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A Grande Lei

 

Deus, através de inúmeros canais (humanos) já deixou ensinamentos muito claros para a humanidade, tanto para refrear o lado animal e maligno dos homens, como para estimular o lado bom dos mesmos. Acaso os ensinamentos do tipo “amai-vos uns aos outros como eu vos amei, ou Faça ao teu semelhante o que gostarias que te fizessem a ti, ou Amai a Deus e ao próximo como a ti mesmo, ou Aquele que fere pela espada, pela espada será ferido… ” e um monte de outros, não são claros? Ou ainda “Não matar, não roubar, não mentir, não trair, não levantar calúnias, não fazer mal ao semelhante”, e tantos outros, igualmente?

Pode o homem continuar fazendo o papel de desentendido diante do Juízo Universal que se aproxima?

A Lei foi ensinada desta e de outras formas, em praticamente todas as religiões antigas, há muito mais tempo atrás que os convencionais seis mil anos da História oficial da jornada do homem neste mundo. Ninguém diga perante o Juiz de todas as almas que as lições não foram ensinadas de forma muito clara e até paciente.

A Lei do retorno das ações está em tudo, e até veio na Física de Newton como lei cosmológica, não somente de ordem moral.

Um exemplo
Voce tem um filho e diz uma vez: filho, isto é errado de se fazer, e o ensina. E o filho vai lá e comete o erro. E voce diz uma segunda vez a mesma coisa, e o filho faz o erro outra vez. E voce ensina inúmeras vezes o filho, e ele segue errando. Então, um belo dia voce questiona o filho e lhe diz: filho, estou te ensinando deste modo, porque voce me desobedece? Não está vendo que é errado?

E o filho te responde: Pai, mesmo voce me ensinando que isto é errado, a mim não parece, e meu desejo é continuar fazendo do meu modo.
O que este pai haverá de fazer?

O pai acaba por entender que somente com a dor que os erros vão trazer é que este filho, no final do processo, vai aprender. E no dia em que sofrer, o filho lembrará de todos os ensinamentos e conselhos do pai, os quais, finalmente, calarão fundo na sua alma, porque a lição agora foi aprendida com dor, e a dor é como brasa quente, marca suas lições para sempre na alma, diferentemente das palavras que o vento leva… e a dor neste caso não significa que o pai puna ou fira diretamente o seu filho… basta abandoná-lo ao sabor de suas más ações e deixar que o tempo faça o resto, porque o filho irá receber o retorno de tudo o que fez e descobrir por ele mesmo o erro de seus atos. Deus procede da mesma maneira conosco.

Então, eu finalizo dizendo que não somente o filho aprendeu a aprender, como o pai também aprendeu a ensinar. Porque ensinar, na maioria das vezes, é muito mais difícil do que aprender. Essa é a didática de Deus, sem tirar nem por.

As confusões religiosas não foram por culpa das religiões em si, mas por sucessivas deturpações da Boa Lei a favor do ego humano. Ainda que todas elas ensinassem na eliminação do ego para o despertar da consciência real, o ego deu um jeito de perverter todos os ensinamentos a seu favor.

Não são religiões que motivam guerras, mas ideologias distorcidas, pervertidas.

Não diga que instruções e ensinamentos não foram dados de forma clara. Mas lembre-se do livre-arbítrio. É ele que garante o crescimento da consciência livre não-induzida. Porque Deus não criou inferno. Mas o homem sim, cria a culpa ao errar. E essa culpa é o inferno que o acompanha por toda a vida e depois dela, até que encontre uma forma de se redimir disso. E a redenção também nos foi ensinada. Por um remédio simples e eficiente. Arrependimento.

Ps: e nunca se esqueça que seres e civilizações avançadas nos ensinam na medida do que podemos compreender. Tem certas verdades que só “crescendo espiritualmente” chegaremos a compreender um dia. E então, voltamos ao exemplo do filho, quando ele crescer, e finalmente compreenderá o seu pai. E o que ele tomava por tirania na sua infância de sua parte, tomará agora como a mais pura lição de amor e zelo de quem o amava primeiro. Principalmente no dia em que o filho se tornar pai também.

JP em 09.09.2019

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