Uma pequena morte chamada Orgasmo

Não se espante do orgasmo ter essa definição.
Segue a breve leitura do Wikipédia para fins de exposição:

La petite mort em francês, também conhecida como A pequena morte, refere-se ao período refratário que ocorre depois do orgasmo. Este termo geralmente tem sido interpretado para descrever a perda da consciência ou desmaio pós-orgástico das pessoas em algumas experiências sexuais”
“De maneira mais ampla, pode se referir ao gasto espiritual que ocorre após o orgasmo, ou um curto período de melancolia ou transcendência, como resultado do gasto da “força vital”.
“Um estudo recente sobre os padrões de ativação do cérebro usando uma tomografia por emissão de positrons (TEP) dá certo apoio à experiência de “la petite mort”.


Até os estudos mais avançados, usando tomografias cerebrais, revelam no orgasmo físico uma semelhança com a morte!
A cultura popular também associou esse episódio neurológico a uma sensação de pequena morte.

Do Grego ORGASMOS, “excitação, inchaço”, do verbo ORGAN, “estar maduro para, estar no cio”.

Importa saber que as doutrinas espiritualistas da antiguidade já anunciavam, todas elas, a relação entre o pecado original (sexo, orgasmo) e a morte. Ao menos, as verdadeiras doutrinas!

As falsas doutrinas ao longo dos séculos trataram de mistificar o sexo para enganar e continuar enganando a humanidade com o veneno do fruto proibido importado do Éden.

Além das questões doutrinárias que demonstram o titulo da matéria, existem questões neurológicas importantes a ser consideradas com a mesma demonstração.
Porém, vamos começar com as questões doutrinárias.

A Bíblia tinha suas razões ao qualificar a luxúria sexual como o pecado original, aquele cujo salário é a morte
(e salário subentende algo que retorna para alguém em função de prática ou ação repetida, o pagamento pelos atos).

Cristãos de todas as linhagens, ou mesmo adeptos de outras religiões, são livres para pensar que o fruto proibido era uma maçã, e a serpente era um animal literal em um galho de árvore. Mas os estudiosos da Cabala, aqueles que conhecem a Bíblia muito além da letra morta, removendo todos os véus de sua simbologia codificada, sabem muito bem que fruto proibido ao homem e mulher criados puros, como Anjos, no começo dos tempos, era a experiência sexual, que somente à casta animal era permitida.

Mas a curiosidade sempre vem antes do estrago feito e irremediável.
Porque o fruto proibido é o sexo, a cobra é o desejo e a árvore é o nosso corpo.

Então, depois da queda, os Mestres da humanidade precisaram criar a instituição do casamento e da família para impedir que a fraqueza sexual humana adquirida não se transformasse numa libertinagem sem freios, trazendo corrupção para a sociedade e uma acelerada degeneração do DNA.
Note que o termo degeneração se associa com o termo gen, gene, genética.
Um ser degenerado tem essa conotação de um ser moralmente fraco e sexualmente impuro.

GEN, GENUS
Esta palavra latina vem de uma fonte Indo-Europeia gen- ou gnê-, “gerar, engendrar, fazer nascer”.
DEGENERAR – “corromper-se, perder as qualidades essenciais”, do genus acima citado.
REGENERAR – de regenerare, formado por re-, “de novo, outra vez”, mais generare, “gerar”, queria dizer “fazer viver novamente”.

O Velho Testamento é repleto de advertências do Espírito de Deus ao seu povo sobre a necessidade de uma conduta estritamente santa e pura, como base de qualquer relação positiva entre espirito e corpo físico.

E já no capítulo 6 do Gênesis, após os eventos que se sucederam imediatamente à queda de Adão e Eva do estado de pureza celestial, vemos o relato de Anjos caídos tendo relações sexuais com mulheres humanas, o que gerou monstros sobre a Terra (Nefilins, que significa, no hebraico, aqueles que caíram)

Ou seja, as mulheres humanas começaram a parir naqueles tempos aos Anjos caídos, que assumiram corpo físico e espalharam sua corrupção sexual e ideias invertidas de rebelião contra Deus em todas as nações.

