
A redenção genética do corpo físico pelo sangue de Cristo
“Fazei isso em minha memória!”
Esta foi a orientação que Cristo deixou aos apóstolos na Última Ceia, eternizar o belo ritual do pão e do vinho, que a Igreja terrena faz até hoje, e embora ele tenha perdido praticamente todo o conceito real, é sempre muito válido que as Igrejas conservem, ainda que sem consciência, as passagens da Paixão de Cristo, porque a fé, ainda que inocente, um dia chegará à verdade, desde que sincera.
Mas ainda que seja um belo ritual praticado de diversas formas nas várias modalidades de Igreja cristã na Terra, celebrando a partilha do corpo e do sangue de Cristo para redimir a humanidade, ele ainda não alcança a redenção real capaz de modificar a herança do pecado em sua raiz genética no corpo procedente de Adão e Eva, o que só pode ser modificado pelo contato direto com o sangue de Cristo, e é aqui que o mistério se aprofunda e desaparece das vistas do pão e vinho comuns das igrejas que ficaram apenas na casca, no simbolismo do ritual.
Na Última Ceia, se diz que Cristo fez um pacto real de sangue com os doze apóstolos, que dele beberam naquele vinho transmutado, quando então a sua Igreja foi inaugurada, com Pedro se tornando o primeiro Sacerdote.
Aquela Igreja que permanece no mundo espiritual, enquanto as igrejas mundanas vão ensaiando a verdade de acordo com seu nível de consciência, mas o fato é que todas elas já entram em desacordo e até em guerra, pelo que a sua finalidade está terminando diante do retorno do Mestre.
Porque nenhuma delas compreendeu a verdade do sangue redentor.
Não negando a força do ritual das igrejas comuns, e que, de acordo com a pureza de quem oferta (o Sacerdote) e de quem recebe (os devotos) vai imprimir certo poder na oferenda (pão e vinho) se bem que as igrejas católicas não partilham vinho com os fiéis, apenas o pão na forma de hóstia.
Mas a plenitude do mistério da transubstanciação do pão e do vinho ainda não é este, que se torna o grande ritual do segundo nascimento (ingerir o corpo e o sangue de Cristo para nascer de novo, lavando a alma de seus pecados e recobrando o status original de filho de Deus imortal por meio do sacerdócio de Cristo).
O mistério da Eucaristia é o último e mais elevado grau de conexão com o poder redentor de Cristo através de um pacto de sangue real dentro de um ritual em Igreja verdadeira, que não é deste mundo, a Igreja eterna de Cristo onde assistem os doze apóstolos e seus mártires, diante da qual todos os rituais mundanos são superficiais e simbólicos, e mais ou menos impuros.
Os apóstolos beberam do sangue de Jesus Cristo misturado ao vinho, e ali transmutado de sua própria carne e sangue. Uma espécie de pacto de sangue em escala superior, divina.
Os judeus até herdaram uma genética diferenciada, modificada ao “povo eleito” preparando o caminho do nascimento dos grandes mestres (Anjos encarnados) naquela nação, culminando no nascimento do Filho de Deus (casta de Davi) mas isso não solucionou o dilema mortal da humanidade, nem mesmo dos judeus, povo eleito que continuou sendo mortal. A genética especial dos judeus foi apenas um terreno preparado para o nascimento do Redentor, e sem ele, sem o seu sangue entregue ao mundo por amor de sacrifício, aquela genética não serviria para nada em termos de redenção.
O povo eleito morre do mesmo jeito que os povos não eleitos, com as mesmas doenças, velhice e corrupção física. Mas quem celebra o pacto de sangue com Jesus Cristo, este sim viverá para sempre, independente do seu sangue, etnia, genética ou fator Rh.
Ingerir este sangue, pactuar com ele de forma amorosa e consciente das implicações do ato, o ato de beber deste cálice, o Santo graal real da imortalidade, sabendo que quem bebe deste cálice e come deste pão, bebe e come juízo sobre si, pois bem, é o remédio universal contra o pecado, acionando nas fibras da carne, nas células e na genética do corpo outra transmutação, removendo dali as impurezas que o pecado deixou, acumuladas pelas cadeias das gerações.
Eis o mito do Touro solar sacrificado para renovar a vida da humanidade. Jesus assumiu esse sacrifício, abrindo as portas da imortalidade para todos.
“E ele me disse: estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro”
(Apocalipse 7: 14)
Essa visão representa tanto a purificação do pecado no nível moral da alma através do sacrifício, como a purificação do pecado no nível físico e genético do veículo físico, porque a operação tem que ser dual: de nada adiantaria renovar um corpo físico que se torna puro mas ainda abriga uma alma com inclinação pecaminosa, e da mesma forma, não adianta remover o pecado no nível psicológico mas conservando um veículo físico com as mesmas tendências e inclinações bestiais que o conduziriam novamente ao pecado.
E para fechar com chave de ouro este tema, uma simples equação cabalística resume tudo o que foi dito até aqui:
Pão + Vinho
LChM + IIN
78 + 70 = 148
PSCh, Páscoa = 148!
Aqui está a chave final, Pão e Vinho se tornando Páscoa, ou passagem de um nível inferior para um nível superior, da morte para a imortalidade, do pecado para a virtude, da escravidão para a liberdade, da dor para a felicidade.
E com a ajuda física, vital, moral e espiritual do sangue de Cristo, tanto em sua genética quanto em sua intenção ao ser derramado, os devotos da Cruz se tornarão filhos de Deus como ele.
JP em 23.11.2025







