
O amor incondicional e o coração doente da humanidade
O termo FILHO vem do latim filius, ‘indivíduo em relação aos pais, descendente’, e implica em uma criação própria, da própria natureza dos pais (pai e mãe).
Mas então usa-se o argumento “filho do coração”, e aqui a criatividade é livre para adotar o afeto que quiser.
A família é a base das primeiras trocas afetivas da humanidade. Nela se aprende e se ensina amor, respeito, tolerância e o sentido de cooperação, coisas que não se praticam com pets.
O amor materno é incomparável, belo por essência e fundamental na criação de adultos equilibrados e prontos para a vida. Desajustes psicológicos e emocionais quase sempre se vinculam à problemas de relacionamento na infância, em geral, com os pais, quando então as relações sociais se tornam problemáticas e o comportamento busca alternativas para suas carências, e que na verdade são escapismos emocionais.
“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, eis o solene anúncio do amor incondicional.
Carência afetiva de um lado, problemas psicológicos de outro, solidão crônica, incapacidade de se relacionar bem com o semelhante, cada coração tem as suas próprias razões e vai procurar compensações emocionais para suprir seu vazio interior.
O coração humano foi criado para o amor incondicional, e se ele não consegue esse tipo de amor, é porque está doente, ferido, vazio, amargurado, o que o torna limitado em suas expressões.
Aceitar a doença e buscar a cura, infelizmente, é algo que a maioria rejeita, porque simplesmente se recusa a considerar que seu coração está doente e vibrando numa nota muito muito baixa em relação ao amor incondicional.
O ser humano foi criado para expressar inteligência infinita e amor incondicional. Se contentar com estados de ignorância e egoísmo emocional é fadar-se a uma existência sem nenhum propósito, porque ela bloqueia a si mesma todas as chances de crescimento interior.
E uma coisa é certa:
nenhum coração pode amar além de suas próprias capacidades.
Por mais que preguemos sobre o amor incondicional, certas almas nunca conseguirão amar além do seu círculo de interesses pessoais, egoístas e pequenos.
Por isso, vemos tantos contrastes no mundo. De um lado, pessoas se devotando a um cachorro ou gato (ou bebê reborn) e de outro, pessoas saindo no mundo para cuidar dos necessitados e praticar a caridade cristã. Esses tantos pais e mães de coração dos que mais precisam de amor.
Estes e somente estes serão convidados para reassumirem a identidade perdida de FILHOS DE DEUS.
Estes que decidiram suprir o vazio interior com amor incondicional, especialmente pelo semelhante,
conforme CRISTO ENSINOU.
A Bíblia nos ensina a orar ao Pai, pedindo um coração transformado, capaz de amar e perdoar os irmãos de todas as ofensas. Mas o que temos visto é o contrário, corações orando para Satanás porque seu ódio contra o semelhante se multiplica a cada dia.
Cristo amou o mundo de tal forma que entregou a sua vida por nós, mas o atual nível emocional da humanidade se torna violento e odioso contra o semelhante.
Nunca a face de Cristo foi tão esbofeteada como agora.
Qualquer ato gratuito de ódio ou violência contra o semelhante é uma bofetada.
Não adianta amar os pets e odiar o resto da humanidade. Esse tipo de “amor” não acrescentará um único grão a mais de espiritualidade na vida de ninguém, por mais que pensem o contrário.
O desafio está posto.
O desafio é mudar o coração e reaprender a amar o seu irmão.
Porque somente outro ser humano poderá refletir todas os melhores e os piores aspectos da nossa própria personalidade, fornecendo o material para a nossa própria evolução pessoal.
Sinto muito, mas as relações afetivas com pets são vazias nesse sentido.
Com bebês reborn, ultrapassam até o vazio.

JP em 29.04.2025