Quando então o escriba reflete que, por causa disso, dessa corrupção carnal generalizada, o Espírito de Deus não contenderia para sempre contra a carne do corpo por ele ocupado, limitando a existência humana em 120 anos.
Um decreto de morte.

O mesmo episódio da Árvore da ciência do bem e do mal expressou a mesma advertência, porque disse o Espírito ao casal: não comam deste fruto, porque se o comerem, certamente morrerão.

Ora, o Gênesis 2 anuncia que o Jardim do Éden tinha todo tipo de fruto, isto é, de experiência de energia disponível ao casal, mas somente uma era proibida, a experiência sexual (o fruto da proibição).
E diz que esse fruto ficava na árvore da ciência do bem e do mal, bem no meio do jardim.
Um fruto delicioso à vista, aos sentidos…

Localize qual parte do seu corpo está no centro exato, no meio exato dele, dividindo a altura total por dois.
Não é o coração.
Sim, são os órgãos sexuais.

E diz que esta árvore (ciência, o sexo) partilhava raízes com outra árvore, a árvore da vida.
Coluna vertebral, kundalini, osso cóccix, na mesma irradiação nervosa dos órgãos sexuais.

Mas veio a serpente, um espírito caído, que falou na mente da mulher e a seduziu, mentindo a respeito daquele fruto, que, ao invés de morrer, se ingerido, ele daria a ela e ao seu marido a mesma condição dos deuses.

A serpente, além de um demônio literal (Samael-Lilith), era a encarnação do desejo que enganou a humanidade através dos sentidos carnais e vem enganando até hoje, desde o princípio.

E a desobediência foi seguida pela fatalidade: o primeiro casal, criado imortal e puro pelo Espírito da Vida, ingeriu o fruto e morreu. E perdeu a pureza (sentiram vergonha, porque vergonhoso era o ato perante a sua consciência).

Mas até hoje, o Reptiliano Samael tenta pregar o prazer sem culpa, e as pessoas já perderam até mesmo a capacidade de sentir vergonha de suas imoralidades, o que significa realmente que a consciência está anestesiada pelo desejo impuro.

Sexo não é vida. É morte.

Antes da queda, o poder da humanidade era o mesmo que dos Anjos, como declara João, dizendo:

“No Principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus. E o Verbo era Deus.
Nele estava a VIDA, e a Vida era a luz dos homens”.

Depois da queda no pecado original (sexo) o espírito trouxe mudanças evolucionárias ao corpo do ser humano que passou a assumir natureza mortal corruptível, e essas mudanças evolucionárias é que aparelharam em nosso corpo, entre outras funções ajustadas, a natureza sexuada na forma de sua reprodução.

Assim sendo, a função sexual se tornou o mecanismo de reprodução da espécie humana, então, nivelada à mesma condição dos animais, porque perdeu a condição dos Anjos, imortais.

Todo mundo diz que o Sexo é Vida, e a mídia explora muito isso na sua venda altamente lucrativa de produtos (porque o sexo se tornou a grande fraqueza generalizada da humanidade, e seu ponto mais fraco, seu grande vício).
Mas isso não é verdade. Pelo menos à luz do espírito.
Só será verdade se interpretarmos tudo pela ótica carnal, onde sexo aparentemente é vida.

A verdade é que o sexo apenas replica a vida já existente em outras dimensões da existência. Se valesse essa regra, podemos dizer que o coração é vida, o sangue é vida, etc. A função sexual, como todas as outras funções vitais do corpo, não gera a vida, mas expressam um efeito de um poder vital oculto e anterior ao próprio corpo existente. Localizar no sexo a origem da vida é certamente uma concepção altamente materialista e superficial da questão em sua total complexidade. A causa da Vida é o Ser e a sua Palavra, alento, vibração e pulso espiritual.

