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Quanto mais conheço as pessoas, mais prefiro o meu cachorro

Quando você diz:
“Quanto mais conheço as pessoas, mais prefiro o meu cachorro”
você lança um julgamento sobre si mesmo, porque você também é ser humano e, assim, acaba por entrar no seu julgamento generalista de que nenhum ser humano presta.
Inclusive você.

Cães não tem amor incondicional.
O amor deles é condicionado à tudo o que o dono lhe oferece, abrigo, comida e afeto.
Retire tudo isso dele, e depois de um tempo, ele poderá se tornar agressivo.
No final, ele age como qualquer ser humano condicionado ao que recebe dos outros.

Claro que cães são leais e afetuosos. Mas trata-se de uma lealdade e afeição construída pelo dono no acúmulo de cuidados.

Tanto que, se for uma pessoa estranha e não acostumada ao cão, ele pode ficar agressivo e até mordê-la.
Isso não é amor incondicional, é amor condicionado SIM!

O afeto deles por seus donos é em função de tudo o que os donos dão para eles.
Se os donos retirarem tudo isso, ou se nunca lhes derem coisa alguma, serão estranhos para os cães, que podem até se tornar agressivos na sua presença.

Alguns dizem que seres humanos são mesquinhos, e contrariam-se uns aos outros, daí a sua preferência por cachorros.

O problema é que, além disso, seres humanos sempre vão contestar o seu ego, diferente de um cachorro que se submete por medo. Não por respeito.

Animais são condicionados, o afeto deles é condicionado, meio misturado com seus instintos de preservação, alimentação e abrigo. Muitos seres humanos também se tornaram assim, interesseiros na mesma linha de seus instintos básicos, incapazes de qualquer gesto de amor ou doação.

Mas não é porque um ser humano não se dobra às vontades do seu ego, que ele se tornou de menor valor que um cachorro.
Vamos ver os dois lados da questão.
Vejo muita gente brigando, berrando com cachorros, descarregando neles seu ego dominador, violento e controlador.
Claro que o cachorro aceita – e ele tem escolha?
Mas com seres humanos, a coisa é diferente. Claro que não vão aceitar e reagirão à altura do seu ego maligno.
Isso o torna de menor valor que um cão?

Vamos corrigir portanto essas hipocrisias enquanto é tempo, a Lei Divina julga seres humanos. Animais estão em outro departamento da Criação. Todos eles, não somente cachorros, são importantes ao Criador de toda vida. Deus não faz acepção de pessoas.
Muito menos de animais.

Amor incondicional?

Amor incondicional é aquele que lhe dá tudo por nada em troca, e até por ofensas e chagas abertas. Amor incondicional é aquele que paga a maldade com bondade.
Se você for mau com o seu cachorro, ele passará a lhe odiar com o tempo. Mas a humanidade inteira se portou maldosamente diante de Deus e de Cristo, e nem por isso perdeu o Amor de sua parte, que é incondicional. Amor incondicional vem de Deus.
Não de animais. Pelo amor de Deus!

Amor incondicional pertence a Cristo, mas como todo o resto, tudo está sendo deturpado em prol de ideologias modernas.

Nessa atual guerra entre os humanos, muitos estão se sentindo ou solitários ou desajustados em seus relacionamentos básicos, familiar, profissional, amizades, e só lhes resta migrar o emocional para os cachorros, para tentar curar carências afetivas. Em vez de tentarem arrumar seus relacionamentos sociais, corrigindo os próprios erros de um ego controlador e insuportável para o convívio, preferem condenar o gênero humano como malvado e refugiarem-se atrás de cachorros.

Caramba, isso é muito básico, fácil de se detectar com qualquer psicologia.
As pessoas não sabem mais amar o semelhante, o próprio reflexo quebrou no espelho dos relacionamentos onde mais aprendemos, e assim, fica fácil romantizar um relacionamento com cachorro e se sentir falsamente suprido no coração e na alma.

RELACIONAMENTOS COM CACHORROS NÃO SUBSTITUEM AS RELAÇÕES HUMANAS. Chega a ser ridículo ter que destacar isso.

Então, temos uma pessoa insuportável que não se dá com ninguém, cria problemas em todos os relacionamentos e, por isso, decide se isolar e se cercar de cachorros e gatos, para depois passar a acusar todas as pessoas, dizendo que ninguém presta, exceto ela e seus pets?

Mas é justamente o contrário, quem não presta é ela.

Eu gosto de cachorros, desde quando era criança, o problema é o exagero emocional que as pessoas colocam nos relacionamentos com pets, humanizando-os e os colocando acima dos seres humanos em importância nas suas vidas.

Muitos inclusive sentem mais a perda de um cachorro do que um parente, um pai, uma mãe, um filho.
Olha o nível que chegamos!
De repente, essas pessoas acham que não precisam mais de seres humanos na vida, e que os pets as suprirão de tudo.
São pessoas com graves distúrbios emocionais, fuga psicológica e carências que chegam a ser doentias.

E num mundo onde o amor humano esfria, em sua loucura de carência, muita gente começa a transformar cachorro e gato em anjos de luz e seres de bondade e amor incondicional, enviados pelos céus para curar o mundo… ora, pensei que essa fosse a definição de ANJOS!

