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Discursos cosmológicos

Discursos cosmológicos

A luz oscila entre dois campos perpendiculares de energia, o elétrico e o magnético, mas também sofre ação de campos gravitacionais, curvando sua trajetória ao passar próxima de grandes massas, ou mesmo sendo tragada por buracos negros.

A luz e qualquer onda eletromagnética não precisa de um meio específico para se propagar: a quarta dimensão é o seu meio de propagação, e essa afirmação tem um impacto tremendo na compreensão da cosmologia desta dimensão onde as retas paralelas se encontram.

A luz tem o suporte da quarta dimensão em sua propagação, em todos os comprimentos, mas e o som?
Não se propaga no vácuo, que é o espaço na ausência de qualquer tipo de matéria.

Luz e som são antiteses nesse sentido, e quanto mais material e denso o meio, melhor a propagação do som, mas para a luz, o efeito é inverso, que se propaga melhor quanto mais imaterial e rarefeito o meio, e ainda mais, na ausência dele.

Som precisa de matéria e luz, de ausência de matéria. Ou de materiais rarefeitos onde suas ondas possam atravessar pelos espaços entre os átomos/moléculas.

A terceira dimensão é espaço vazio preenchido por sistemas materiais regulados por ciclos de tempo, e na densidade destes sistemas é que o som vibra e se propaga, enquanto que, no espaço sutil e nos meios materiais de baixa densidade, a luz viaja.

Mas e como compreender som e luz no cenário de outras dimensões? Haverá a mesma dinâmica envolvida?

Se a terceira dimensão é um plano que alterna sistemas materiais e espaços vazios onde som e luz jogam seus contrastes, qual é o comportamento unificado da quarta dimensão diante do som e da luz na condição de dimensão-raiz da terceira, fundamento desta?

Gravidade e som se propagam em ondas nos sistemas materiais, embora a gravidade se propague no vácuo, mas não o som.
Luz e radiação eletromagnética se propagam no vácuo e, dependendo do comprimento de onda da frequência, ela atravessa materiais densos através dos seus espaços vazios. Por isso, o chumbo, metal altamente denso, é usado em telas protetoras contra a radiação.

Som, luz e gravidade se propagam por ondas. O som no entanto precisa colidir contra os blocos atômicos da matéria para se propagar.

Na linguagem metafísica, o som faz vibrar as águas do caos primordial, e disso resulta o nascimento da luz (Gênesis 1).

Som, vibrações colidindo em unidades de matéria, e aqui aparece uma relação com os núcleos atômicos e a microgravidade ali existente, numa escala tão ínfima que sua ação foi rotulada de trocas de partículas elementares.

Seria a gravidade a força-chave da sustentação do Universo? A gravidade é o som em escala cósmica, justificando a música das esferas se propagando entre núcleos planetários, estelares e galácticos.
Claro, numa escala ultra superior.

Nessa escala, o som se propaga no vácuo, e ondas gravitacionais se comportam como SOM numa medida macrocósmica não perceptível (acusticamente falando) para os instrumentos da Terra, da mesma forma que, na relação inversa, a atração gravitacional entre massas pequeninas não é detectável.

Na quarta dimensão, no entanto, essas grandezas são perceptíveis, mensuráveis, nas duas extremidades do universo infinitamente grande e infinitamente pequeno.

Ali se compreende e se escuta o som além das referências materiais reduzidas do mundo. Ondas sonoras se propagam empurrando átomos, moléculas, estrelas e planetas nos sistemas materiais separados por grandes vazios espaciais, como se o cosmos fosse uma grande caixa de ressonância.

A analogia é a chave da estrutura cósmica.
Conceitos como a matéria escura podem ser associados a matéria-prima original do Universo, aquele caldo inicial donde o Universo se criou, e a sua maior parte ainda continua inativa na forma de matéria escura, um elemento que também explicaria a energia escura, uma forma de resistência à gravidade reinante entre os sistemas.