Mas tudo o que vive e se reproduz no corpo não são a Vida, e sim, os efeitos da Vida aplicados no corpo. As próprias células se duplicam de forma assexuada (mitose) assegurando o crescimento e renovação celular. E se as células se reproduzem de um modo não sexual em nosso corpo, não podemos aplicar ali a lei do sexo para explicar o fenômeno. Donde vem, então, a força da vida que faz uma célula se desdobrar?

Da alma, do espírito, da palavra e do alento do Ser que mora dentro do nosso corpo, desde o nosso nascimento, desde a nossa concepção no ventre materno. A mãe vai alimentar o embrião, é certo, mas esse embrião já se desenvolve sozinho, pelo poder do espírito construtor que haverá de habitar nele nove meses depois, quando o corpo estiver formado e pronto para nascer.

A sexualidade de nossos pais forneceu a matéria-prima, as células sexuais, que se fundem numa única célula, e a partir dela, o espírito inicia a construção do novo corpo.
Essas células sexuais, com toda a sua carga genética de herança, no entanto, não contém a vida. Apenas a matéria-prima da nova edificação da alma encarnante.

A biologia sexual é uma adaptação evolucionária que reproduz uma vida já existente, na dimensão da alma, e essa vida consciente pulsa, vibra, fala, respira, saturando as células orgânicas e o corpo por inteiro, e essa vida foi
a que condicionou a reprodução sexual conforme a evolução que nivelou a humanidade caída para baixo, à semelhança dos animais, não mais à semelhança dos deuses.

Sofremos uma mutação negativa, com limites impostos ao próprio DNA, atualmente defeituoso e cheio de falhas e doenças hereditárias assumidas por involuções sexuais ao longo do tempo (porque a sexualidade altera diretamente a genética humana ao longo das gerações e dos cruzamentos).

Porque não era assim antes da queda, quando éramos como Anjos e o Poder da Palavra divina era nosso, e com ele, criávamos qualquer coisa. Incluindo vida, vida consciente. O sexo biológico é uma sombra material de tudo isso.
Deus criou todas as coisas com o Poder do Verbo, Vibração, Cordas.

E todas as coisas foram polarizadas em seguida para gerar movimento e fluxo na Criação. E a grande realidade do sexo dos Anjos só pode ser compreendida no estágio mais elevado das Almas Gêmeas, que representam a polarização do próprio espírito em níveis tão elevados de existência nas dimensões infinitas que, comparado a tudo isso, o sexo realmente nem chega a ser uma sombra.

Porque somente eles podem dizer que conhecem o que seja amor. Aqui, na nossa condição, tudo o que nos move é desejo a serviço dos instintos, não do amor. Mas um desejo que facilmente se disfarça de amor.

Nota:
Por que eu coloquei a imagem do signo de Escorpião no tema?
Porque, conforme a astrologia hermética, este signo se relaciona com a casa VIII, que liga os temas sexo e morte num mesmo contexto.

O signo de Escorpião assinala exatamente o ponto de queda da humanidade, porque Libra significa o poente, o por do Sol, a descida do Espírito na matéria, ou mesmo a queda dos Anjos, espírito que se polarizou em sexos e comeu o “fruto proibido”.

Escorpião localiza os mistérios da morte atrelada à sexualidade e ao Kundalini, que, na imagem, é trabalhado por um discípulo solteiro (não casado) em posição de asceta, em meditação solitária, vencendo as agruras do corpo, da mente e do ego.

A criança segura o crânio: eis a dualidade nascer-morrer que nos prende a roda das reencarnações, que o discípulo pretende vencer no deserto das provações e purificações.

