
Deus condena a Astrologia?
Deus não condenou a Astrologia, mas sim, os astrólogos interpretando o destino apartados de sua vontade sábia e soberana.
É isso o que se apresenta na Bíblia, não a condenação sobre o conhecimento em si, mas sobre os seus maus praticantes, no geral, adivinhos pagãos que perverteram esta e outras sabedorias antigas.
Deus não condenou a ciência celestial do destino, mas os seus maus praticantes, idólatras e arrogantes, dando as costas para a fonte da inspiração que deve alimentar toda prática do conhecimento, seja ele de ordem material ou espiritual, para que não caia nas mãos de entidades tenebrosas (os anjos caídos) que pervertem com facilidade pensamentos e conceitos no plano mental da humanidade.
Uma das fontes que os crentes e teólogos em geral costumam usar para condenar a Astrologia vem de Isaías.
“13 Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti.
14 Eis que serão como a pragana, o fogo os queimará; não poderão salvar a sua vida do poder das chamas; nem haverá brasa para aquecer, nem fogo para se assentarem diante dele.”
Isaías 47: 13-14
Aqui, ele se refere a astrólogos babilônicos, cuja ciência e interpretação estava vinculada diretamente aos seus deuses caídos e paganismo fatal.
Outra fonte refere-se ao livro de Deuteronômio.
Deuteronômio 18:10-12 estabelece:
“Não se ache entre vocês quem… pratique adivinhação, ou dedique-se à magia, ou seja agoureiro, ou feiticeiro, ou encantador, ou quem consulte médiuns ou espíritos, ou quem consulte os mortos”.
Mais uma vez, Deus se refere às ciências praticadas pelos povos pagãos, que envolviam rituais malignos, magia das trevas, orgias e invocação de mortos e demônios na composição final da obra de adivinhação mencionada.
Ou seja, uma ciência que nasceu pura mas foi totalmente contaminada e desviada de finalidade pelos povos pagãos e seus costumes idólatras, blasfemos e orgíacos.
É como o dízimo que muitas igrejas praticam. Foi uma instrução dada por Deus para a manutenção do seu templo, mas é enorme a quantidade de maus pastores que explora a fé popular para encher os bolsos de dinheiro usando o argumento do dízimo. Este é um exemplo de desvio de finalidade de instrução divina bastante comum no meio evangélico, altamente criminosa. Para não citar outros, muitos outros, o que tornaria esse artigo extenso demais.
A Astrologia mais nobre e pura nos conduz para mais perto de Deus através do autoconhecimento, ensinando que o primeiro templo onde devemos nos apresentar diante dele é a morada física, porque Ele habita dentro antes de qualquer outro lugar fora.
Isso é o que não entra na cabeça de muitos crentes e fanáticos da letra morta, que rotulam de satânico tudo aquilo que não compreendem. Se não encontram escrito na Bíblia, não lhes serve. O problema é que muita coisa verdadeira está escrita na Bíblia, como a Astrologia, mas eles não entendem, não interpretam devidamente, lacram com o rótulo de satanismo e seguem na ignorância conveniente.
E da mesma forma como eles condenam esta ciência, posso condenar a sua prática imoral de exploração material da fé popular através do argumento do dízimo como manobra satânica, já que Satanás está envolvido com todas as negociatas de compra e venda da alma humana neste mundo.
A Astrologia legítima nunca foi consulta de espíritos e mortos, mas dos Anjos, e se relaciona à mais Alta Teurgia desenvolvida pelo rei Salomão, construindo o templo com esta finalidade, um espaço sagrado para a invocação do Senhor YHWH e seus Anjos e gênios celestiais sob os signos sagrados do céu, respeitando a posição dos astros que eram considerados os templos nos céus dos Sete Anjos da Astrologia teúrgica.
