
Dia de Reis
Manifestação destaca resistência cultural e integração de gerações. O Dia de Reis, celebrado em 6 de janeiro, marca o encerramento do período natalino na tradição cristã. A data relembra a visita dos três reis magos ao menino Jesus, em Belém, guiados pela estrela do Oriente, segundo o relato bíblico.
Apesar da Bíblia não falar em reis, apenas em MAGOS que vieram do Oriente guiados por uma mística estrela, a estrela dos profetas antigos que marcaria o nascimento do Messias, da parte de uma Virgem e na cidade de Belém, Beith-Lehem, a casa do pão (literalmente).
Bíblia + tradição
O que a Bíblia diz:
“Magos do Oriente”: O texto de Mateus 2:1 menciona “uns magos que vieram do Oriente” e perguntavam pelo “rei dos judeus”.
Sem número ou nomes: A Bíblia não especifica quantos eram nem seus nomes (Gaspar, Melchior, Baltazar).
Propósito: Eram sábios que estudavam os astros e reconheceram Jesus como Messias, trazendo presentes valiosos.
O que a tradição adicionou:
Reis: A ideia de reis veio de interpretações de textos do Antigo Testamento (Isaías 60:6, Salmos 72:10) que falavam de reis trazendo presentes para o Messias.
Número Três: Associou-se o número três aos três tipos de presentes (ouro, incenso, mirra).
Nomes: Os nomes foram dados séculos depois, por volta do século IX, por tradições e lendas.
E com o tempo, o dia de Reis, 6 de janeiro, calculando doze dias depois do Natal marcado em 25 de dezembro, se tornou o dia internacional do Astrólogo, com base no ofício daqueles magos (na antiguidade, magia e astrologia eram disciplinas sempre unificadas, associadas com a teurgia dos anjos na relação com as posições dos planetas e estrelas do Zodíaco).
Nem tudo a Bíblia registrou. Seria impossível que a Bíblia registrasse todos os eventos de Israel e cercanias em cada detalhe ao longo de cerca de 1600 anos de História. Então, muita coisa foi acrescida pela tradição e os evangelhos apócrifos.
Mas isso não significa que todas as tradições são legítimas. Muitas são, e outras, fruto das crenças conservadas através das gerações.
O importante de tudo isso é extrair a essência dos ensinamentos entregues ao mundo.
Saber que o Messias nasceu e vive entre nós, e que todo um cenário de espaço e tempo foi escolhido pelas Inteligências Divinas para notificar o mundo a respeito dessa grande verdade.
A verdade que a humanidade recebeu uma segunda oportunidade.
Todo o resto são detalhes, molduras diferentes para uma mesma pintura central.
A pintura da salvação!
E que a sabedoria do coração nos torne como aqueles magos astrólogos, aprendendo a interpretar os muitos sinais do tempo e do Universo na comunicação das Inteligências Superiores a respeito dos grandes eventos por vir.
Como o segundo advento!
E que sejamos igualmente sábios para reconhecer a veracidade deste evento, como os magos reconheceram diante deles o verdadeiro rei de Israel, num tempo onde os inimigos da fé viviam de mentiras e, pior, impunham suas mentiras ignorantes aos poucos despertos.
Tal e qual como agora!
JP em 06.01.2026