No mais, o próprio tecido do espaço encontrado com algum tipo de substância e resistência elástica aos sistemas criados.

Esse impulso entre os planetas e estrelas gerado por perturbações gravitacionais está por trás de determinados subtipos de movimentos dos sistemas não totalmente explicados pela mecânica celeste convencional.

A gravidade distorce o espaço-tempo ao redor dos sistemas, e buracos negros são as entidades extremas do universo nesse sentido, o sentido de rasgar aquele tecido e remeter a energia, a matéria e qualquer entidade tridimensional ao plano paralelo da quarta dimensão, provavelmente conectados a wormholes em suas extremidades ligando sistemas distantes.

Das partículas
Partículas são condensações da universal energia eletromagnética e seus tipos diferentes reproduzem variações de campo.

Da mesma forma, os mundos e estrelas são condensações da universal energia gravitacional, e os astros orbitando sistemas maiores fluem em variações do espaço (curvatura).

Ambos os fenômenos descrevem variações dos dois campos fundamentais do universo, governando o micro e o macrocosmo em um duplo laço ou cadeia de causa e efeito.

Da mesma forma que a gravidade condensa grandes massas no espaço infinito, planetas, estrelas e galáxias ou buracos negros, a microgravidade atômica condensa as subpartículas envolvidas na coesão dos núcleons, que ficam se movendo entre eles mas não geram a força de coesão, antes, são o resultado da força G de coesão nos domínios quânticos, porque cada átomo também está conectado com o plano paralelo, como os buracos negros, através de pequenos “furos” ou rupturas centrais da dimensão local.

No núcleo atômico, eletromagnetismo e gravidade quase se confundem, se não fosse a distinção de suas funções estabelecidas: o eletromagnetismo cria a estrutura do átomo e moléculas, mas a microgravidade ajusta na estabilidade do átomo (até o chumbo).

Os átomos pesados além do chumbo e seus efeitos radioativos de instabilidade são análogos aos buracos negros em escala cósmica, dotados de gravidade extrema em seus domínios, gerando singularidades, fenômenos exóticos e que parecem romper com a ordem e estabilidade do resto dos sistemas.

Buracos negros desafiam a estabilidade dos mundos e estrelas estáveis ordenados pela gravidade, e da mesma forma, os átomos pesados em relação aos átomos estáveis da natureza. São as extremidades do universo visível funcionando em padrões análogos.

Se o tempo é alterado em buracos negros, a microgravidade que atira partículas para o centro do átomo também causa flutuação temporal dos ciclos ali existentes, o que foi interpretado na teoria da incerteza em modelos orbitais mais complexos, tão complexos quanto a trajetória de astros na beirada de um buraco negro.

Uma partícula que muda seus tempos (ciclos) conforme seu movimento nas proximidades da ruptura central do átomo, saltando posições, pode parecer muito estranha e imprevisível em leituras.

E quando a arte imita a ciência, me vem a mente o magnífico poema de Dante Alighieri, a Divina Comédia, que coloca o poeta descendo as camadas do Inferno até alcançar o centro da Terra e, ali, encontrar a porta de saída para o outro lado, penetrando numa outra dimensão onde se localizava o paraíso terrestre, iniciando sua jornada através do purgatório.

Mas analisando a arte pelos critérios da cosmologia revelada, eis que Dante também mergulha no coração da matéria, o tritocosmos ou universo atômico, para fazer essa transição dimensional.

Aqui encontramos um laço entre as duas teorias, relatividade geral e mecânica quântica, baseado nos mesmos fundamentos.

Dois campos que controlam a estabilidade em dois domínios extremos, e da mesma forma que o eletromagnetismo de origem microcósmica se expande aos sistemas macrocósmicos, a gravidade mergulha no plano atômico e nuclear, agindo para regular a atração entre os átomos, no núcleo, gerando movimento de subpartículas que são confundidos com a própria força que unifica os núcleons, entendida de outra forma.

