As três classes de seres geradas na Criação de Deus

O fim retoma o início dentro dos ciclos de tempo antes de saltar para um novo nível de experiências.

O tempo é uma espiral que se abre ou se fecha, evolui ou involui, conforme as nossas escolhas (Karma).

Quando a consciência se expande, a espiral se abre na direção do Infinito, matéria e energia na criação de mais um Filho de Deus consciente, mas quando a consciência se contrai na direção do Ego (o eterno projetor de ilusões), a espiral se fecha sobre si mesma na direção do núcleo, e a alma fica presa a um eterno retorno ao ponto de partida sem que se verifique nela crescimento espiritual real, mesmo com toda a carga de experiências acumuladas.

E tantas vezes quantas a espiral torne a girar, enquanto a consciência não assuma, de dentro para fora, uma postura de sintonia com as realidades divinas em marcha no Cosmos, ela ficará presa num looping do tempo dentro dessa espiral que tem uma contagem FINITA, diferente do que pensam muitas doutrinas equivocadas, até que o Universo deixa de operar sobre ela e, quebrando a espiral que a prendeu, venha a tragá-la ao seio de onde ela se originou: o Sagrado Sol Absoluto.

Essa alma como essência fracassada (não-realizada na forma Anjo, Filho de Deus consciente da Criação) retorna ao Pai de todos os seres na forma exata de uma criança. Saiu do Absoluto como chispa, criança, passou eternidades girando nas espirais do tempo sem conseguir auto-realização, e então, depois de um TEMPO, retorna como criança a Deus.

Ela não será aniquilada – diferente da classe dos demônios, estes que, após incontáveis eras de prática do MAL deliberado, consciente e de escolha própria, que podem ser aniquilados pela Justiça Cósmica – a classe das crianças será recebida com muito amor pelo Pai.

Mesmo que o Pai de todos os seres as ame, as crianças de Deus não poderão serví-lo como lhe servem os Anjos, Instrumentos conscientes da Criação, porque não se habilitaram para isso, não se reconstruíram na nota crística que os transformaria em Filhos de Deus.

A criança apenas receberá o Amor e os cuidados do Pai, sem no entanto, ter capacidade de compreender esse amor e devolvê-lo à altura do Pai.
E é exatamente assim como as crianças se comportam em relação aos seus pais, imaturas em relação ao amor, sacrifício e vida de luta e trabalho de seus pais para mantê-las bem.

E lá, além das fronteiras do Cosmo visível, naqueles jardins iluminados pelo Sol Absoluto e regado pelas fontes e rios de Água da Vida, veremos duas classes de Seres.
Os elevados Filhos da Chama velando pelas crianças inocentes, correndo e brincando nos campos do Empíreo… felizes, sim, mas sem consciência dessa felicidade, apenas felizes.

A Natureza nos ensina essa lição.
Uma árvore pode produzir milhares de sementes, mas somente umas poucas sementes se tornarão árvores iguais a ela, rendendo frutos ao mundo.

E isso foi expressamente anunciado pela parábola do semeador, sabedoria de Cristo.

O Universo auto-consciente pode produzir três espécies de Ser:
Os Filhos de Deus, os Anjos caídos e as crianças.

Conscientes do Bem, inversão da consciência (no Mal) e consciência elementar, residual, que não conseguiu se elevar às notas do Amor crístico incondicional.
Filhos de Deus participam de uma comunhão profunda com Deus, enquanto os Anjos caídos, se não se arrependerem, podem ser aniquilados da Criação.

As crianças retornam ao Pai como saíram. Inocentes.

A lição que se aprende é que a transformação do Amor e da Verdade divina não é um processo mecânico ou automático. Ele precisa das escolhas conscientes e dos sacrifícios voluntários.

E por causa disso, do livre-arbítrio dado a todos os seres, é que, no final da Grande Espiral, que é FINITA, e cessará um dia, quando a Criação voltar ao Pai, três classes de frutos a Grande Árvore da Vida pode produzir.
Bons frutos, maus frutos ou ausência de frutos.

«Naquele dia saindo Jesus de casa, sentou-se junto ao mar; chegaram-se a ele grandes multidões, de modo que entrou numa barca e se assentou; e todo o povo ficou em pé na praia. Muitas coisas lhes falou em parábolas, dizendo: O semeador saiu a semear. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda e tendo saído o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra caiu na boa terra e dava fruto, havendo grãos que rendiam cem, outros sessenta, outros trinta por um. Quem tem ouvidos, ouça.»
(Mateus 13:1-9)

JP em 08.10.2020

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