.

Muitas bruxas e feiticeiros atuam conscientemente na parte astral, induzindo as pessoas adormecidas a todo tipo de erro e extravio moral. Por isso, a insistência em despertar sempre foi o primeiro mandamento para todo aquele que realmente quer se libertar de todo tipo de matrix mental, porque saibam, as matrix mais poderosas não estão neste mundo físico, mas justamente no mundo astral, aquele que a Psicanálise chama de Subconsciente, onde as pessoas que dormem são facilmente manipuladas pelos seres que nunca dormem… porque só os humanos dormem, enquanto Anjos e Demônios atuam bastante despertos do outro lado!

 

 

Por isso, Harpias foram representadas com asas…

As Harpias são uma versão paralela da Lilith alada, representada como demônio noturno na forma de coruja, que assaltava as casas atrás de recém-nascidos, para usá-los em seus rituais tenebrosos, e também procurava descarregar a semente sexual de homens em seus sonhos luxuriosos por ela inspirados, para usar essa semente sexual também em rituais negros de geração de vida profana, íncubos, súcubos, etc, numa espécie de alquimia invertida.

Usar a magia para cooperar com a Evolução do Universo e o Bem dos seres, caracteriza Magia Branca.
Usar a magia para reforçar a desordem e a maldade, cumprindo apenas os interesses do ego, caracteriza Magia Negra.

A Magia Branca é repleta de santidade moral, virtude e castidade.
No solo da pureza, as flores da beleza divina desabrocham nas mãos do Mago branco.

Já a Magia Negra emprega orgias, imoralidade, e as formas mais baixas de sexo depravado.
Nos pântanos de águas imundas, germina todo tipo de monstruosidade de ação e pensamento.

Ave Maria
Vade Lilith!

 

JP em 01.11.2019

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