A Morte do ego é a porta do renascimento

Todas as doutrinas do passado são unânimes em afirmar que somente com a morte do ego (ou falsa individualidade) é que a alma poderá renascer ao se reconectar com a Fonte, o Espírito, Deus dentro – porque o ego se torna um bloqueio permanente entre a alma e a Fonte da Vida e da Consciência no corpo e na mente.

O Ego é um conjunto de vários elementos psíquicos parasitas, que invadem o corpo e a mente e sugam as energias dos nobres veículos da alma encarnada, levando o seu hospedeiro (a alma humana) a cometer erros e aumentar ainda mais a quantidade da LEGIÃO dentro dele, por alimentá-la a cada nova encarnação com as energias vitais e mentais que ela, a Legião, vampiriza e segue sobrevivendo cada vez maior e mais forte a cada nova encarnação.

Porém, na era moderna e a inversão de valores, o ego não é mais combatido. Pelo contrário, ele é cultuado!

A falsa individualidade levam as pessoas a desenvolverem estilos de vida e aparência que não guardam nenhuma relação com a realidade espiritual de suas naturezas profundas e desconhecidas, criam-se várias camadas de falsa identidade se sobrepondo, e são tantas que a alma se torna irreconhecível para Deus e para ela mesma.
O que significa um estado de profundo adormecimento e prisão na matrix que realmente importa:
o ego que cada um carrega dentro, e pior, cultua e alimenta!

E agora, que esse ego ganhou tecnologia, ele passou a contemplar maiores possibilidades para satisfazer seus desejos. E o egocentrismo humano se tornou tão grande que ele fez do seu adormecimento a sua consciência, da mesma forma que o doente faz da doença a sua normalidade, e não mais a sua debilidade.

Na idade das trevas, ao invés de combater os defeitos, a sociedade está se reinventando em cima deles, e não mais os combate. Apenas os justifica, um a um, e procura extrair de cada um deles motivos de orgulho em ser “diferente”.

O que o Apocalipse chama de “morte em Cristo” trata exatamente disso: as almas que encontram a porta do renascimento por meio da morte dos seus defeitos, são as mesmas almas que poderão renascer em espírito.
Mas as almas que entronizaram seu ego e desenvolveram sua natureza (falsa) em função dele, são todas aquelas que serão tragadas pela Involução natural, e passarão algumas eternidades nas infradimensões, dissolvendo essa segunda natureza terrível e diabólica que encapsulou seus espíritos num aborto do espírito, num desvio das energias preciosas que o espírito concede à alma humana ao nascer.

O processo da segunda morte.
Coisas que a moderna “espiritualidade” não suporta ouvir.
Porque essa é a estratégia mais absurda do ego: converter seu modo equivocado de ser em argumentos de espiritualidade.
Ou seja, a pessoa não somente dorme como também não imagina que dorme.
Porque se crê desperta. Tão desperta quanto um Zumbi programado pelas próprias ilusões acumuladas…

A verdadeira individualidade espiritual não tem nada de vaidosa, sofisticada e coberta de ornamentos de aparência… ela está mais para a simplicidade de uma criança que não é prisioneira do espelho, cativa da própria Egolatria…

JP em 15.11.2020

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