
O que o profeta Elias e a Virgem Maria têm em comum?
Ambos foram levados ao céu em vida.
E Jesus Cristo reconheceu o retorno de Elias em João Batista.
Enoque foi outro profeta tomado por Deus em vida (na lista dos patriarcas antediluvianos).
Mas os crentes dirão:
Como assim? Onde está escrito que Maria foi levada ao céu em vida.
E eu respondo:
Mas onde está escrito que NÃO FOI?
E onde está escrito que ela morreu?
Em nenhuma parte do evangelho, da mesma forma como também não se registrou a morte de José, seu esposo.
Se a Bíblia não relatou a morte da Virgem Maria (e nem de José), ninguém poderá dar certeza absoluta disso.
Ora, se por muito menos, o profeta Elias (que combateu o paganismo em seu tempo) mereceu ser levado aos céus em vida, por que a Virgem Maria, por muito mais (a mãe casta, sagrada e eleita do Salvador do mundo) não mereceria?
Segundo os crentes, ela está morta, aguardando o Juízo Final como todos os outros, pessoas comuns.
Só porque eles querem (KKK). Insistem em dizer que Maria foi uma mulher comum, e não há inteligência ou argumento que os mude nesse falso conceito. Fico a imaginar Jesus Cristo ouvindo deles que sua mãe era mulher comum. Me parece que a santidade e a castidade de Maria incomoda certos fornicários travestidos de cristãos nas igrejas pelo mundo afora.
Nem tudo pode ou poderia estar escrito na Bíblia, muitas coisas podem ser concluídas por intuição ou mera lógica superior.
O próprio João Evangelista escreveu o seguinte:
“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez, e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém”
João 21: 25
Os crentes dizem que a terra (Israel) onde Jesus nasceu é santa, mas o ventre que o gerou, é comum.
Acaso isso é usar de lógica espiritual na abordagem das Escrituras?
Se o profeta Elias, por muito menos, subiu aos céus em vida, por que a Virgem Maria, POR MUITO MAIS, não subiria?
E onde está escrito que ela morreu?
Não está.
E se não está, fica a lacuna, onde ninguém pode dar certeza absoluta.
Mas eu posso.
Por que?
Por causa das muitas e muitas aparições da Santíssima Mãe ao redor do mundo, por séculos, tentando corrigir os erros da Igreja e apontando as falhas dos cristãos.
Então, alguns lançam a sua última carta:
“Ah, são aparições do Diabo em forma de Maria”.
Novamente, vamos usar a lógica espiritual.
O Diabo nos induz ao pecado, e não ao arrependimento.
O Diabo nos afasta de Cristo, e não nos aproxima dele.
O Diabo tenta normalizar o erro, e nunca nos convida à contrição e conversão do mal para o bem.
Estas são as ações de Maria.
O Diabo?
Valha-me Deus.
Quem conhece o teor das mensagens de Maria sabe muito bem que reúnem advertências contra o pecado e avisos intermináveis do retorno de Cristo ao mundo para julgá-lo. O Diabo não pede arrependimento, ele pede ódio, lascívia, desonra e transgressão aos mandamentos.
Qualificá-la de aparição demoníaca, isto sim é influência do Diabo na mente de quem profere tal loucura.
O fanatismo é uma doença perigosa, que cega o entendimento da lógica espiritual mais simples e coerente.
Não precisamos ser gênios ou almas iluminadas para captar certas verdades da Bíblia e que não foram escritas (porque não caberia tudo em um único livro).
Mas se Jesus Cristo a tomou em vida para si, é porque a Virgem Maria continuou sua missão na Terra até o retorno do amado Filho, a seu pedido, protegendo e corrigindo os erros da Igreja e dos cristãos em toda a Terra.
O Novo Testamento menciona Maria pela última vez em Atos 1:14, no cenáculo com os apóstolos, e depois ela não é mais citada nos relatos bíblicos.
Ali, o grupo que incluia Maria esperava a ação do Espírito Santo para preparar a todos na missão que se seguiria. E esta ainda é a missão de Maria.
Eis a lógica espiritual de tudo isso.
Maria vive, está entre nós, fala nos quatro cantos do mundo e é a guardiã da Igreja de Cristo na Terra, sentinela que nunca dorme até o retorno do Mestre.
Nem tudo está escrito na Bíblia.
A verdade precisa, antes de mais nada, estar escrita no coração em ressonância com as linhas da Escritura, para que ela não se torne letra morta formadora de crenças fanáticas cegas. Aliás, foi essa conduta que moveu os fariseus no assassinato planejado de Cristo, porque não viam nele o Messias prometido pelas Escrituras da época (ainda não havia Novo Testamento).
O discernimento entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira, é o primeiro passo para alcançarmos a iluminação espiritual, escrevendo a Lei de Deus nos nossos corações sem mais a necessidade da própria Bíblia, e o que é pior, os seus muitos intérpretes e guias cegos.
“… e Eu porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração”.
Jeremias 31:33
JP em 07.04.2026