A palavra de Cristo no Evangelho, porém, lança uma prescrição: a de que este mandamento não era para todos, mas somente para aqueles a quem lhe fora destinado. E para os que não suportassem tal condição, que se casassem e gerassem filhos, para não caírem em ato de fornicação e adultério: isso constituiu a instituição do matrimônio e da família, segundo o velho testamento: Crescei e multiplicai-vos (a lei inferior da sexualidade após a queda d humanidade na geração animal mortal e corruptível).


Eis o graal que ele pretende beber, licor que não é servido em taças de sexualidade, pelo contrário, em taças de castidade. Eis a serpente tentadora de sempre, eis a águia vitoriosa voando no meio dos céus, gritando (a águia simboliza a Palavra nos mistérios).

Eis a serpente ascensionada, o Kundalini que tem relação com a vitória sobre a morte, e os místicos e ocultos processos de ressurreição.

Eis a chave oculta da ressurreição, depois que os portais da morte são vencidos quando a última tentação, que foi a primeira e a mesma tentação de sempre, o sexo, tiver sido superada pelo exercício mais rigoroso da vontade aplicada a mente.

Porque a mente controla a matéria e o pensamento de castidade deve dobrar o desejo.

Caso contrário, a criança vai brincar novamente com o seu próprio crânio em um novo berço amanhã, um amanhã que se curvará sobre si mesmo em outro crânio…
Porque, por incrível que pareça, e por mais paradoxal que isso seja, a força sexual em ação é justamente aquela que mata lentamente a raiz da árvore da vida tipificada no Kundalini.

A única morte capaz de dar vida eterna é a morte do ego.
A morte física em si mesma é a outra face da moeda escondida na sexualidade animal, e ela nunca deu vida eterna, apenas nos mantém presos à roda dos renascimentos. O Budismo tibetano clássico, paralelo aos mistérios do Evangelho, é repleto de referências sobre isso.

Existem outras relações envolvidas na análise da casa VIII, conjugando sexo e morte, por exemplo, análises psicológicas falando de envolvimentos profundos que transformam a individualidade dentro dos relacionamentos e suas partilhas, etc. Mas o sentido oculto mais profundo de Escorpião, que traz um veneno em sua natureza, é o de que esse veneno lhe acarreta a própria morte: o sentido da função sexual (o orgasmo é conhecido como “a pequena morte”)

Os ensinamentos secretos da Bíblia possuem fantásticos paralelos com o Hermetismo clássico e o hinduísmo da mão direita, já que o hinduísmo da mão esquerda, o tantrismo sexual, nada mais é do que um orgasmo controlado e refinado com a intenção de prolongar o prazer carnal da experiência que, de mística não tem nada, porque esse sistema de coisas é o que bloqueia imediatamente a ação do Espírito Santo nos veículos, e enquanto o corpo, morada de Deus, estiver manchado pelo desejo impuro, o Espírito Santo se afastará, ficando mesmo impedido de agir.

E se o Espírito Santo é a fonte da iluminação e da consciência da Verdade no homem, bem se vê que todos esses gurus e seres auto-proclamados iluminados não o serão, exceto se forem puros e castos como crianças.
Só com essa regra simples, você poderá derrubar muitas cartas falsas deste cenário esotérico mundial, repleto de gurus e mestres do sexo, em toda parte. Nenhum deles é legítimo.

Quem quiser se aprofundar aqui deve meditar nas cartas de Paulo, que são bastante claras e lúcidas a esse respeito.

Quem conhece a Cabala, conhece os incríveis paralelos entre os termos no hebraico original e os conceitos energéticos do corpo físico através das relações do Espírito com a carne.

Um destes conceitos é o Kundalini, e a Bíblia fala dele!
Tanto no Velho como no Novo Testamento.No Velho Testamento, a passagem de Jacó, quando dorme na cidade de LUZ, que passou a se chamar Betel. Porque ali ele viu a escadaria dos céus, e os Anjos subindo e descendo dela.
Ele deitou a cabeça sobre uma pedra, na cidade LUZ e teve esta visão.

