Fênix Crop Circle de 2009

Uma Fênix, disse a maioria, apareceu na Inglaterra neste crop circle, no dia 12 de junho de 2009.
Porém, há muito mais que uma Fênix.
Se você olhar para o design da cabeça, não verá uma Fênix, e sim, um Grifo.
E se olhar para as penas da cauda e visualizar ali um bico de ave, e os pequenos olhos laterais, verá também a
cabeça de uma águia.
Fênix, Grifo, Águia… os dois primeiros são seres mitológicos.
E o segundo, a rainha das aves em nossos céus.

A Fênix é aquele pássaro mítico que incinera a si mesmo para renascer mais poderosa e brilhante de suas próprias
cinzas, um símbolo da metamorfose e da transformação cíclica da consciência, renascida de suas ruínas, dissabores e
amargas experiências.

E o Grifo?
“Grifo é uma criatura lendária alada com cabeça e asas de águia e corpo de leão. Os grifos faziam seus ninhos como
qualquer outro animal, contudo, a matéria prima dos ninhos era de ouro.
Acreditava-se que os grifos eram inimigos dos basiliscos, uma serpente fantástica.”

“A figura do grifo surgiu no Oriente Médio,onde era representado por meio de esculturas, pinturas e relevos em
paredes. Ele está diretamente relacionado à religião zoroastra. Eles estavam também relacionado aos símbolos usados
pelos magos e sacerdotes dessa religião. Como eram seres que possuíam asas, acreditava-se que tinham ligação com o
mundo celestial. Ele era considerado o símbolo das sabedorias celestes e terrenas, pelo fato de possuir asas e ao
mesmo tempo possuir cabeça de leão, formando um sincretismo entre o mundo sobrenatural e o terreno.

Ainda na Grécia, os grifos eram tratados como seres guardiões. No caso de Dionísio, os grifos protegiam sua cratera
de vinho. Já por Apolo eles eram utilizados por Apolo para que guardassem os tesouros dele em Hiperbórea, uma terra
mítica em um lugar ao norte. Outro deus que os utilizam como fiéis “cães de guarda” era Zeus, o deus dos trovões.”
Wikipédia

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Ora, as esfinges derivam-se dos grifos, como leões alados, guardiões de templos e tesouros, e inimiga da serpente
basilisco, a inimiga da humanidade.
Tem algo paralelo ao simbolismo da fênix, porque o leão está associado ao fogo, enquanto as asas da águia, ao ar e
ao sentido de trasnmutação de energia. Algo ligado a Alquimia antiga, reduzir a matéria prima a cinzas até que seja
projetada a semente do ouro desejado.
Grifos também foram associados a Cristo na Idade Média. O Leão de Judá e a Águia da Justiça, ambas figuras presentes no Apocalipse.

Além das referências alquimistas veladas, o grifo e a fênix são símbolos da alta espiritualidade, da ascensão por
meio da transformação do denso em sutil, do impuro em puro, do animal em angelical… do humano imperfeito no divino
perfeito.

O magnífico crop circle tem várias estruturas.
No topo, um grande Sol rodeado por três pequenos círculos, pode ser uma referência a Sirius, cujo sistema estelar é
tríplice (a origem dos Anunnaki, os primeiros instrutores da civilização humana).

Deles é que vieram todos estes arquétipos do conhecimento superior impressos nos símbolos que fizeram uma corrente
de transmissão até os nossos dias pelos guardiões das tradições antigas.

A cabeça do grifo também está cercada, lado a lado, por três círculos, o que perfaz o número-arcano 33, idade de
Cristo e o grau do Mestre na Maçonaria, que é o Mestre que morre e renasce. Relação direta com a simbologia da
Fênix.

Ele possui duas asas com sete penas cada, e isso perfaz 14, outro código interessante no Taro, Arcano 14, o Anjo da
Alquimia, realizando operações de mistura de um líquido em duas urnas, ouro e prata, Sol e Lua, até obter a pedra
filosofal da Alquimia que é a Androginia.

Muitos crops circles reproduzem esse padrão de penas, 7-7 somando 14.

E o significado é sempre este, a Alquimia rumo ao andrógino elementar, andrógino esse que começa com a restauração
da nossa condição mental nivelada (nosso cérebro trabalha somente em meia banda, desafaso, dai nossas severas
limitações psíquicas, nossa energia mental atua sempre numa banda preferencial dos dois hemisférios).
O Grifo é um andrógino, o leão como elemento masculino e a águia, feminino, reunidos num ser binário completo que então assume poder de transformação plena (Fênix), chamas da renovação.

O disco onde o Grifo se encontra também reúne um crescente lunar e um Sol (ao fundo de sua cabeça), outra vez, alquimia Sol e Lua representada.

Nas extremidades, as sete penas da parte interna se projetam em doze pontas, de cada lado.

Doze e doze, vinte e quatro, o número dos anciões diante do Trono do Senhor IAO do Apocalipse, ou Cristo empossado de poder, o que pode transformar a leitura desse grifo-fênix numa mensagem de renovação e alquimia estendidas a todo o planeta, tal como já acontece a cada novo capítulo do planeta extremo.

A cauda do animal tem 16 penas, e algumas chamas saindo delas.
Somando as 24 penas das asas com as 16 penas da cauda, 40 penas.
Um número igualmente recorrente nos crops circles e que, alinhado pela sabedoria bíblica, nos fala de tempos de penitência e deserto, onde as energias se concentram para purificar e transformar o penitente.
O deserto é um cenário relacionado ao conceito da própria fenix, ele reúne condições extremas que transformam todo aquele submetido ao seu universo.

Dois pequenos círculos laterais fazem parecer dois olhos ao lado de um grande bico de águia numa visão frontal.
A águia completa a simbologia espiritual do crop circle, o pássaro que voa mais alto e contempla as luzes do Sol… símbolo total do espirito transcendido da condição material.
Vasta demais a simbologia da águia nos arquétipos para que possamos falar de todos eles, mas o sentido é sempre positivo, superior e transcendente.

Onze pequenos círculos na composição, e Onze é sempre arcano de força em todas essas leituras crop circle bastante padronizadas em séries de repetição.

Crops circles sempre tem mensagens direcionadas a dois campos: o individual e o coletivo.

Falam de chaves e ampliam os conhecimentos do passado, que visam educar o homem na direção da sua transformação espiritual, e ao mesmo tempo, anunciam os agentes da transformação planetária como um todo, alinhados com as antigas profecias que sabem que não há renovação se morte, e que essa é a lei que garante a própria vida.

JP em 03.08.2020

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