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O sentido coletivo das duas Bestas do Apocalipse

O sentido coletivo das duas Bestas do Apocalipse

Essas duas entidades terríveis do Apocalipse, mencionadas no capítulo 13, assumem ao mesmo tempo uma identidade pessoal (dois demônios encarnados na forma humana) e também, uma identidade coletiva, simbólica, sendo esta a mais importante de se compreender.

Porque a Primeira Besta traz a guerra, e a segunda, o controle mental. Uma e outra dependem da tecnologia para expandir suas influências.

E enquanto a Política Mundial coloca o planeta em Guerra total, as ideologias da segunda Besta infeccionam todas as mentes com falsas doutrinas e deturpações infinitas da verdade, mesmo que apoiada em “ciência”, e que de fato nunca foi, porque até esse tipo de ciência está sob o controle da Política Mundial.

E assim, todo o conhecimento humano está sendo alterado, deturpado, infeccionado por teorias ateístas, materialistas e imediatistas, roubando a alma humana nos calabouços de uma mentalidade cada vez mais ignorante, dispersa, sem poder, sem foco, sem objetivo real de vida, sem espiritualidade e sem Deus.

Um poder de governo mundial direcionado pelos valores de uma consciência satânica, invertida e materialista, eis a aliança entre as duas Bestas.

A primeira manifesta poder entre as nações, porque tem sete cabeças e dez chifres, a imagem da globalização, da totalidade integrada, e a segunda manifesta a consciência desse poder, regulado por ideologias da Nova Ordem Mundial reforçadas pelo advento da tecnologia do homem-máquina em lugar do homem-espírito.

Por isso é que se diz que a Segunda Besta manifesta o poder da Primeira Besta e a confirma diante do mundo.

A segunda Besta tem dois chifres como o cordeiro, isto é, virá mansa e bem-intencionada, como um novo Cristo e salvador do mundo, mas sua salvação nada parte de Deus, e sim, da ciência e da política a quem ela serve.

A Primeira Besta perverte o poder na Política Mundial, e a Segunda perverte a ciência e o conhecimento conforme os interesses da Primeira Besta. Ambas são desdobramentos do Grande Dragão Vermelho.

Enfim, a Política Mundial é a força que controla as massas, e a Cultura Moderna, os valores que as orientam.

Eis a aliança das Duas Bestas em ação no mundo ideal do Anticristo.

Guerra Infinita

Incrível observar o comportamento do ser humano diante das guerras de uns tempos para cá, desde quando a Mente do Anticristo parece ter assumido um controle maior sobre o Inconsciente Coletivo.

Basta uma nova guerra começar, e a humanidade, praticamente sem exceção, se colocará de um ou de outro lado, tomando parte virtual da mesma guerra, completamente cega aos argumentos do adversário.

Quando Jesus Cristo pediu que Barrabás baixasse a espada, ele deixou bastante claro que o verdadeiro cristão não apoia nenhum tipo de guerra, uma vez que os dois lados ESTÃO ERRADOS diante da Justiça Divina, e que, numa guerra, nunca existirão inocentes absolutos.
Nem culpados absolutos.

Mas a lavagem cerebral da Besta da Política Mundial prossegue, o mundo inteiro se divide agora apoiando ou Israel ou Irã, assumindo verdadeiras batalhas de ódio e fogo cruzado nas redes sociais.

E o pior:
Não tem a menor percepção de toda essa manipulação mental sofrida.
E que uma Inteligência Oculta é que está alimentando todo esse ódio para colocar o planeta em modo de vibração favorável para o aumento das guerras, cuja desejada convergência é a Terceira Guerra Mundial, da qual todos serão participantes e cúmplices.

Muito sofrimento se aproxima do mundo.
Tudo porque o mundo abraçou a ruindade e não sabe mais viver sem ela.

A verdade é que o coração humano está em guerra e conflito interno, e descarrega nas guerras e nos combates abertos contra o semelhante toda a sua violência de espírito. É o coração humano que está em guerra consigo mesmo.

O verdadeiro cristão não está defendendo quem empunha a espada.
Porque, como ensinou o mestre,
espada atrai espada,
e guerra só chama mais guerra.

JP em 14.06.2025

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