Há um enorme conhecimento aqui.

Antes de mais nada, LUZ não é o nome latino da luz ou radiação, mas é o nome hebraico da cidade que tem relação com Amendoeira. E depois, o nome da cidade foi alterado para Betel (BIT.AL), a Casa de Deus.
Por que Amendoeira?
Porque a amêndoa vem dentro de uma cápsula dura e hermeticamente fechada.

Analogia com o osso do cóccix, em cujo interior, na base da coluna, está o Kundalini.

Eles chamavam esse osso de Osso-Luz. E que e Bital, a casa de Deus.
Porque o Kundalini é a semente dos Anjos dentro de nós, a semente do renascimento.
Por isso, Jacó viu a escadaria de ascensão espiritual no seu sonho, dormindo sobre uma pedra.
A pedra, o fundamento do novo templo a ser reedificado pelo Espírito Santo.

Enquanto que, no Novo Testamento, Jesus falou na pedra de tropeço e de escândalo, que escandalizaria muitos falsos mestres. E o que mais temos visto são gurus e místicos, e pessoas de destaque no mundo, sendo desmoralizadas por causa de condutas sexuais proibidas que aparecem e são reveladas a público.

Há um denominador comum aqui em todas as doutrinas sagradas da antiguidade (e não mais nas doutrinas deturpadas da modernidade) falando dos grandes males do desejo físico que assume o controle da mente, e o fruto proibido tinha mesmo aquele sabor e aroma agradáveis, tão agradáveis que poucos lhe resistem, e como o mais doce dos venenos, são ingeridos lentamente ao mesmo tempo em que vão minando lentamente as energias vitais do corpo carnal e assinando a sentença de morte, decreto de dissolução do corpo físico com tal conduta assumida.

Porque não há uma só linha na Bíblia que aponte o sexo como magia oculta ou fonte mística de poder.
A ele é dada sua função específica: ter filhos.
O resto é criatividade de mentes sensuais e fracas.
A fonte do poder disponível ao homem é a mesma que Deus entregou aos Anjos: a Palavra criadora combinada com o poder do pensamento.

A pedra fundamental de edificação da alma encarnada é o Instinto, generalizadamente, e o sexo, especificamente.
Temos que construir o novo templo sobre esta pedra cinzelada, refinada, trabalhada.

A transmutação sobre os instintos, que requer sacrifício e renúncia aos apelos sensoriais controlados pelo desejo.
Se essa pedra é fraca, e se a casa (corpo) foi construída sobre areia, e não sobre a pedra, na primeira tempestade ela desmorona. Essa é outra alegoria da morte (casa, corpo físico destruído) por causa de sua base fraca, arenosa, minada por desejos impuros e sem moderação).

E não foi o mesmo Jesus que declarou ao velho Nicodemos que ele só haveria de renascer se levantasse a serpente na vara, lá no deserto, como fizera Moisés? (o episódio da serpente de bronze).

Ora, o conhecimento do Espírito divino não foi entregue somente na antiga Israel. Outras civilizações o receberam, e por isso esses paralelos doutrinários existem, e são muitos.

A serpente é o símbolo mistico mais dualista de todos, ela pode ser bendita ou maldita, luminosa ou tenebrosa, dar a vida ou roubá-la de nós.

O Kundalini ascenso que se torna a auréola dos santos ou a cauda projetada na base da coluna que aparece no corpo astral dos filhos do desejo, convertidos em demônios.
O que não existe é meio-termo. Ou se escolhe a via da santidade, ou então os desejos tomarão o controle da mente, e escravizarão a alma na eterna necessidade de satisfação física, fazendo do PRAZER o seu centro de gravidade e interesses.