Se existe movimento de partículas entre os núcleons, isso significa que uma microgravidade está atuando e tais partículas sobem e descem nessa correnteza permanente, como satélites em órbita ao redor dos mundos, e planetas ao redor das estrelas.

Relatividade geral de um lado, Mecânica Quântica de outro, a ciência ainda não encontrou a ponte entre as duas extremidades cósmicas da Criação, ou dois universos iguais e opostos em escala.

Outra lógica simples se apresenta.

A distorção do espaço, que produz o efeito gravitacional segundo a teoria da Relatividade geral, é causado por massas, não massas pequenas, mas grandes massas. Ou pelo menos, somente as grandes massas produzem efeitos detectáveis no nosso campo de observação, diferente das pequenas massas e a força dos núcleos atômicos (o que foi interpretado na mecânica quântica como produto de subpartículas. Mas o que são as grandes massas senão que a soma das pequenas massas, e todas elas, de átomos? Então, esse somatório todo, que tem origem em unidades de matéria, alcança uma massa considerável para causar gravidade detectável. Não estaria no microcosmo, portanto, a origem dos dois campos, eletromagnético e gravitacional, em direções opostas de equilíbrio?

Se o campo eletromagnético final de um sistema é a soma vetorial dos campos elétricos e magnéticos de todas as partículas carregadas e em movimento que compõem esse sistema, o mesmo é válido para o campo gravitacional, e aqui temos os fundamentos do Campo Unificado.

Incertezas
Posições dos astros em movimento podem ser conhecidas, mas não a posição das partículas, pequenas demais e submetidas a forças e princípios ainda não bem totalmente conhecidos. Melhor chamar tudo isso de Incerteza e seguir em frente.
Mas Deus joga dados com o mundo?

Parece que os dois universos são mesmo muito parecidos, pois o problema de três ou mais corpos na mecânica celeste descreve a dificuldade de prever a trajetória de um sistema de três ou mais objetos que se influenciam mutuamente apenas pela força da gravidade. Ao contrário do problema de dois corpos (como o Sol e a Terra), que tem uma solução matemática geral e exata, a introdução de um terceiro corpo (ou mais) torna o sistema inerentemente caótico, sem uma solução analítica geral de forma fechada. As trajetórias tornam-se imprevisíveis devido à sensibilidade às condições iniciais, o que torna necessárias aproximações e métodos numéricos para aplicações práticas, como na navegação espacial.

Ora, temos imprevisibilidade e incertezas nos mesmos domínios do macro e microcosmos. Mas estes sistemas são incertos por si mesmos ou não alcançamos ciência e instrumentação para lhes medir com CERTEZA e rigor matemático?


A gravidade é a ponte entre os dois universos. Se Newton compreendeu a gravidade como força atuante entre as grandes massas, Einstein despiu a cosmologia de Newton ao prever a distorção do espaço/tempo pelas grandes massas causando o movimento dos corpos.

De qualquer forma, os dois modelos falam de uma força, um mecanismo que conduz os objetos ao centro do sistema dentro de uma resultante final de equilíbrio. O próprio Sol implode-se a si mesmo por causa desse mecanismo que atrai e condensa sua matéria prima no centro gravitacional do sistema.

E no mundo quântico, os núcleos, especialmente os mais pesados, também distorcem o espaço ao redor, e até podemos entender que a gravidade é a energia centrípeta dos sistemas atirando tudo para a dimensão-raiz, a quarta dimensão.

O conceito e papel cêntrico da gravidade no universo é a chave da cosmologia unificada, bem como a sua compreensão no contexto da quarta e inexplorada coordenada dimensional.

Partículas viajam na luz, elas são luz e ao mesmo tempo, ondas. Partículas oscilam no espaço ou o espaço oscila sob as partículas?

