Espiritualidade

A renúncia do mundo e a entrada no Reino

Essa é a justificativa principal para toda aquela alma que, por decisão própria, foge do mundo mundano para o deserto de sua busca solitária, pessoal e intransferível… porque aquele círculo de atividades profanas dos seres mundanos – sem interesse e compromisso algum com a espiritualidade – é movido apenas na direção oposta ao espírito, oposta em tudo o que diz respeito ao espírito, ou seja, movido exclusivamente pela satisfação do ego em tempo integral, culto do corpo e dos prazeres disponíveis em cada momento desvinculado com os compromissos de Filhos de Deus que somos nesta Terra em experiência de aprendizado e de passagem, pessoas que se movem na falsa pretensão de elas são as criadoras e mantenedoras do próprio Destino, e com a mais falsa ideia de que basta ter dinheiro e tudo será resolvido…tudo porque o dinheiro pode comprar todas as suas satisfações que caracterizam suas existências fúteis, vazias, alheias ao propósito maior da vida e experimentadas viciosamente na casca (corpo, ego, prazeres sensoriais).

Ou seja, a entrada no Reino espiritual implica na renúncia de mundo, e quanto mais intensamente se pratique um, mais intensamente, na proporção inversa, o outro perdera força em nossa vida (valendo para os dois lados do contexto), satisfazendo a velha e sábia parábola cristã:

“Não se pode servir a dois senhores, a Deus e as riquezas (Mamon)”

Jesus cita o nome do deus Mamon, divindade pagã relacionada com as riquezas deste mundo, porque os seres mundanos e profanos, vazios de qualquer espiritualidade real (pseudo-espiritualidade não conta, porque ela se torna também materialista travestida de mística) eles sempre tiveram um único deus a quem servem e cultuam, e para quem enviam todas as suas orações e promessas:
O Dinheiro.

Tudo porque, na estrutura do mundo em que vivemos, mundo material e materialista, é através do dinheiro que eles podem comprar NÃO A FELICIDADE, mas o prazer, o conforto e a satisfação dos seus corpos e egos opulentos até se esbaldarem, desfrutando de todas as mundanidades que tanto amam, e enquanto satisfazem seus corpos, enchem suas barrigas e transbordam sua taça de luxúrias, extraem suas almas dos seus corpos polutos e manchados com estas operações contrárias ao espírito e o seu propósito de assumir corpo vivo e consciência neste mundo.

Ninguém entra no Reino Espiritual se não renunciar ao mundo, e isso funcionará como um PACTO. Toda renúncia de mundo, de sistemas de mundo, de ideias e ideologias partilhadas por milhões, bilhões de mundanos, funciona como um PACTO perante as Inteligências maiores do Universo, e se elas mesmas dispõem e permitem esse estado tremendo de Dualidade tão contrastante de valores na Terra, é justamente para testar e ensinar as almas nas suas escolhas para fins de aprendizado.

Nesta vida, as coisas que crescem e assumem importância para nós são as coisas que nós escolhemos alimentar, as mesmas que crescem no tempo e assumem a imagem de uma espiral de energia mental que passa a nos conduzir.

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Se alguém alimenta uma espiral maligna, como um VÍCIO, este a alimentará até o dia em que essa espiral que se tornou gigante venha a tragá-lo ao abismo do fracasso, porque dela já não conseguirá sair mais.

Por outro lado, se alguém alimenta a prática da ORAÇÃO, uma espiral altamente benigna começa a se abrir em sua vida, no lado invisivel do mundo, e ela também crescerá como um PORTAL de conexão entre a nossa mente e a Inteligência Cósmica Onipresente.

Ou seja, toda experiência prática de retirada do mundo, seja num deserto, num mosteiro ou no seu próprio quarto pessoal, será um fator real de impulso ao longo do tempo na direção do Reino espiritual localizado sempre na direção oposta do mundo constituido por mundanos adormecidos e entorpecidos em suas maldades.

Será como uma grande espiral luminosa carregando-se de sucessivos portais a cada novo braço que ela abre, na expansão cósmica que mira a eterna Liberdade. Cada porta que se abre e que se atravessa nessa espiral será formada por cada ato de compreensão aplicado a uma renúncia de mundo executada pelo livre-arbítrio consciente!

JP em 07.10.2021

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