O Budismo tibetano associou o desejo à imagem da Roda, e que, tal como o tempo, o desejo se vincula às ilusões projetadas na matéria, corpo e sentidos, e por isso, gira com a roda, com o tempo, do nascimento á morte, e o desejo físico transforma o homem em prisioneiro do tempo, porque o mesmo pecado original no fundo de sua memória reencarnante o leva a comer infinitas vezes o mesmo fruto, e morrer devagar com sua ingestão, voltando ao pó, e renascendo, e comendo de novo o fruto, e morrendo, e voltando ao pó etc…

Anjos são filhos do Amor puro.

Demônios são escravos do prazer e da cobiça por poderes (para controlar os outros).
Vivemos uma era onde muitos esoterismos são lançados por ai, prometendo todo tipo de poder e vantagem.
É preciso tomar muito cuidado aqui, e investigar de quem são as mãos que estão oferecendo estes sistemas fáceis de obtenção de poder e vantagens, negando frontalmente a verdade da cruz libertadora chamada Sacrifício!

Ora, me parece contraditório que a alma aspire as liberdades celestiais, porém, continue fraquejando fisicamente em todas as solicitações do desejo impuro sem freios em seu corpo… não está escrito que ninguém pode servir a dois senhores?

Ao senhor do corpo (desejo) e ao senhor do espírito sem que um deles seja traído, e a alma afunde no conflito?

Há que se escolher, portanto, a que deus iremos servir. Aos ídolos da carne que invadiram o templo sagrado a força, ou ao único Deus que habita dentro, feito de Amor, Compaixão, Caridade, desapego, sacrifício e renuncia, rumo à consciência do Amor Impessoal e Incondicional.

Se você ama alguém por causa do CORPO desse alguém, é claro que não ama.
São apenas instintos sentindo atração e interpretando falsamente tudo isso como amor.
Amor sequer precisa de um corpo entre duas almas que se amam.
Na verdade, o corpo e esse desejo tenaz é o que geralmente atrapalha e, com o tempo, mata o amor puro em essência.
E para muitos, o corpo será justamente uma parede que impede a sua alma de amar verdadeiramente, tão emparedada que sua consciência está no desejo impuro!

Agora, analisando o orgasmo do ponto de vista neurológico.
Orgasmo = Pequena morte.

Do ponto de vista neurológico, o centro de comando instintivo no corpo tem seu núcleo instalado na região do cóccix, que seria o terminal inferior ou positivo do sistema nervoso, cujo terminal superior ou negativo estaria no cérebro. Todos os instintos são associados ao campo sensorial da mente (polarizado em dor e prazer) fazendo dessa tábua dual a sua regra de conduta, ou seja, a busca pelo prazer e a repulsa pela dor.

A mente primitiva se polariza nesse campo dual, dor e prazer, oscilando entre seus extremos ao longo de toda uma vida incapaz de romper com seus mecanismos, e fazer a consciência saltar e transcender a experiência existencial para além, muito além do campo sensorial da mente e dos prazeres que, para o espírito mais sutil, são totalmente grosseiros e incompatíveis, gerando emoções densas no coração, tão densas ao ponto de bloquear a ação do espírito e seu poder superior no tabernáculo de carne.

Os instintos precisam trabalhar com esse campo mental polarizado de sensações físicas agradáveis ou desagradáveis para cumprir suas finalidades de manutenção e conservação do corpo físico. Por isso, o cérebro envia sensações de prazer quando comemos, ou sensações de cansaço quando precisamos dormir. Mas são sensações ilusórias fabricadas pelo cérebro sob o comando daqueles instintos.

Porém não há um instinto que mova maior quantidade de sentidos de prazer físico do que o sentido sexual, sendo o orgasmo a sua culminação, e nenhum outro lhe supera. Tanto que muitas pessoas transferem insatisfações sexuais para o ato de comer exageradamente, na busca de compensar um prazer faltante (o sexual) por outro (comida, gula) de forma inconsciente, sem perceber.

O orgasmo é uma tremenda explosão de energia vital que, literalmente, mata o homem aos poucos.

