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As nove Iniciações crísticas

As nove Iniciações crísticas

Antes de mais nada, iniciações são processos experimentados pela alma encarnada dentro de uma via de aprendizado espiritual ligada a uma Ordem Hermética Superior, e ordens desse tipo já existiram neste mundo, num passado remoto quando a corrupção do materialismo e do ego humano não haviam ainda destruído os seus princípios. Na atualidade, essas ordens só existem nos planos superiores da consciência, restando apenas cascões no mundo físico.

O Egito secreto é uma referência a tais Ordens Herméticas, quando as pirâmides eram consideradas templos de Iniciação nos mistérios da alma e do espírito. Porém, depois de Jesus Cristo, uma nova Ordem foi instalada na Terra, a Ordem Cristã Superior, da qual a Igreja sempre foi uma casca, no máximo, introdução da alma nos mistérios elementares da doutrina cristã.

Passar portanto da Igreja pública de Pedro para a Igreja secreta de João é, segundo o evangelho da Serpente Emplumada, uma questão de preparo da consciência através da morte interna (transformações do ego humano).

Quando a alma está pronta, ela é chamada ao Templo ou Igreja de Cristo (a eterna Ordem) nos mundos superiores, recebendo instrução e seu quinhão de provas transformadoras no mundo físico, como receberam todos os santos e devotos ao longo da História do Cristianismo na Terra.

Jesus Cristo abriu as portas da Iniciação que admite almas na sua Igreja legitima, eterna, que não é deste mundo, deixando nos evangelhos conhecimentos codificados muito específicos para essa classe de almas que saltaram do nível das crenças de rebanho para o nível do trabalho interno e individual de cristificação espiritual.

Não é todo mundo que está pronto para esse entendimento da Verdade de Cristo, uma verdade reservada a muitos poucos neste planeta. No mais, a escola de Anjos diante de nós.

Cada passagem, parábola e ensinamento assume, portanto, um duplo contexto, com instruções de natureza pública e instruções de natureza velada, hermética, compartilhando as mesmas linhas da Escritura. Somente os candidatos à Iniciação compreenderão a natureza velada quando passarem seus olhos sobre as mesmas linhas da Escritura lida por milhões de pessoas neste mundo.

Não somos nós quem escolhemos a Iniciação crística, porém, ela nos escolhe, enviando o seu chamado no momento certo do tempo de Deus para nós. O tempo do segundo nascimento.


E voltando a falar das nove iniciações crísticas, elas se dividem em três grupos:

Primeiro grupo de sete iniciações (representados por sete momentos capitais da obra de Cristo culminando na Cruz), segundo grupo representado pela Ressurreição, terceiro grupo representado pela Ascensão.

As sete primeiras iniciações guardam relação com os sete primeiros astros da série astrológica clássica, da Lua a Saturno, e são regidas por este, Saturno, em sua composição final.

A Ressurreição é regida por Urano, e a Ascensão, por Netuno, completando aqui a coroa sefirótica da árvore da vida astrológica, da qual somos chamados a tomar parte novamente.

Lembrando que, desde a primeira iniciação, a base e a raiz da árvore da vida sofre os processos de transformação sob a regência de Plutão, em todos os valores do signo mais oculto do Zodíaco, Escorpião, a porta da morte que abre passagem para uma nova dimensão de vida, a vida eterna.

Outra conexão interessante é que as sete primeiras Iniciações do Espírito Santo (sob Saturno) se relacionam precisamente com as coordenadas do Apocalipse referentes às mensagens das sete igrejas.

Cada atributo e cada crítica lançada nas mensagens traz conexão direta com o conteúdo da iniciação relacionada. Os apontamentos das mensagens das sete igrejas se referem, cada uma delas, aos desafios encarados pela frente, aos erros e falhas notificadas, e à concessão de dádivas ao final de cada etapa vencida.

Como a escada de sete degraus, construída pelos sete dons do Espírito Santo que opera sobremaneira na primeira fase da Grande Obra (7 iniciações), para que a alma do Iniciado tenha acesso aos dois movimentos finais:
Ressurreição
Ascensão.

A Ressurreição, regida por Urano (além do setenário planetário) abarca todas as etapas da cristificação profunda, quando um Filho de Deus se levanta na Terra, e por efeito, se torna preparado para subir ao Pai e ocupar o seu lugar por direito na Hierarquia Universal, quando todas as portas se abrem diante dele, uma vez que voltou ao lar original (a esfera de Netuno, o último e mais elevado dos nove céus que regulam o plano da Cosmologia Universal e suas hierarquias ativas).

Por fim, outra relação interessante das três etapas da Grande Obra aparece com a Astrologia Hermética, num nível bastante avançado: a relação com os três ritmos astrológicos.

Ritmo Mutável (Saturno)
A Grande Obra começa a partir do plano estrutural do Ser, na base, no novo alicerce sendo construído em sete camadas, para poder receber as partes superiores do novo Templo. Saturno rege o setenário planetário inferior, o qual regula cada uma das sete iniciações.

Ritmo Fixo (Urano)
A cristalização do novo edifício espiritual após a morte iniciática ou grande transformação estrutural das sete iniciações, que equivale ao trabalho do Espírito Santo abrindo caminho para o Ser CRISTO ocupando seus sete veículos de manifestação e encontrando seu lugar na hierarquia dos anjos (oitavo céu, Urano e as potências estelares).
Aqui a Grande Obra da parte do Ser encarnado está concluída, quando ele reassume Imortalidade.

Ritmo Cardeal (Netuno)
A reconexão com a Fonte, o RELIGARE (religamento) do Filho com o Pai, vida infinita, consciência infinita. O Ser individual passa a existir também em Ser coletivo, universal (Deus em sua concepção final)
ELOHIM.

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