A maldade não está neste conhecimento, mas nos adivinhos que o perverteram, ligando-os a atividades necromantes, invocação de mortos e demônios, o oposto da Astrologia dos Anjos usado realmente para estabelecer contato com entidades do Inferno. Essa é a ciência praticada pelos pagãos que recebeu condenação do Senhor Deus na Bíblia. Não a ciência do rei Salomão e dos sacerdotes teurgos, que sabiam falar com os Anjos do céu no alinhamento dos astros criando janelas de energia que se abriam nos templos da invocação da palavra sagrada.
Astrologia não é adivinhação, é prognóstico de cenários, tendências e potenciais. Da mesma forma quando alguém faz uma previsão meteorológica e decide qual melhor época ou tempo para plantar, colher, caçar, gerar (concepção) etc. Onde há malignidade e desvio da Lei divina aqui?
A ciência evoluiu para apresentar previsões do clima bastante acertadas, algo que já era praticado pelos antigos que sabiam ler os sinais do tempo.
Em escala superior, a Astrologia fornece os mesmos cenários do clima humano, de suas tendências psicológicas e movimentos de energia e mente coletiva impactados pelo raio divino caindo das estrelas em manifestações tão sutis que nenhum instrumento poderia captar ou registrar.
Desde que o mago e o sábio não se desviem da sabedoria e da inspiração divina. Afinal, os reis magos do Novo Testamento não eram leitores dos astros e das estrelas, e através delas, fizeram a maior descoberta de todas para a humanidade?
A Astrologia é um código totalmente presente nas Escrituras: a cidade celestial do Apocalipse 21 e as 4 criaturas do Trono de Deus são perfis zodiacais. Como poderia Deus condenar isso?
A face de Deus é touro, é leão, é águia e é anjo: os quatro signos da cruz fixa de sustentação do céu.
Sete Anjos regem os sete planetas dos nove céus fundamentais da Astrologia, e o Zodíaco tem doze signos, ou doze portas de entrada para o Sol e a Lua comporem os ciclos de tempo.
Não foi através de grandes sinais no céu que o profeta do Apocalipse identificou grandes revelações, como o alinhamento planetário nos signos de Leão e Virgem anunciados no Apocalipse 12 e o evento grandioso do nascimento da Criança de Deus destinada ao trono e ao reino da Terra?
Tal evento ocorreu na tarde de 23 de setembro de 2017 diante de um alinhamento perfeito conforme o simbolismo descrito no Apocalipse. Também tivemos a visão do dragão vermelho e que, num sentido astronômico, se refere ao grande astro invasor e à queda de objetos (asteroides) na Terra.
Grandes sinais no céu serviam para localizar no tempo os grandes eventos na Terra à eles relacionados. Isso era parte fundamental da arte da profecia (Nostradamus que o diga)!
O próprio nascimento de Jesus Cristo foi anunciado por um grande sinal no céu reconhecido apenas por três reis sábios e versados nas ciências do céu. Deus condenou os magos astrólogos por seguirem uma estrela no céu?
Tudo isso é bíblico.
Deus se comunica e sempre se comunicou através de sinais nos céus, que incluem configurações planetárias e estelares pairando sobre as doze portas da cidade celestial. É sabedoria elevada demais para o tolo, o fanático e o de mente rasa afogada em crenças de cardume pensando igual.
Mas onde está o discernimento dos falsos doutores da lei de nosso tempo?
Aliás, o livro apócrifo de Enoque fala da revelação do Anjo Uriel e do Livro dos céus (Astrologia) e suas leis perfeitas, que podem ser bem ou mal usadas.
No entanto, essa classe de ciências herméticas do Espírito não era destinada a qualquer um, muito menos ao povinho vulgar, mas somente a uma casta de sábios dentro de transmissões secretas do conhecimento oculto, sob o hermetismo mais rígido. Mas a sabedoria bíblica caiu na mão dos profanos e dos eruditos da letra morta, e o resultado foram interpretações limitadas, tendenciosas, que excluíram a sabedoria de muitos livros apócrifos, não todos, mas aqueles cuja tradição garantia confiança e verdade.