Não. Cachorro e gato não são anjos, são apenas animais e que, pelo convívio com humanos, desenvolvem maior resposta emocional do que os animais selvagens, e isso é motivo suficiente para que os humanos carentes endeusem essa classe animal, colocando-a acima de humanos, e enquanto isso, outros animais são trucidados em abatedouros para matar sua fome, e ninguém vê nada de anormal nisso, porque cachorros e gatos são especiais, mas não a vaca (sagrada na Índia), o boi, o porco, as aves, os peixes, etc. Na linguagem destas pessoas, ANIMAIS = CACHORRO E GATO. E só.

Outros animais, se entrarem no convívio humano, começam a enviar as mesmas respostas emocionais que cães e gatos. Cavalos, por exemplo. Bois e vacas, pássaros, muitas espécies animais podem desenvolver resposta afetiva a humanos quando convivem de perto com eles e por eles são tratados, nutridos e cobertos de afeto.

A carência afetiva e a doença emocional de algumas pessoas têm distorcido todas as coisas aqui, neste mundo caótico de inversão de valores onde a loucura é regra e o bom senso é a loucura.

Gostar de animais é uma coisa, mas se tornar incapacitado para os relacionamentos naturais com humanos e passar a se cercar de pets, criando uma fortaleza emocional de proteção e fuga, isso é outra coisa totalmente diferente.

Tampar buracos emocionais e se tornar inimigo da humanidade, dizendo que ninguém mais presta e que toda a humanidade vale menos que um cachorro, isso para mim caracteriza a gravidade do problema que está unicamente em quem se comporta assim, vivendo fora da realidade.

Podemos tranquilamente conviver com humanos e pets, e qualquer outro animal e ser vivo (amor às plantas, ás árvores, por exemplo) dentro de uma medida de equilíbrio e harmonia emocional onde todos saem lucrando: amor que se dá e amor que se recebe. Mas criar apego desmedido por cachorro e gato enquanto se odeia todo mundo, não me venha dizer que isso é normal. Não, porque é doentio.

É pena que o verdadeiro amor incondicional está sendo lesado dessa forma pelo afeto carente e doente da humanidade, que julga o pior de si mesma enquanto procura afetos de substituição em seu coração, tudo porque seu ego intratável e ruim não consegue mais se relacionar com ninguém, julgando que só cachorros podem entendê-la (e suportá-la).
E eles têm escolha?

Mais uma mentira construída pelo Sistema para consolar as pessoas num sentimento incompleto, e que promove destruição das relações humanas legítimas.

Ainda existem muitos seres humanos notáveis pelo mundo, servindo agora mesmo até aquelas pessoas que declararam ódio e repulsa ao gênero humano para idolatrar somente seus cachorros e seus gatos. Médicos, professores, o padeiro que faz o pão, o feirante, nossos amigos ou mesmo aquele desconhecido que lhe ajuda em algum momento de necessidade em nossa vida.
Sem falar nos verdadeiros Anjos de Deus infiltrados entre nós na forma humana, servidores incógnitos que se movem, estes sim, pelo legítimo amor incondicional.

Mas como os corações malignos desta humanidade poderão compreender o que seja o amor incondicional? Para elas, tudo funciona na base do seu ego, e todos os seus critérios saem de uma alma egoísta e que não sabe amar.
Como poderão qualificar o amor incondicional, que morreu de braços abertos por cada um deles?


Você pode até ficar com raiva de ler isso, mas é a verdade. Não vai mudar o seu autojulgamento, de que só os cães merecem o céu e nenhum ser humano presta, inclusive você.

Mas eu não me incluo nisso.
Sei o meu valor como ser humano e não vou me sentir menos importante do que um cachorro.

Problema de quem se sente assim.
Seres humanos, mesmo aqueles malvados (ou que você acha que são) valem muito mais do que cachorros aos olhos do Pai, porque estes mesmos seres podem se converter e se tornarem grandes seres humanos e fazerem coisas fantásticas no mundo.

Diferentes de cachorros, que continuarão sendo sempre, e apenas,
cachorros.

Foi por aquelas pessoas que Jesus morreu na cruz.

Mas existem os que reconhecem que estão errados, e aqueles que julgam todo mundo de malvado e só restou de bom na Terra ele e seu cachorro.

Aí nem Cristo resolve o problema.

Billie Eilish critica quem diz amar os animais mas consome carne:

“Comer carne é inerentemente errado. E outra coisa é: duas coisas não podem coexistir. ‘Eu amo animais.’ e ‘Eu como carne’. Só que… não dá pra fazer os dois.

Desculpe. Você pode comer carne, vai em frente. Pode amar os animais, mas não dá pra fazer os dois.”


É que, pra muita gente, animais se resumem a cachorros e gatos.

Todos os outros seres vivos podem ser trucidados e parar no seu prato, ninguém liga para a dor deles nos abatedouros.
Só a dor do “orelha” importa.

Do ponto de vista biológico, não há nenhuma diferença entre consumir carne de cachorro e carne de boi. Tanto que muitos países no mundo consomem carne de cachorro.

China, Vietnã, Indonésia, Camboja, Índia e até na Suíça (embora seja raro).
Países como a Coreia do Sul e Taiwan só proibiram o consumo recentemente.

Enfim,
quem diz amar animais e se rotula como ativista da causa animal tinha que ser obrigatoriamente vegano.

Ou então assumir: amo apenas cachorros e gatos, pra ficar mais coerente.
E menos hipócrita.

JP em 28.04.2026

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