Eis a Relatividade do Universo-Onda.

Os grandes astros cósmicos oscilam também, e causam ondulações no espaço, e isso sustenta todo movimento assumindocaráter ondulatório no universo.

Mesmo não detectável, todo movimento cria oscilação no espaço, e por efeito de reação, toda oscilação imprime movimento.

O conceito cêntrico da gravidade no espaço e a convergência de toda matéria e energia para a quarta dimensão. Gravidade seria o retorno para a quarta dimensão, o plano da estabilidade. A terceira dimensão é toda instável, e por isso, seu circuito de fenômenos pode ser lido como um esforço de migrar para a dimensão da estabilidade, ou a quarta dimensão, dentro da resistência oferecida pela terceira dimensão.

A eternidade é a estabilidade do tempo.
E o tempo funciona apenas no corpo dos ciclos. Até as frequências são ciclos por segundo (oscilações).A gravidade é o retorno para a quarta dimensão.

O Centrismo Cósmico

Assim que o Universo foi criado, a tensão de todas as coisas puxadas de volta ao centro dos sistemas acontece. O universo é todo instável, e planejado para existir finitamente tanto em termos de espaço como de tempo.

O retorno ao centro é a medida que o unverso encontra para manter o balanço e o equilíbrio através do movimento. A gravidade é o próprio centrismo cósmico, ou retorno à Eternidade. Uma verdade científica muito válida para todas as doutrinas espirituais, uma refletida na outra dentro da pertinente lei da analogia. Da mesma forma que o buraco negro destroça todos os objetos que nele entram antes de ejetá-los ao outro lado, a morte mística prega a dissolução total do ego e seu corpo de ilusões como regra para conduzir a alma de volta ao Pai, centro da Criação material e espiritual.

O símbolo mais elementar da Astrologia é o círculo e o ponto central, para representar o Sol. Este símbolo é o próprio centrismo cósmico revelado, da mesma forma que o tempo distorce caminhando para a Eternidade (teoria da Relatividade), o tempo vai parando conforme a velocidade.

As questões em aberto
Como atua a gravidade na quarta dimensão, diante da ruptura do espaço e a distorção temporal?
Como atua a dinâmica dos movimentos, a mecânica tradicional?
Questões como gravidade, inércia, velocidade e aceleração, como operam numa dimensão repleta de atalhos dimensionais e quebra de ciclos temporais?
Como reescrever as três leis de Newton naquele cenário?

Tudo começará com uma melhor compreensão daquele cenário, onde todas as leis 3D mudam.


1ª Lei de Newton (Lei da Inércia)
Conceito: Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, e um corpo em movimento retilíneo uniforme tende a permanecer em movimento, a menos que uma força externa não equilibrada atue sobre ele.

Exemplo: Um objeto em cima de uma mesa permanecerá parado até que seja empurrado, ou um carro em movimento continuará em movimento em linha reta em uma velocidade constante se não houver forças de atrito ou se o condutor não aplicar os freios ou o acelerador.

2ª Lei de Newton (Princípio Fundamental da Dinâmica)
Conceito: A aceleração de um objeto é causada por uma força resultante aplicada a ele. A intensidade da aceleração é proporcional à força resultante e inversamente proporcional à massa do objeto, podendo ser expressa pela fórmula F=ma (Força = massa x aceleração).

Exemplo: Se você empurra uma caixa pesada e uma caixa leve com a mesma força, a caixa leve adquirirá uma velocidade maior do que a caixa pesada.

3ª Lei de Newton (Lei da Ação e Reação)
Conceito: Para toda ação, há uma reação que é igual em intensidade, mas com sentido oposto. As forças de ação e reação sempre atuam em corpos diferentes.

Exemplo: Quando você empurra uma parede, a parede também te empurra com uma força de mesma magnitude e direção contrária, o que explica porque você não atravessa a parede.

JP em 22.09.2025

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