E como eles perderam tal discernimento entre a luz e as trevas, atiraram todos os livros na fogueira da Inquisição do pensamento, decretando o que era certo e errado para o povo, sendo que nem eles mesmos sabiam.
Quando os cegos passaram a guiar a Igreja, passaram a guiar ovelhas tão cegas quanto eles.
A condenação de Deus portanto não é sobre a Astrologia, mas sobre os maus astrólogos, como também é sobre os maus médicos, maus professores, maus pastores, maus padres, maus cristãos.
Maus políticos, maus juízes.
Enfim, maus seres humanos à frente de suas funções. Isso significa que existem astrólogos de mentira e astrólogos verdadeiros, aqueles que buscam orientar almas perdidas numa solução real de problemas em função do autoconhecimento, e aqueles interessados apenas em explorar materialmente as pessoas usando conhecimentos superficiais e deturpados, como esses horóscopos tolos de jornal, e exatamente da mesma forma como muitos pastores fazem deturpando o conceito do dízimo e condicionando a salvação das almas à contribuições financeiras mensais para a “igreja”.
Então, essa classe de gente não tem nenhuma moral para apontar o dedo aqui.
Esse é o discernimento que os cristãos e crentes costumam não compreender, prejudicando a sua própria evolução espiritual no conhecimento das letras da divina sabedoria.
Mas quem insiste em viver na letra morta, esse não acrescentará um centímetro de sabedoria à sua vida.
E nem adianta tentar convencer os intelectuais de que a Astrologia não é uma pseudociência. É fácil colocar um rótulo qualquer sobre determinada área do conhecimento humano, confirmado pelo uso prático e efetivo por milênios, quando não se tem a menor referência ou mesmo ideia dos mecanismos secretos envolvidos nas estruturas internas de dimensões superiores do Sistema Solar (onde opera a Astrologia) dentro de sua malha gravitacional e quântica de influências combinadas, tangendo toda a matéria existente.
Toda matéria é composta de um psiquismo natural que lhe é inerente, especialmente a matéria viva, e mais especialmente, a matéria consciente. E toda matéria é interceptada por aquela malha quântica e gravitacional combinadas atravessando tudo, em todo o raio gravitacional do Sol sobre objetos em órbita, compondo uma célula cósmica que compartilha a totalidade de sua energia e psiquismo entre todas as suas partes, do individual ao coletivo.
Diante desse edifício tão elevado cujo cume se perde nas alturas insondáveis do mistério, posso compreender porque a arrogante ciência moderna materialista 3D prefira rotular esse conhecimento (e muitos outros do gênero) como pseudociência ao invés de atestar sua ignorância diante de todos. E mesmo diante dos acertos da “pseudociência” que condena, insiste em recorrer a outro rótulo conhecido:
“é tudo coincidência…”
Como eu disse antes, é uma sabedoria alta demais para o tolo.
Portanto, Deus não condena a Astrologia e nenhum outro conhecimento desse tipo.
Ele condena o mau uso de suas sagradas ciências, e também, a arrogância dos ignorantes ilustrados com um diploma, que por isso se presumem sabedores de todas as coisas, aquela classe de cegos que faz discursos sobre a luz, os mesmos doutores que negam a existência de Deus e da vida espiritual.
Conclusão
O mundo segue e as pessoas não ligam a mínima para a opinião dessa gente tola, porque as ciências sagradas do céu e do espírito continuam sendo usadas por muita gente todos os dias com sucesso e excelente proveito, a despeito dos latidos dos acadêmicos mordendo o próprio rabo.
Porque Deus nunca condenou um conhecimento que ele mesmo criou.
Quem o condenou foram os cães não convidados a entrarem no Santuário da luz, só restando-lhes latir do lado de fora.
JP em 11.02.2026