Os efeitos imediatos do orgasmo no cérebro são similares aos de uma droga potente, produzindo uma vertigem violenta seguida de um desfalecimento que dura alguns segundos, para acometer o corpo físico de um cansaço, porque houve uma grande descarga de energia vital no processo.
Um verdadeiro curto-circuito do Sistema Nervoso nessa explosão sensorial, e todos nós sabemos os danos que curtos-circuitos causam em aparelhos eletrônicos.

O Cérebro é semelhante a um aparelho que lida com eletricidade, e essas repetidas panes nos neurônios vão destruindo lentamente os delicados receptores sensíveis do cérebro, na forma de ondas tremendas de energia vital convertida em energia elétrico-nervosa.

A contraparte do prazer é a dor, sempre a dor.
Se o prazer indevido dá um passo hoje, a outra perna dará um passo em forma de dor amanhã. Muitas doenças são potencialmente acionadas nos órgãos e no DNA em função dessa conduta explosiva dos sentidos sobrecarregando os sensores nervosos da máquina humana ao longo dos anos.

Todo tipo de excesso físico cumpre descarregar o fundo de energia vital, o estoque de energia vital depositado naquele corpo etérico, o duplo físico que todos os seres vivos possuem.
E também nada valem os argumentos de uma pretensa magia sexual moderna, extraída de tantrismos da mão esquerda, alegando que seu poder vem do refreamento do orgasmo. Como foi dito, o orgasmo está apenas sendo refinado, e o que o sexo comum engole de uma vez, o tal sexo “místico” engole devagar. Essa é a única diferença, porque, no final das contas, a cota de energia desviada para satisfação de prazer físico será a mesma, impactando negativamente o cérebro e sistema nervoso por igual.


Todo tipo de excesso físico cumpre descarregar o fundo de energia vital, o estoque de energia vital depositado naquele corpo etérico, o duplo físico que todos os seres vivos possuem.

Gulas, ataques de ira, dormir demais, exercícios em demasia, e todo tipo de excesso cometido no corpo, irá extrair do sistema nervoso grandes quantidades de energia vital transformada em energia nervosa. Podemos e devemos fazer a leitura da lei de conservação de energia aqui.

Mas o orgasmo é, literalmente, uma dinamite sensorial que descarrega violentamente o corpo físico, tanto que os sentidos se desfalecem a tal ponto após o ato que realmente simulam o desfalecimento de uma pequena morte, e exames de eletroencefalograma demonstraram isso, daí a associação com os mesmos sintomas da morte, que é a descarga final de toda a vitalidade física num único golpe (ou lentamente promovido por uma doença prolongada).

E essa energia toda, quando os instintos são exacerbados, abalam profundamente a raiz da árvore da vida que eu mencionei antes, o kundalini, que como uma raiz de árvore, vai ficando fraca, abalada até secar… e a árvore tombar sem vida. Essa é a relação simbólica que a Bíblia, atualíssima em seus conceitos, quis propor com o corpo físico e sua raiz vital plantada no núcleo instintivo, o cóccix e adjacências (órgãos sexuais).

Diante dessa declaração demonstrável, fica clara a relação entre pecado origina, fruto proibido, sexo, fornicação, escravidão ao desejo, e orgasmos que são pequenas mortes plantadas ao longo da vida limitada e que fica ainda mais limitada a cada tremendo desgaste de energia… o cérebro precisa mover enormes quantidades de energia vital transformada em eletricidade nervosa pura para satisfazer a demanda de um único orgasmo… então a gente calcula quanta energia é perdida numa vida dedicada a isso, inúmeras e inúmeras vezes, e deduz o enunciado da Bíblia, o pecado é o salário ou pagamento da morte
Fato!

