
O presente alterando o passado? Novo experimento indica essa possibilidade
Imagine que o que você faz agora pode decidir o que aconteceu ontem. Parece roteiro de cinema, mas físicos confirmaram um fenômeno chamado retrocausalidade.
Em experimentos de escolha retardada, cientistas provaram que partículas quânticas podem ajustar seu comportamento passado com base em uma medição feita no futuro.
O estudo publicado na PNAS utilizou uma técnica de troca de entrelaçamento. Eles pegaram pares de luz e só decidiram se iriam conectá-los depois que as partículas já tinham sido detectadas. O resultado desafia toda a nossa lógica. As partículas agiram como se soubessem o que o cientista faria antes mesmo da decisão ser tomada.
Outro conceito importante é o do apagador quântico. Nele, os pesquisadores conseguem apagar a informação do caminho que uma partícula percorreu. Ao fazer isso no presente, a partícula volta a se comportar como uma onda no passado, como se nunca tivesse sido observada.
Isso não significa que você pode viajar no tempo ou mudar o resultado de um jogo que já terminou. A física impõe limites rígidos. Embora o estado quântico pareça ser definido de trás para frente, é impossível enviar mensagens ou informações úteis para o passado.
O que os dados mostram é que, no nível microscópico, o tempo não é uma linha reta, mas uma rede conectada.

Na verdade, a melhor definição de TEMPO é a Roda. Ou rodas múltiplas ativadas por um mesmo eixo motor. Se este eixo representa a dimensão do tempo zero, ou atemporalidade, cada uma das muitas rodas concêntricas girando juntas, em velocidades distintas, representa a passagem de tempo nas muitas dimensões do universo.
Elétrons têm movimentos orbitais no núcleo do átomo extremamente rápidos, enquanto os grandes astros se movem em lentidão eterna nas profundezas do espaço.
Cada qual em sua própria dimensão de tempo. E todos os tempos estão numa mesma roda coletiva, animados pelo mesmo motor, a dimensão do tempo zero (quarta dimensão).
Os experimentos realizados e as especulações propostas não mudam isso.
Na vida prática, o presente não altera o passado, ele altera o futuro.
O experimento citado pode ser comparado a um filme que você assiste, um registro de um evento passado qualquer, e então, voce emite suas críticas ao filme, e o diretor decide fazer uma refilmagem de tudo, repetindo o mesmo tema mas consertando os pontos oferecidos pela crítica. O filme não mudou. O tema não mudou. O que mudou foi o comportamento da partícula diante da avaliação sobre roteiros passados.
Na vida prática, o presente tem poder para mudar o futuro. E como esse futuro se tornará também o passado de um novo presente, então o passado será igualmente realinhado pela ação eterna da roda girando sobre si mesma e seus consequentes realinhamentos, já que o futuro não repete o passado de forma exatamente igual, sempre havendo o incremento do novo em função das experiências acumuladas e decisões por novos caminhos.
Aqui reside o salto revolucionário de toda a Física Moderna. Localizar as dimensões dos tempos distintos e compreender o seu fenômeno integrado e coletivo.
Einstein definiu o tempo como sendo a quarta dimensão. E também disse que não existe tempo negativo, ou retornar ao passado. O que existe é desaceleração temporal em função de aceleração da velocidade (ou de vibração interna de um sistema que salta para o hiperespaço).
Ele deu o primeiro passo.
E não surgiu ainda nenhum novo Einstein para corrigí-lo.
JP em 09.04.2026