Por outro lado, a prática sexual irrefreada vai causando todo tipo de dano no DNA, e todas as doenças e falhas genéticas transferidas às gerações posteriores nasceram de condutas sexuais degeneradas (o termo degenerar é o oposto de regenerar, e tem conexão com gen, genética)

A regeneração vem pela via oposta. A velha regra de sempre, a castidade das crianças e a santidade dos monges, que, embora tenham ainda o destino da morte impresso no seu DNA, conseguem conduzir uma vida muito rica de experiências de expansão da consciência, e com toda certeza vão construindo no seu destino, numa vida futura, as condições perfeitas para transcender o Karma e assumir a posição privilegiada de ANAGAMI, ou aqueles que não retornam mais (porque se libertaram daquela roda, alcançando a mesma iluminação budista e o mesmo segundo nascimento dos Filhos de Deus sob o poder não da carne ou do sangue, mas do Verbo de Deus).

Depois de todas estas exposições, realmente fica clara a compreensão daquela passagem tão polêmica do Evangelho, quando Jesus Cristo anuncia que os eunucos voluntários, a saber, as pessoas que renunciaram por vontade própria ao desfrute carnal, em Nome do Reino dos céus, seriam abençoadas.

E depois as associa com crianças inocentes, às quais também associou a posse do Reino celestial.

Porque tudo o que o homem conhece neste mundo é reino tenebroso do pecado sempre se auto-justificando, porém, ainda escravo da doença, sofrimento e morte.

Tudo porque o defeito secreto que moveu o pecado original na carne veio antes da carne.
E ele se chama orgulho, ou a assumida incapacidade de reconhecer os próprios erros, quando eles convém aos desejos…

Uma coisa muito curiosa: a humanidade evoluiu tanto em termos de tecnologia e conhecimento, desbravou várias fronteiras… mas continua escrava do animal ancestral e do primata instintivo de sua natureza antiga, aquela que rompeu com a casta dos Anjos… ou seja, a humanidade venceu muitas coisas, mas ainda continua escrava da coisa mais elementar de todas, da primeira fraqueza, da primeira pedra de tropeço… ou daquele fruto tão delicioso que entregamos a nossa vida inteira em nome do seu sabor, sabor esse que, venenoso sendo, nos dará a morte por recompensa, em todas as vidas que se seguirem ainda impotentes e fracas diante dos seus apelos…

Onde está a evolução real, sob o risco de involução fatal?

Valerá mesmo a pena entregar tantas vezes o corpo para a sepultura em nome de um prazer que, se comparado com a felicidade celestial dos espíritos livres, é extremamente impuro, grosseiro e venenoso?

E que, justamente por ter se esquecido da experiência transcendental de amor dos Anjos que já foi sua um dia, é que a atual humanidade se entrega tanto a essa conduta carnal sem freios… por sentir que não lhe restou mais nada além dela, como que procurando compensar o vazio existencial na alma com um prazer puramente ilusório, chegando ao absurdo de divinizá-lo.

É uma pena que poucos humanos são os que conseguem se libertar da algema do desejo carnal por alguns segundos que seja, e experimentar em meditação e oração uma fração mínima que seja daquela felicidade celestial já esquecida pelo resto da humanidade, o bastante para dedicarem todas as suas vidas em estado de santidade e pureza na obtenção da regeneração de toda alma e sua assinatura no DNA que se degenerou em função do veneno de efeito prolongado da víbora do Éden, sacralizando cada momento seu em nome da redenção do Amor mais puro que existe…

(***)

Conhecei a Verdade, e a Verdade vos libertará!
E Essa Verdade é a única capaz de nos mostrar o caminho que conduz à vida eterna…

Ps: eu sei que médicos, místicos new age e sexologistas vão dar gargalhadas deste estudo, ensinando e defendendo exatamente o contrário de tudo isso.

Eu ficaria surpreso se eles concordassem com tudo isso.
Mas por estarem rindo, então é porque tudo está normal.

Afinal, o que esperar de consciências regradas pela carne e ainda controladas pela serpente em plena era da máquina inteligente?

JP em 10.02.2020

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